Não deu tempo de comprar presente?

Tá na mão!

Receitinhas pra não chegar de mãos vazias na festa de Natal, pra todos os gostos:

1. Caramelos de Baunilha e Flor de Sal – receita de média dificuldade, precisa de termômetro para caldas.

2. Shortbread de Castanha do Pará – fácil e a castanha pode ser substituida por nozes, amêndoas, etc.

3. Cocadinhas de Amêndoas e Chocolate – super fácil e sem gluten.

4. Biscoitos Spritz Amanteigados – uma delícia, derretem na boca. Trabalhosos.

5. Biscoitinhos de Laranja – Trabalhosos, mas uma das minhas receitas favoritas de biscoitos.

6. Blondies – Média dificuldade, mas só porque tem que picar as nozes e o chocolate, no mais é super tranquilo.

7. Palmiers de Canela – Se for fazer com massa folhada comprada pronta é facílimo!

8. Fudge de chocolate com pistache – essa é boa de fazer com as crianças, já que não vai ao fogo.

9. Brigadeiro de Pistache da Nena – É brigadeiro. É pistache. Sem mais.

Agora é só caprichar na embalagem e Feliz Natal!

The Cookie Shop Convida – Nena Chocolates e o Brigadeiro de Pistache

fotos: Alessandra Luvisotto

De vez em quando é bom dar a palavra a quem é especialista em alguma coisa, né?

Hoje o espaço vai para a minha amiga Alessandra Luvisotto, da Nena Chocolates – uma menina das mais talentosas e que faz os melhores brigadeiros do mundo.

Pra quem está afim de aprender mais receitas exclusivas, a Alessandra vai dar uma aula especial de brigadeiros gourmet aqui em São Paulo, no Ateliê Lili e Clô, no próximo dia 03 de dezembro (informações no email atendimento@lilieclo.com.br)

Com vocês, Alessandra:

***

Quando a Paula me convidou pra colaborar com o blog com uma receita de brigadeiro eu entrei num dilema: tradição ou inovação? É fato que o nosso bom e velho brigadeiro de cada dia está mais do que na moda, virou objeto de desejo e ganhou um espaço importante na gastronomia brasileira.

Refletindo sobre o assunto escolhi a receita a seguir justamente fazendo um elo entre o docinho e minha carreira profissional. Quando entrei pro curso de Gastronomia em 2006 eu já tinha em mente o sonho de me tornar uma confeiteira profissional. O conhecimento de um mundo novo de ingredientes e técnicas somado às experiências profissionais que tive no meio do caminho me levaram à olhar para as origens de uma cozinha que me levou a me profissionalizar academicamente.

Decidi então por ficar com a “baixa gastronomia” e dentro dela trabalhar os melhores ingredientes e técnicas pra aprimorar e diversificar doces que originalmente são comuns e populares. Acabei por descobrir que sou mais feliz assim.

 Brigadeiro de pistache -20 unidades de 24g

  • 1 lata de leite condensado (395g)
  • 1 caixinha de creme de leite UHT (220g)
  • 25g de leite em pó
  • 50g de pistache triturado
  • 20g de pasta de pistache*
  • + pistache triturado para confeitar

Numa panela junte o leite condensado, creme de leite, leite em pó e o pistache triturado. Cozinhe, mexendo sem parar, até dar o o ponto de brigadeiro, retire do fogo e acrescente a pasta de pistache. Leve à geladeira até resfriar por completo. Enrole as bolinhas de brigadeiro com as mãos untadas com manteiga e passe-as pelo pistache triturado.

* Se você não tiver a pasta de pistache, utilize algumas gotas de corante verde e extrato ou essência de pistache depois do cozimento.

Alessandra Luvisotto – Nena Chocolates

Pede, moleque! – praliné de amendoim (ou pé de moleque)

Me deu a maior dor de dente outro dia e saí correndo para o consultório mais próximo de casa que consegui encontrar. A vida tem dessas coisas, e o dentista, Dr. Waldemar, foi um achado: além de super competente (indico de olhos fechados pra quem estiver precisando, viu?) era ótimo de papo. O que é uma coisa muito útil num consultório de dentista, pelo menos pra mim que tenho pavor do barulhinho da broca, ajuda a relaxar e o tempo passa mais depressa.

