A minha vizinha e uma receita de pudim de leite condensado sem furinhos

pudim sem furinhos

Em São Paulo é assim: você pode morar anos da sua vida no mesmo prédio e ainda assim não saber o nome de nenhum vizinho.

Aqui todo mundo está com muita pressa, porque tudo é longe, tem muito trânsito, e pega muito mal se atrasar para um compromisso. Ninguém tem tempo de dar um bom dia mais simpático no elevador, e quem não está ocupado acha que o outro está então já nem puxa conversa pra não atrapalhar.

(A não ser que você esteja com uma criança fofa, um cachorrinho ou carregando bolos de aniversário decorados, nesse caso aumentam as chances de se ganhar sorrisos e um bate papo com um desconhecido, fica a dica).

Agora espia: todo dia 10 da manhã é hora de abrir a porta para entregar o lixo. Não sei muito bem como aconteceu, mas acho que de tanto abrir a porta às 10 da manhã e dar bom dia pra minha vizinha, e de tanto ela dar bom dia pra mim, acabou que começamos a conversar um dia desses. E no dia seguinte batemos mais um papinho rápido. E no outro dia levei uns docinhos pra ela. E no outro dia ela me emprestou uns ovos porque os meus tinham acabado. E no outro ela me mostrou os quadros do filho dela, artista super talentoso.  E num domingo desses passamos a tarde com as portas abertas, os netos e sobrinhos dela e a minha filha correndo de uma casa para a outra e nós duas tomando uma cervejinha encostadas no batente.

No último final de semana minha vizinha me convidou para almoçar na casa dela, na festa de natal da família. Eu fui, meio sem graça, meio com medo de atrapalhar. Cheguei lá com um pudinzinho na mão, mas saí com muito mais que isso, depois de ter sido recebida com tanto carinho, eu e a minha menininha, que até presente ganhou.

Dona Josefa, minha querida vizinha, nem sei se você vai ler, mas vai agora um recadinho pra você: obrigada por ter aberto a porta da sua casa para nós. Sua família é linda e a senhora é uma pessoa especial demais. Te desejo o natal mais feliz do mundo, e um ano novo cheio de almoços com muita gente e com muito pudim de leite.

E pra vocês aí que estão lendo, só posso desejar uma vizinha tão legal quanto a Dona Josefa. Feliz natal!

Pudim de leite condensado sem furinhos (ligeiramente adaptado do blog Colheradas)

Pudim de leite condensado é quase uma unanimidade, então é uma sobremesa ótima para servir num almoço ou jantar com bastante gente. Faça um pudim e alguma outra sobremesa com chocolate e a satisfação estará garantida.

A galera do pudim está dividida em dois times: com e sem furinhos. Eu sou do time furinhos, mas fiquei curiosa para experimentar essa receita que achei no blog Colheradas, e não me arrependi. A receita resultou num pudim lisinho, delicado e cremoso, um pouquinho mais doce do que a receita tradicional (aquela que vem na lata do leite condensado).

Ingredientes

  • 1/2 xícara de açúcar
  • 6 gemas
  • 2 latas de leite condensado
  • 2 latas (a mesma do leite condensado) de leite integral, mas com um dedo menos
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)

Preaqueça o forno a 200°C. Coloque uma assadeira funda na grade do meio do forno para fazer um banho-maria.

Numa forma para pudim de 20cm de diâmetro, coloque o açúcar e leve diretamente ao bico do fogão para caramelizar. Não esqueça de usar luvas longas, já que a forma vai esquentar e o caramelo quente é MUITO perigoso, queima feio. Quando estiver com aquela cor âmbar característica de caramelo, retire do fogo e vá virando a forma para caramelizar o fundo e as laterais.  Se você acha que não tem prática suficiente para queimar o açúcar direto na forma, dá também para fazer a mesma coisa numa panelinha e depois transferir o caramelo – sempre de luvas. Deixe o caramelo esfriar completamente.

Numa tigela média, desmanche as gemas com um fuet. Junte o leite condensado, o sal e a baunilha e misture bem. Junte o leite e misture até ficar completamente homogêneo.

Transfira essa mistura para a forma caramelizada, passando por uma peneira.

Cubra com papel alumínio e leve para assar em banho-maria por mais ou menos 1 hora (o meu ficou 1h30min), ou até firmar (teste com uma faquinha, se sair seca está pronto).

Espere esfriar e deixe na geladeira por umas 6 horas. Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim. Se estiver difícil de sair, coloque a forma direto sobre o fogo por alguns segundos para derreter um pouco a calda, e vire num prato grande.

pudim de leite sem furinhos

É o puro creme do milho – Curau de Milho Verde

E chega de novo aquela época do ano que eu amo, Junho, meu mês preferido. A bem da verdade, o mês preferido de todos os gulosos, o mês em que se vai a festas com muita comida e bebida, e ainda por cima está frio e dá pra usar um casacão pra esconder os quilos a mais que vão se acumulando até o fim das férias, quando a alegria acaba em agosto (o mês do desgosto), e todos correm para a academia.

Que beleza.

Passeando pelos corredores do hortifruti (outro prazer de gente comilona, passear no hortifruti), o milho verde me encarou amarelinho, e pensei na hora em curau, a receita junina mais fácil do universo. São só três ingredientes, quatro se contar a canela em pó, cinco se quiser colocar um leitinho de coco, e é barriga quentinha e feliz GARANTIDA.

Como diria o locutor do caminhão, é o puro creme do milho, venha experimentar essa delícia.

Curau de Milho Verde (rende 6 porções pequenas)

  • 6 espigas de milho verde
  • 1 1/2 xícara de leite (ou substitua 1/2 xícara por leite de coco)
  • 5 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)
  • Canela em pó para polvilhar

Numa tigela grandona e com uma faca afiada, retire os grãos das espigas, ou seja, debulhe tudo.

Coloque os grãos no liquidificador com o leite (e o leite de coco, se usar) e bata muito bem. Passe a mistura por um pano limpo ou peneira fina (reserve o bagaço que sobrar para fazer um bolo – receita em breve!). O líquido obtido vai para uma panela média com o açúcar. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até ferver e engrossar.

Coloque o creme em potinhos ou ramequins, ou ainda em um recipiente unico se preferir. Cubra com plástico filme aderido à superfície do curau para não formar película, deixe esfriar e leve à geladeira por uma hora.

Desenforme e polvilhe canela em pó a gosto para servir.

Uma deliciosa receita de ovo frito

Boa tarde, minhazamiga de casa. Hoje a gente vai ensinar como se faz um delicioso ovo frito.

***

Há-há – Primeiro de Abril!

Hoje é dia mundial da mentira, dia feliz em que todos os cascateiros podem mentir à vontade, os Mallandros podem fazer pegadinhas e o Pinocchio pode andar por aí contando lorotas sem o nariz crescer. Daonde que veio isso, gente?, você me pergunta. E a wikipedia responde:

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries. (…) No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Obrigada, Wikipedia.

Quando eu era criança eu amava o dia da mentira. Hoje em dia, depois de encontrar pela vida muitos mentirosos de plantão, já não sou tão fã. Mas se você acordou hoje com o espírito zombeteiro, segue aí receitinha do ovo frito – aposto que as crianças vão adorar.

“Ovo frito” de manjar branco com pêssego em calda ( inspirado em post do blog Rainhas do Lar de um tempão atrás) – Rende uns 10 ovos fritos de mentirinha

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 medida e meia da mesma lata de leite
  • 1 vidrinho (200ml) de leite de coco
  • 1/2 xícara de amido de milho
  • 1 lata de pêssegos em calda

Numa panela, misture todos os ingredientes, menos o pêssego. Ajuda dissolver o amido em pouquinho de leite antes.