Já na primeira consulta o assunto caiu em.. comida, fazer o que? O assunto preferido de 9 entre 10 brasileiros, pelo menos os que eu convivo ;)

E o doutor, que é de família legítima mineira, me contou a história da origem do nome pé de moleque. Reza a lenda que as doceiras faziam o delicioso docinho de amendoim e colocavam suas travessas para esfriar nas janelas das casas. E o cheirinho logo atraía os moleques do pedaço, que passavam zunindo e roubavam o doce, os fanfarrões.

E as doceiras, furiosas, gritavam: “PEDE, MOLEQUE!”

Porque né? Doceira que se preza não recusa um bocado de doce pra ninguém, é só pedir com educação. :)

Praliné de Amendoim ou Pé de Moleque (não sei quantos rende, porque comeram quase todos e não deu tempo de contar, sorry) – adaptado daqui

Esse pé de moleque é um pouco diferente. Foi adaptado de uma receita americana, mas ficou com gostinho bem brasileiro, por causa do açúcar mascavo e, claro, do amendoim torradinho. O caramelo não fica duro, e sim um pouco açucarado, derrete na boca. Muito gostoso.

Você vai precisar de um termômetro culinário para caldas para prepará-los, ok?

  • 1 1/2 xícara de açúcar refinado
  • 1/2 xícara de açúcar mascavo
  • 2 xícaras de amendoim torrado, sem pele
  • 3/4 xícara de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 pitada generosa de sal
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

Forre duas assadeiras com papel manteiga ou tapetes de silicone e reserve.

Numa panela média,misture os dois tipos de açúcar, o bicarbonato, o sal e o creme de leite e leve ao fogo até o termômetro marcar 112°C.

Neste ponto, junte a manteiga e misture até homogeneizar. Junte o amendoim, retire do fogo e com a ajuda de uma colher de sopa vá pingando os doces nas assadeiras preparadas, COM MUITO CUIDADO. A mistura é extremamente quente e pode causar queimaduras sérias. Tire as crianças da sala.

Neste ponto é preciso ser rápido, porque o caramelo aos poucos vai endurecendo, e os pralinés não ficam tão bonitinhos.

Deixe esfriar completamente e guarde em potes ou latas por até 5 dias.

Projeto SalvaCão – ossinhos de suspiro

Eu nunca tive um cachorrinho, mas na minha casa sempre teve espaço pros gatinhos. Minha mãe era apaixonada por animais, especialmente gatos, então vira e mexe a gente acabava com um vira-latinha em casa.

Aprendi com ela que bicho não se compra, se adota.

Admiro demais as pessoas que se mobilizam pra recolher um animal que está na rua e viram suas vidas de cabeça pra baixo pra arrumar um lar, donos bacanas e um ambiente saudável pros peludos. Uma dessas pessoas é a veterinária da minha gata, a Dra. Janaína.

Na minha última visita ao seu consultório, reparei na presença simpática da Doralice, uma doce cadelinha, bem magrinha, que se movimentava numa “cadeira de rodas” e usava fraldas de bebê. A Dra. me contou que a Doralice tinha sido abandonada por seus donos, doente, e seria sacrificada no Centro de Controle de Zoonozes, se não fosse pela boa vontade e rapidez dela e das outras meninas do Projeto SalvaCão.

Mas o que é esse projeto?

Nas palavras delas:

Nós (Lele, Dave, dra. Janaína – e Dri e Fernanda, do Segunda Chance) nos juntamos e agora temos este projeto, que ajuda a recolher das ruas, cuidar e divulgar para adoção os cachorros abandonados/machucados.(…) O objetivo é poder sempre resgatar e manter 2 ou 3 cachorros de rua em tratamento, continuamente. Sendo adotados, pegamos outros na rua, tratamos, mandamos para adoção, e assim por diante.