Leve ao fogo brando, mexendo sem parar, até engrossar. Deixe cozinhar por mais uns 4 minutinhos e despeje ainda quente nos pratos de servir, formando a “clara do ovo” com uma colher.

Coloque uma metade de pêssego em calda sobre cada “ovo”. Os pêssegos que eu comprei eram muito grandes, então eu cortei um pedaço mais condizente com uma gema de verdade.

Deixe esfriar e sirva.

 

É demodê? – Manjar branco com calda de jabuticaba

Sei lá porque, me deu uma vontade de comer manjar branco, e lá fui eu fazer um.

Daí pensei: será que manjar ainda é sobremesa que o povo gosta ou ficou fora de moda, hein? Fiquei curiosa e lancei a pergunta para os universitários amigos do Twitter. As respostas foram UÓTEMAS: manjar não é fora de moda, é vintage; na verdade, é sobremesa chic, porque é uma panna cotta rancheira; não existe comida fora de moda, existe comida boa e ruim.

E começou uma avalanche de lembranças de comidas que não se usam mais, ou que um dia foram chiquéeeeerrimas e hoje são totalmente demodê: coquetel de camarão, pavê, estrogonofe, sanduichinho de carne louca, gelatina salgada e a campeã, a melhor, a inesquecível…

BIRIBA!*

*foto gentilmente afanada da amiga Luciana Betenson

E como disse uma outra amiga virtual outro dia desses, você percebe que a idade está avançando quando é testemunha ocular da ascensão e queda do tomate seco e vê o petit gateaux passar de iguaria de luxo a sobremesa do Giraffa’s.

E vocês, se lembram de alguma comida que ficou demodê?

Manjar Branco com Calda de Jabuticaba (rende 5 pudinzinhos) - a calda foi inspirada pela receita de geléia do blog Panela de Cobre

Estava com vontade de comer manjar, mas não tinha ameixas pretas em casa. Mas tinha, graças à jabuticabeira carregada da minha cunhada Aniela, um sacão de jabuticabas bem maduras e gordinhas. Pra virar calda foi um pulo.

Ingredientes do manjar:

  • 1 vidro de 200ml de leite de coco
  • 300ml de leite integral
  • 2 colheres de sopa de maizena
  • 1/4 de xícara de açúcar refinado
  • 1/4 de xícara de coco fresco ralado (opcional)

Ingredientes da calda:

  • 500g de jabuticabas maduras
  • água
  • açúcar cristal

Prepare o manjar: Dissolva a maizena em um pouquinho do leite. Molhe forminhas de pudim, ramequins ou uma forma de muffins e reserve.

Misture todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo médio, mexendo sempre até ferver e engrossar. Deixe cozinhar por uns 5 minutos após a fervura, sem parar de mexer para não empelotar. Divida a mistura entre as forminhas previamente molhadas, deixe esfriar e leve à geladeira por pelo menos 4 horas. Desenforme nos pratinhos para servir.

Prepare a calda: Coloque as jabuticabas em uma panela e esmague com as mãos, para estourá-las. Adicione água suficiente apenas para cobrir as frutas e leve ao fogo alto. Ferva por 15 minutos, até obter um caldo bem roxo.

Retire do fogo e coe, sem apertar muito, reservando o caldo numa tigela. Descarte os sólidos.

Pese o líquido obtido e junte o mesmo peso em açúcar cristal. Volte para a panela e leve ao fogo até levantar fervura. Deixe cozinhar por mais ou menos 5 minutos, desligue o fogo e passe para um vidro limpo. Tampe ainda quente e guarde em geladeira, por até uma semana. Sirva sobre o manjar.

Como nasce um chocólatra – Crème Brûlée de Chocolate ao Leite

Eu adoro ouvir dona Isabel, minha sogra, falando da infância dela. São histórias cheias de lembranças doces, mariolas compradas no boteco da esquina com o tio, e o bolo gigante de limão que a mãe fazia e chamava a família toda pra comer quentinho (“tinha uma meleca de açúcar com casca de limão por cima”, diz ela).