Todos juntos somos fortes.

Taí gente: nem todo mundo pode ir lá, pegar o bichinho, levar pra casa e arrumar um lar, mas todo mundo pode ajudar essa galera a continuar esse trabalho bem bacana. É só entrar neste link e colaborar com a vakinha do projeto, com qualquer quantia. Vai lá, que eu espero aqui com a receita dos suspirinhos na volta, tá? :)

 

Ossinhos de Suspiro – (rende 30 ossinhos)

Nunca tinha conseguido fazer suspiros assim crocantes, branquinhos e sem rachaduras – então fui pedir ajuda pras universitárias doceiras no Facebook. Azamigas Alessandra e Cris deram a dica: forno bem baixinho e porta meio aberta, para secar o merengue sem dourar. Deu certinho, viu queridas?

A idéia de fazer os ossinhos com suspiro veio de uma foto que vi numa revista no Halloween do ano passado – fica aí a dica também para festas mais aterrorizantes.

Ingredientes:

  • 4 claras
  • 250g de açúcar refinado
  • essência de baunilha ou raspinhas de limão a gosto

Forre duas assadeiras grandes com papel manteiga ou tapetinhos de silicone (silpat) e reserve.

Prepare um saco de confeitar com um bico perlê grande, com abertura de 1 a 1,5cm, e apóie dentro de um copo alto.

Bata na batedeira as claras em neve, até obter picos firmes. Acrescente o açúcar aos pouquinhos, sem parar de bater, até ficar bem firme e brilhante. Junte a baunilha ou as raspinhas de limão e misture bem. Passe a massa do suspiro para o saco de confeitar e faça os ossinhos (ou pingue bolinhas) nas assadeiras preparadas.

Coloque as assadeiras no forno e ligue na temperatura mínima (deixei o meu a 100°C), e coloque uma colher de pau na porta para que ela fique entreaberta. Deixe secar por 1h30 a duas horas, checando de vez em quando para ver se não está dourando.

Desligue o forno e deixe os suspiros esfriarem lá dentro completamente. Guarde em pote com tampa por até 3 dias.

Uma doceira de dieta e o doce mais fácil do mundo – cocadinhas de amêndoas e chocolate

E pela vigésima quinta vez só este ano, hoje é o meu primeiro dia de dieta.

Tá osso, viu gente. Aqui tem muito doce. Tem doce por todos os lados. E eu tenho que provar pra ver se a freguesa vai gostar. Dai-me forças.

E doceira de dieta tem uma mania, e eu sei que não sou a única, de fazer doces pra dar de presente.

Essas cocadinhas, ou macaroons, foram um presente para um amigo que não pode comer nada com glúten. E no mesmo jantar estaria um outro amigo que não pode comer nada com lactose. E se tem outra coisa que doceira de dieta tem mania, é dar um jeito de fazer algum doce que todo mundo possa comer, porque né, coitadinhos, vão ficar sem doce?

As cocadinhas, além de sem glúten nem lactose, acabaram também por ser o doce mais fácil que eu já fiz em toda a minha existência, só misturar tudo, fazer as bolinhas e assar, super simples.

Então, já que eu não posso, vocês por favor se joguem nesses docinhos, e comam com gosto.

Cocadinhas de Amêndoas e Chocolate (adaptado daqui) – rende 12 a 15 unidades

  • 1/3 xícara de açúcar
  • 1 clara de ovo
  • 1 xícara de coco ralado (de pacotinho, sem açúcar)
  • 1/4 xícara amêndoas picadas, com pele mesmo
  • 1/4 xícara chocolate amargo picadinho (opcional)
  • gotas de extrato de amêndoas

Preaqueça o forno a 180/C. Forre uma assadeira com papel manteiga ou silpat e reserve.

Numa tigela, misture o açúcar e a clara. Junte o restante dos ingredientes e misture bem, até ficar bem úmido.