Outro dia ela me contou uma história sobre a primeira vez que provou chocolate na vida.

A família era do interior de São Paulo (a cidade era Ponte Alta, se não me engano), e ela tinha uma tia muito querida que gostava de lavar roupa num rio próximo de casa. E levava minha sogra, na época com uns seis anos de idade, para ajudar e brincar no rio. Para chegarem lá, tinham que passar pelos trilhos do trem que cruzava a cidade.

Um desses dias, quando atravessavam os trilhos, minha sogrinha viu um tubinho vermelho, meio escondido no mato, e lá foi xeretar. “Era uma embalagem linda, com letras douradas, e tinha um cheiro MARAVILHOSO. E eu pensei: acho que isso é de comer…” Escondeu rapidinho na roupa e levou pra casa, pra dividir com as primas. Segundo ela, foi a coisa mais gostosa que ela provou na vida. E eu acredito.

Crème Brûlée de Chocolate ao Leite (adaptado da revista Martha stewart Living – set/2010) – rende 4 porções

Quase que não posto essa receita, porque não gostei muito das fotos – mas o creme é tão delicioso e fácil de fazer que eu não podia guardar ele só pra mim.

  • 170g de chocolate ao leite picado
  • 3 gemas
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 xícara de creme de leite
  • 1/4 de xícara de leite integral
  • 1/4 de xícara de açúcar demerara, ou cristal

Coloque 4 potinhos refratários próprios para creme brulée, ou ramequins, numa assadeira e leve ao freezer para gelar.

Numa tigela refratária média, coloque o chocolate ao leite picadinho e reserve.

Bata as gemas e o açúcar numa outra tigelinha até ficar claro e fofo. Leve ao fogo o leite, o creme de leite e o sal até ferver. Desligue o fogo e despeje metade da mistura de leite sobre as gemas batidas e misture bem com um fuet. Retorne a mistura de gemas para a panelinha com o restante do creme de leite e leve ao fogo baixo até virar um creme, mexendo sempre (mais ou menos uns 6 minutos).

Despeje o creme quente sobre o chocolate picado e misture até ficar homogêneo (o chocolate vai derreter). Divida o creme entre os potinhos e leve ao freezer por 45 a 55 minutos (não deixe congelar).

Polvilhe uma colher de sopa do açúcar demerara sobre os cremes e vire para tirar o excesso. Com um maçarico culinário, queime o açúcar até caramelizar (cuidado para não queimar). Leve à geladeira por 10 minutos e sirva imediatamente.

Quindins da Vó Da Lena

Quindim, eu acho esse nome tão bonitinho… E é um dos meus doces favoritos, se é que isso existe.

Doce de festa, porque pra juntar trocentas gemas e ralar um coco fresco, só em ocasiões especialíssimas, né? É curioso pensar que dos trabalhosos doces de antigamente, o quindim seja um dos poucos que tenham sobrevivido e seja ainda corriqueiro hoje em dia. Deve ser porque é DELICIOSO, e nem a praticidade das receitas modernas conseguiu exterminar essa maravilha amarelinha.

Quando eu perguntei pazamiga do twitter o que fazer com uma montanha de gemas que estavam dando sopa na cozinha, tive 20 replies, e todos diziam quindim. Não precisava pedir duas vezes: eu já estava mega de olho na receita da @LenaGasparetto, receita da avó dela, D. Victória.

Quindins da Vó da Lena - como fiz a receita exatamente como a Lena manda, vou transcrever o texto dela aqui, com as minhas observações em negrito.

Tempo de preparo: 1 hora e 15 mais tempos de resfriamento
Porções: Dependo dos tamanhos das forminhas (usei forminhas grandes e obtive 14 quindins)

Ingredientes:

  • 2 xícaras de coco fresco ralado
  • ½ kg de açúcar
  • 1 1/2 xícara de água
  • 2 cravos
  • 1 pauzinho de canela
  • 1/3 de colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de manteiga (colheres-medidas, niveladas) (esqueci de colocar, mas deu certo também)
  • 2 colheres de chá de baunilha
  • 18 gemas passadas na peneira
  • Manteiga derretida e açúcar para untar as forminhas ou glucose de milho (vide “Dicas da Lena)

Preparo:

Numa panela, coloque ½ kg de açúcar, a água, os cravos, a canela e o sal.
Leve para ferver, sem mexer a calda (mas com um pincel de silicone molhado, pincelando as bordas internas da panela para não formar cristais de açúcar), até o ponto de “pano” (ou ponto de fio forte também dá certo) – cerca de 7 minutos de fervura.
Passe as gemas na peneira; acrescente a baunilha e reserve numa tigela.
Retire do fogo, coloque a manteiga e espere a calda amornar.
Descarte os cravos e a canela.
Junte o coco fresco ralado, e as gemas com a baunilha.
Mexa delicadamente com uma espátula de borracha até misturar.
Pré-aqueça o forno a 180°.
Leve uma chaleira ao fogo para ferver a água do banho-maria.
Unte com manteiga derretida e polvilhe com açúcar, cerca de 20 forminhas de quindins (mas atenção: a quantidade varia muito conforme o tamanho das forminhas)
Disponha-as numa assadeira, e com uma concha pequena, encha 2/3 de cada forminha com a mistura. (fique atento para distribuir igualmente o coco entre todos os quindins)
Leve ao forno pré-aquecido, e com muito cuidado, despeje 1 cm de altura de água fervente entre as forminhas para assá-las em banho-maria.
O tempo é cerca de 30 minutos para assar, mas depende muito da temperatura do forno e dos tamanhos das forminhas.
O certo é enfiar um palito, e quando sair limpo, estará pronto.
Retire as forminhas da assadeira e deixe amornar numa grade ou em outra superfície.
Quando estiverem quase frios, desenforme os quindins com a ajuda de uma faquinha de ponta, girando delicadamente com a ponta dos dedos para que ele não se danifique, ao retirar das forminhas.

Sirva gelados ou em temperatura ambiente

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DICAS DA LENA:

- Eu prefiro untar as forminhas com glucose de milho, para dar mais brilho.
- Pode usar a glucose transparente e mais firme, à venda em lojas de artigos para confeitaria ou o Karo.
- No primeiro caso, dilua num pouquinho de água e leve ao microondas apenas para aquecer e misture com uma colher, para dar ponto de espalhar.
- No caso do Karo, aqueça numa tigelinha do micro cerca de 1/15 segundos no micro, para dar consistência de pincelar.
- Nesses ambos casos, a manteiga derretida não é necessária.
- Se não tiver coco fresco, pode usar um pacote de 100 grs., de coco seco, hidratado em 1/3 de xícara de água, aguardando uns 10 minutos para a hidratação. Mas sempre lembrando que coco fresco dá um resultado mais macio!
- Quindins são deliciosos, mas requerem um pouco de prática.
E é pra isso que estamos aqui, não? Para experimentarmos até o nosso resultado ideal!

Cala a boca, Galvão! – Kanten de Baunilha e Kiwi

E, quatro anos depois, chega de novo a Copa do Mundo, aquele tempinho bom em que todo mundo enforca o trabalho  para assistir futebol… E ai de quem fizer diferente!

Eu, que não entendo absolutamente nada do esporte, vou me divertindo pelas beiradas, fazendo docinhos verde-amarelos e achando muita graça dessa nossa piada interna de Cala a Boca Galvão.*

EXPLICANDO: *Pra quem não sabe, Galvão Bueno é o principal locutor de futebol da Copa do Mundo e demais eventos esportivos importantes para o Brasil. O problema é que ele é assim, digamos… meio chatinho. Fala demais, dá opiniões furadas, chora, torce e grita. Enfim, muita gente acha o Galvão um pouquinho irritante, e já virou praxe em jogos internacionais algum brasileiro levantar um imenso cartaz com os dizeres “Cala a Boca Galvão!”, que SEMPRE é focalizado por todas as TVs do mundo, mas só quem é brasileiro entende. ;) Para se ter uma idéia,no dia da abertura da Copa, a expressão Cala a Boca Galvão entrou para os Tending Topics mundiais do Twitter!