Com a ajuda de uma colher de sopa, ou boleador de sorvete, forme bolinhas e coloque na assadeira preparada. Asse até dourar, mais ou menos 15 minutos. Deixe esfriar na assadeira e guarde em pote fechado por até 3 dias.

Eu fui – Aula de Cake Pops com Maria Pia Bolos

Fofos não? A autora dos lindos cake pops da foto é minha querida amiga Maria Pia, cake designer da Maria Pia Bolos.

Ela é uma das primeiras doceiras a fazer cake pops no Brasil e é especialista no assunto – aproveitei que ela começou a dar aulas em São Paulo e lá fui eu, acompanhar uma das turmas.

Pra quem ainda não conhece os charmosos docinhos, cake pops são pirulitos feitos com massa de bolo e doce de leite, brigadeiro, buttercream ou algum outro recheio delicioso, que dá o ponto de enrolar e o sabor do doce. Em seguida, são espetados num palito, banhados em chocolate e decorados à escolha do freguês.

Parece fácil,né? Mas como tudo na vida, tem seus segredinhos e macetes. Eu mesma já arranquei os cabelos por aqui com o ponto da massa, bolinhas escorregando do palito e chocolate rachando. O curso foi bem bacana e a Maria Pia explica bem direitinho como evitar esses problemas.

Do alto à esquerda: massas de bolo de baunilha e chocolate; a massa já misturada com o recheio, na consistência exata; Maria Pia ensinando a modelagem básica; corte de uma estrelinha; ursinho fofo sendo decorado; a produção das alunas dia.

Fica a dica para as doceiras de plantão: vale muito a pena investir nos cake pops. “O lucro é muito bom, e tenho vendido muito os pops para festas, porque além de deliciosos são bastante decorativos”, conta Pia. E quanto mais caprichado melhor: “as possibilidades são infinitas, desde modelos mais simples com confeitos e granulados, até os modelados com carinhas de personagens e formas diferentes”.

As receitas pipocam na internet e é só dar um google, mas para mim valeu muito a pena ter visto o passo a passo ao vivo e poder dar uma incrementada no meu repertório de pops.

Os cursos de cake pops com a Maria Pia acontecem na loja The Cake is on the Table – o calendário para julho está disponível aqui.

Informações:

The Cake is on the Table

Rua Amaro Guerra, 264

tel: 11 2371-1640

Receitinha do Coração – tortas de framboesa no palito

Eu <3 minhas clientes – às vezes elas tem umas idéias tão, mas tão legais, que eu é que deveria estar pagando pra fazer esses docinhos bacanas (brincadeirinha).

Olha esses biscoitinhos de botão que eu fiz para a inauguração do Atelier Le Kawaii, da minha amiga Elisa (que aliás, faz roupas sob medida, como antigamente, só que com um toque moderno – fica a dica!):

*Foto e tags da Nathalia Yamauti

E esse bolo do Super Mario Bros. para o aniversário do Lucas?

E  essa linda mesa temática que a decoradora Andrea Daccache montou? Eu fiz os biscoitinhos de siri, os cupcakes e os brownie pops de aguinha:

* foto Andrea Daccache

E nesse final de semana, fiz essas tortinhas de framboesa no palito para uma festinha, e elas ficaram tão gostosas que eu decidi postar a receita pra vocês – tudo idéia da cliente!

Tortinhas de Framboesa no palito – inspirado no blog Luxirare

* rende aproximadamente 30 tortinhas pequenas

Ingredientes da massa:

  • 200g de manteiga sem sal, super gelada e cortada em quadradinhos
  • 2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1/4 xícara de água bem gelada

Ingredientes do recheio

  • 3 xícaras de framboesas (usei congeladas – pode usar morango, amora ou qualquer frutinha vermelha)
  • 1/2 xícara de açúcar (pode usar mais ou menos, depende do seu gosto)
  • suco de 1/2 limão
  • 2 colheres de sopa de amido de milho

Montagem:

  • palitos de sorvete
  • 1 ovo batido
  • açúcar cristal

Prepare o recheio primeiro, porque tem que esfriar:

Numa panela, misture o açúcar e a maizena. Junte as frutas e o suco de limão e leve ao fogo, mexendo sempre, até ferver e engrossar um pouco. Retire do fogo, deixe esfriar – melhor ainda se estiver gelado na hora de utilizar.