Acho que essa Copa pra mim vai ser assim, tentando decorar os nomes dos jogadores, minha amiga Patricia Scarpin me explicando coisas como quem é aquele cara de preto no meio do campo, achando que o replay do gol foi outro gol e comemorando sozinha e convencendo a minha filha de que não existe um time ROSA para ela torcer.

Kanten de Baunilha e Kiwi (serve 6 pessoas)

Essa receita vem de um post bem bacana do blog Superziper, escrito pela querida Adriana Simizo. Dá uma chegada lá que ela explica como fazer essa gelatina linda com o sabor que você quiser.

Eu,que não gosto de gelatina normal, AMO kanten – tem uma textura bem diferente, mais firme e quebradiça, e endurece bem mais rápido, fora da geladeira mesmo. Fica linda também cobrindo tortas de frutas.

Ingredientes:

  • Um pacotinho de agar-agar/ kanten (gelatina japonesa de algas, tem pra vender no Pão de Açúcar, lojas de produtos naturais e no bairro da Liberdade em São Paulo)
  • 4 kiwis
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 1/2 copo americano de leite condensado
  • 1/2 copo americano de leite
  • 1 fava de baunilha

Descasque e fatie os kiwis. Bata um deles no liquidificador com 1/2 xícara de água. Como eu queria a cobertura da minha gelatina bem transparente, eu coei, misturei o açúcar e fervi por 1 minuto esse suco de kiwi, e depois passei por um pano limpo, para ficar bem clarinho. Passe esse suquinho para um copo americano e complete com água até encher. Reserve.

Em uma panelinha, misture o leite condensado, o leite, as sementinhas da baunilha e a fava. Leve ao fovo e deixe ferver também por 1 minuto, para pegar bem o gostinho da baunilha. Retire a fava e reserve.

Leve ao fogo 1 envelope de 5 gramas de agar-agar dissolvido em dois copos americanos de água e ferva por 3 minutos.

Misture 1 copo do agar fervido e quente no suco de kiwi e 1 copo na mistura de baunilha.

Numa forma de bolo inglês molhada, coloque o suco de kiwi misturado com a gelatina, arrume as fatias de kiwi bem bonitinhas e deixe endurecer um pouco (eu coloquei na geladeira por 1 minutinho). Com cuidado, coloque a mistura de baunilha com gelatina sobre a primeira camada. Leve à geladeira por uns 30minutos, para ficar bem durinha.

Para desenformar, mergulhe o fundo da forma em água quente por alguns segundos e vire sobre um prato.

Em busca da sobremesa perfeita – Pudim de Doce de Leite

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O tempo por aqui anda curto, então a história hoje vai ser curtinha também:

Sem querer ser o dr. Frankenstein das sobremesas, mas já sendo,  outro dia desses fiquei imaginando se dava pra juntar os dois doces que meu marido Xandoca mais gosta, pudim e doce de leite, em uma sobremesa só.  Essa foi uma experiência que deu certo de primeira, e já foi repetida algumas vezes por aqui – o pudim de doce de leite ficou ótimo, cremoso, o sabor do doce de leite super pronunciado.

Claro que no prato do Xandoca ainda foi colocada uma colherada extra de doce de leite, mas só “por motivos estéticos”. Sei.

E vocês: quais doces vocês gostariam de juntar em um só, se fosse possível fazer essa mágica? Respostas nos comentários – valendo!

Pudim de Doce de Leite

Preaqueça o forno a 200°C. Coloque uma assadeira funda no forno para fazer um banho-maria.