Prepare a massa:

No processador de alimentos, ou numa tigela grande, misture a farinha, sal e açúcar. Junte a manteiga gelada e pulse por 10 segundos, até obter uma farofa grossa com alguns pedaços maiores de manteiga. (Se fizer à mão, misture com as pontas dos dedos, sem trabalhar muito a massa).

Junte a água gelada e pulse novamente até a massa se juntar (ainda vai ficar meio esfarelenta, mas é só apertar tudo num plástico e deixar descansar na geladeira por 1 hora).

Montagem:

Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra a massa com um rolo até ficar fininha. Corte os formatos que quiser com um cortador da sua escolha e distribua numa assadeira forrada com papel manteiga.

Coloque os palitinhos de sorvete no centro das massinhas e coloque uma colher de chá de recheio – não coloque muito, senão vaza na hora de assar. Cubra com o restante da massa cortada no mesmo formato e pressione as laterais com um garfo, como se fosse fechar um pastel. Leve à geladeira por 15 minutos, enquanto preaquece o forno.

Pincele com o ovo batido e polvilhe com o açúcar cristal. Leve ao forno e asse por mais ou menos 25 minutos, até dourar.

Como eu tinha um pouco de glacê real rosa, decorei as tortinhas depois de frias, polvilhei uns confeitos e deixei secar para servir.

Viva o leite condensado! – Docinho de pistache e chocolate branco

Outro dia peguei um debate bem interessante no Twitter – parece que um chef pâtissier francês (ele trabalha e mora aqui no Brasil) andou dando uma entrevista polêmica, dizendo que não existe confeitaria brasileira. Não sei dos detalhes, mas o caso gerou pano pra manga.

Não foi a primeira vez que ouvi isso, gente falando mal de doce brasileiro, dizendo que só tem leite condensado e excesso de açúcar, que o brasileiro não tem paladar, etc etc e tal. Queria muito saber a opinião de vocês – o que vocês acham desse debate?

Eu, particularmente, sou super a favor de um bom leite condensado – inclusive poderia até dizer que quem se recusa a usar esse ingrediente vai perder a oportunidade de produzir coisas deliciosas por puro preconceito.

Docinho de pistache e chocolate branco (rende 30 unidades)

  • 1 lata de leite condensado
  • 100g de pistache triturado
  • 30g de chocolate branco picadinho
  • 1 colher de sobremesa de manteiga
  • chocolate branco ralado para passar os docinhos

Numa panela de fundo grosso (o ideal é que seja uma só para doces), misture o leite condensado, o pistache, a manteiga e os 30g de chocolate branco. Leve ao fogo baixo, mexendo sem parar com uma espátula de borracha ou colher de pau, até a mistura engrossar e soltar do fundo das laterais da panela.

Passe a mistura para um prato fundo untado com manteiga  deixe esfriar completamente. Enrole bolinhas  passe pelo chocolate branco ralado. Coloque em forminhas.

Pode ser conservado em pote tampado na geladeira por até 1 semana.

Bombons de marshmallow com chocolate + Novo site do açúcar União

Como vocês devem ter percebido, fui convidada pela União para participar da campanha dos 100 anos da marca – vocês ainda vão ver alguns posts falando deles por aqui. Para comemorar a data, eles lançaram novos produtos e um novo site de receitas, que eu, LÓGICO, já fui testar. Até porque eles me disseram que a página nova seria muito mais interativa e o melhor site de receitas doces do Brasil.

Por mim, falou em receita de doce eu já tô lá, né? E o site é bom mesmo – lindo, fácil de navegar e todas as receitas são testadas e aprovadas pelo pessoal da cozinha experimental da União – veja aqui.

Gostei bastante do blog também – cheio de dicas, notícias, eventos e curiosidades sobre… doces, lógico. E uns tutoriais bem legais (dá uma olhada nesse vídeo, que ensina a cortar um bolo em camadas sem quebrar). Bem gostoso de ler, e com espaço para comentar e tirar dúvidas.

E não é só isso, tem também uma área com dicas e artigos para uma vida mais equilibrada, receitas de doces light e diet, vídeos com grandes chefs, informações detalhadas sobre os produtos União e muito mais. Tudo isso com muita participação do internauta, uma verdadeira sobremesa digital.

Agora, pra testar mesmo de verdade tudo isso e poder assinar embaixo sem medo de ser feliz, escolhi uma receita do site. Papel e caneta na mão, amiguinhas?

Mini Dan-Top (ligeiramente adaptado do site da União) – rende mais ou menos 50 unidades

Amei essa receita – em princípio fiquei com um pouco de receio da gelatina deixar o marshmallow pegajoso, o que não aconteceu. É um docinho um pouco trabalhoso, mas vale a pena testar, até para colocar numa caixa bem linda e dar de presente, ou servir numa festinha de criança. No site eles colocaram uma dica de substituir a água da calda por suco de maracujá concentrado, que deve ficar ótimo também.

Ingredientes

  • 2 folhas de waffer (encontra-se em lojas especializadas em confeitaria)
  • 400g de chocolate ao leite para banhar os disquinhos de waffer (se não for chocolate fracionado, é preciso temperar – veja aqui como)
  • 1 xícara de água
  • 2 xícaras de açúcar cristal
  • 4 colheres de sopa de glucose (esqueci de colocar – deu certo sem ela, mas acredito que ajude na textura e na conservação por mais tempo)
  • 3 claras
  • 2 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro/ glaçúcar
  • 1 envelope (12g) de gelatina em pó sem sabor
  • 1 xícara de água para hidratar a gelatina (usei 1/2 xícara)
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 500g de chocolate ao leite para cobrir os dan tops (mesma coisa – se não usar fracionado, tem que temperar)

Modo de fazer:

Com um cortador de biscoitos redondo, corte rodelinhas das placas de wafer – tente cortar uma bem pertinho da outra para aproveitar bem. Derreta e tempere o chocolate e banhe as rodelinhas, escorrendo o excesso e deixando secar sobre uma folha grande de papel manteiga.

Prepare o marshmallow – numa panela, misture o açúcar cristal, 1 xícara de água e a glucose e leve ao fogo, sem mexer, até o ponto de vidro (ou bala dura, ou 130°C num termômetro culinário – é quando vc pinga a calda num pratinho e ela fica como uma bala, quebradiça – veja mais sobre pontos de açúcar aqui e aqui).

Quando a calda estiver quase no ponto, bata as claras em neve firme com as duas colheres de sopa de açúcar de confeiteiro. Com a batedeira ligada e muito cuidado, vá juntando a calda quente em fio às claras. deixe bater por 5 minutos e junte a gelatina hidratada e dissolvida no microondas (15 segundos bastam). Bata tudo até esfriar completamente e pegar corpo – deve ficar um creme que “arma”, brilhante, bem branquinho. Junte a baunilha e passe para um saco grande de confeitar com um bico perlê largo (é aquele liso).

Faça montinhos de marshmallow sobre os discos de waffer banhados, formando os dan tops e leve à geladeira por mais ou menos 1 hora, para firmar.

Derreta e tempere o chocolate. Apóie cada disquinho num garfo e cubra com o chocolate – tome cuidado de não deixar bolhas ou algum espacinho de marshmallow sem banhar, senão o recheio vazará.

Deixe secar num papel manteiga (pode levar a geladeira um pouquinho se estiver muito calor). Na receita original diz que pode congelar em saquinhos plásticos sem ar e vedados por até 3 meses, descongelando na embalagem, em geladeira.