Numa forma para pudim de 20cm de diâmetro, coloque o açúcar e leve diretamente ao bico do fogão para caramelizar. Não esqueça de usar luvas longas, já que a forma vai esquentar e o caramelo quente é MUITO perigoso, queima feio. Quando estiver com aquela cor âmbar característica de caramelo, retire do fogo e vá virando a forma para caramelizar o fundo e as laterais.  Se você acha que não tem prática suficiente para queimar o açúcar direto na forma, dá também para fazer a mesma coisa numa panelinha e depois transferir o caramelo – sempre de luvas. Essa foi a parte difícil.

No liquidificador, coloque: o leite, as gemas, o doce de leite e a maizena. Bata até ficar bem homogêneo e derrame na forma caramelizada. Cubra com papel alumínio e leve ao forno em banho-maria. Asse por mais ou menos duas horas, ou até ficar firme nas bordas e meio balançando no meio.

Espere esfriar e deixe na geladeira por umas 6 horas. Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim. Se estiver difícil de sair, coloque a forma direto sobre o fogo por alguns segundos para derreter um pouco a calda, e vire num prato grande.

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Brigadeirão com Pé-de-Moleque de Cajú

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E aí que sobrou gema.

Depois de tanto marshmallow, buttercream de merengue para uns cupcakes e outras coisas mais das encomendas da semana passada, fiquei com umas 8 gemas na geladeira, olhando pra minha cara. Eu já tentei congelar, mas não deu certo, elas ficaram duras, parecendo que tinham cozinhado – se alguém souber alguma técnica de congelamento, por favor, deixe a dica.

Saí em busca de receitas só com gemas e essa aqui já era velha conhecida – brigadeirão! Achei a receitinha em algum canto da internet, nesses Tudo Gostoso da vida. É um pudim bem cremoso e denso, bem doce também, mas sempre faz sucesso.

Pra dar aquela repaginada, ao invés de cobrir com granulado de chocolate, fiz uma calda de caramelo e um praliné de castanha de caju bem fácil.

Brigadeirão

  • 2 latas de leite condensado
  • 1 xícara de leite
  • 6 gemas
  • 5 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 1 colher de sopa de manteiga

Prepare uma forma para pudim de 20 cm untando com manteiga e polvilhando com açúcar.  Para esta versão, eu caramelizei quatro formas redondas de 10 cm da seguinte maneira:

Aqueça 1 e 1/2 xícara de açúcar em uma penela em fogo alte, sem mexer muito, até o açúcar derreter e ficar marrom claro. Distribua esse caramelo nas formas e espalle cobrindo fundo e laterais com uma colher de pau, de preferência usando pegadores de panela, para não se queimar. Sério: açúcar queimado queima MUITO, e eu tenho uma cicatriz na mão há anos pra provar.

Pre-aqueça o forno a 200 graus, coloque uma assadeira alta que caiba todas as formas dentro do forno e coloque água bem quente até a metade da assadeira.

Bata no liquidificador todos os ingredientes. Distribua entre as formas preparadas, cubra com papel alumínio e coloque com cuidado na assadeira com água que já está dentro do forno.

Asse por mais ou menos duas horas, ou até ficar mais firme nas laterais. Se a água secar, complete, senão o pudim fica ressecado.

Deixe  esfriar e coloque na geladeira por umas 6 horas (melhor de um dia para o outro). Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim, peça pra Nossa Senhora do Doce te ajudar e vire num prato.  Os meus sempre saem inteiros.

Decore com chocolate granulado a gosto ou faça a frescurite abaixo.

Pé-de-Moleque (praliné) de Castanha de Cajú

  • 1/2 xícara de castanha de cajú quebrada grosseiramente
  • 1 xícara de açúcar

Unte uma assadeira com óleo . Distribua as castanhas quebradas sobre a assadeira mais ou menos próximas.

Coloque o açúcar numa panelinha antiaderente e novamente derreta o açúcar até caramelizar.  Vá pingando esse caramelo sobre as castanhas de cajú, formando desenhos. Deixe esfriar, quebre em pedaços e empregue.

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Não perca: mais receitas com gemas no próximo post…

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