* post patrocinado pela União

Quase tudo é mais legal espetado num palito – Mini Alfajores

Uma das coisas mais legais de ter blog de comida é o seguinte: suas amigas, e os familiares de suas amigas, mandam receitas pra você. Numa dessas, acabou chegando às minhas mãos uma verdadeira relíquia de família, um livro de receitas bem antigo, argentino, chamado “El Libro de Doña Petrona”, presente da minha amiga Caroline Figueiredo.

Não conhecia a tal Doña Petrona, e fui atrás de conhecer: verdadeiro fenômeno cultural, Petrona C. de Gandulfo começou sua carreira de culinarista nos anos 40 ensinando a Argentina a cozinhar nos “modernos” fogões a gás e conquistou rádio, televisão e revistas. Este livro que eu ganhei, com suas 701  páginas de receitas, é ainda um dos mais vendidos na terra do tango, mais de 70 anos depois de sua primeira publicação.

Me apaixonei pelo livro, principalmente depois que passei os olhos pela dedicatória, olha só:

“Com essa obra quero ajudar de todo coração às donas de casa, porque sei que desejam sempre brindar seus lares com as coisas mais deliciosas que puderem fazer para seus entes queridos.”

Fica aqui minha homenagem a ela na forma desses pequenos alfajores – e como quase tudo fica mais legal espetado num palito, espero que Doña Petrona não se importe de ter transformado a receita dela em pirulitos.

Alfajores (receita adaptada do “El Libro de Doña Petrona” e do site utilisima.com) – rende 30 mini alfajores

Para decorar os alfajores, eu usei transfers para chocolate, à venda em lojas especializadas para confeitaria – é só cortar um pedaço do papel com o transfer e aplicar sobre o alfajor com o chocolate ainda fluido. Retire quando endurecer. Para fazer os pirulitos, usei palitos próprios, mas podem ser de madeira também – basta introduzir no recheio de doce de leite antes de banhar.

Ingredientes para a massa

  • 90g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 70g de açúcar
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1/2 colher de sopa de raspas de casca de laranja
  • 1 ovo
  • 180g de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de cacau em pó
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó

Para o recheio

  • 1 xícara de doce de leite (se for argentino, melhor)

Para cobrir

  • 300g de chocolate ao leite

Faça a massa: Numa tigela grande, bata a manteiga, o açúcar, o mel e o ovo até virar um creme. Junte a casca de laranja e peneire os ingredientes secos sobre o creme. Misture muito bem (vai ficar uma massa firme, porém meio pastosa). Embrulhe em plástico filme e leve à geladeira por uma hora para firmar. Enquanto isso, preaqueça o forno a 200° e forre duas assadeiras com papel manteiga.

Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra a massa até fica com 0,5cm de espessura. Corte em rodelas com um cortador de 3cm de diâmetro, se for fazer mini alfajores, ou de 6cm se quiser dos grandes, e transfira para as assadeiras preparadas. Asse por 8 a 10 minutos, mas não é preciso deixar dourar. Os biscoitinhos ficam secos, porém macios. Deixe esfriar na assadeira.

Montagem: Aplique uma colher de café cheia de doce de leite em metade dos biscoitos. Se for fazer pirulitos, coloque os palitos sobre o doce de leite e cubra com a outra metade dos biscoitos que sobraram.

Forre uma superfície de trabalho com papel manteiga e corte a folha de transfer, se for usar.

Derreta e tempere o chocolate. Com a ajuda de um garfo, banhe os alfajores e escorra o excesso – não segure pelo palito do pirulito, pois nesse estágio somente o doce de leite não sustenta o doce o suficiente para banhar. Apóie os alfajores sobre o papel manteiga, aplique o transfer em cada um e deixe secar em temperatura ambiente por pelo menos 30 minutos para retirar. Guarde em recipiente vedado por até 4 dias.

Ganhei essa caixa linda em estilo provençal da artista plástica Célia Regina Freitas e achei que combinava perfeitamente com um presente para maternidade ou batizado – quem quiser o contato dela pode me mandar um email, ok?

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