A minha vizinha e uma receita de pudim de leite condensado sem furinhos

pudim sem furinhos

Em São Paulo é assim: você pode morar anos da sua vida no mesmo prédio e ainda assim não saber o nome de nenhum vizinho.

Aqui todo mundo está com muita pressa, porque tudo é longe, tem muito trânsito, e pega muito mal se atrasar para um compromisso. Ninguém tem tempo de dar um bom dia mais simpático no elevador, e quem não está ocupado acha que o outro está então já nem puxa conversa pra não atrapalhar.

(A não ser que você esteja com uma criança fofa, um cachorrinho ou carregando bolos de aniversário decorados, nesse caso aumentam as chances de se ganhar sorrisos e um bate papo com um desconhecido, fica a dica).

Agora espia: todo dia 10 da manhã é hora de abrir a porta para entregar o lixo. Não sei muito bem como aconteceu, mas acho que de tanto abrir a porta às 10 da manhã e dar bom dia pra minha vizinha, e de tanto ela dar bom dia pra mim, acabou que começamos a conversar um dia desses. E no dia seguinte batemos mais um papinho rápido. E no outro dia levei uns docinhos pra ela. E no outro dia ela me emprestou uns ovos porque os meus tinham acabado. E no outro ela me mostrou os quadros do filho dela, artista super talentoso.  E num domingo desses passamos a tarde com as portas abertas, os netos e sobrinhos dela e a minha filha correndo de uma casa para a outra e nós duas tomando uma cervejinha encostadas no batente.

No último final de semana minha vizinha me convidou para almoçar na casa dela, na festa de natal da família. Eu fui, meio sem graça, meio com medo de atrapalhar. Cheguei lá com um pudinzinho na mão, mas saí com muito mais que isso, depois de ter sido recebida com tanto carinho, eu e a minha menininha, que até presente ganhou.

Dona Josefa, minha querida vizinha, nem sei se você vai ler, mas vai agora um recadinho pra você: obrigada por ter aberto a porta da sua casa para nós. Sua família é linda e a senhora é uma pessoa especial demais. Te desejo o natal mais feliz do mundo, e um ano novo cheio de almoços com muita gente e com muito pudim de leite.

E pra vocês aí que estão lendo, só posso desejar uma vizinha tão legal quanto a Dona Josefa. Feliz natal!

Pudim de leite condensado sem furinhos (ligeiramente adaptado do blog Colheradas)

Pudim de leite condensado é quase uma unanimidade, então é uma sobremesa ótima para servir num almoço ou jantar com bastante gente. Faça um pudim e alguma outra sobremesa com chocolate e a satisfação estará garantida.

A galera do pudim está dividida em dois times: com e sem furinhos. Eu sou do time furinhos, mas fiquei curiosa para experimentar essa receita que achei no blog Colheradas, e não me arrependi. A receita resultou num pudim lisinho, delicado e cremoso, um pouquinho mais doce do que a receita tradicional (aquela que vem na lata do leite condensado).

Ingredientes

  • 1/2 xícara de açúcar
  • 6 gemas
  • 2 latas de leite condensado
  • 2 latas (a mesma do leite condensado) de leite integral, mas com um dedo menos
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)

Preaqueça o forno a 200°C. Coloque uma assadeira funda na grade do meio do forno para fazer um banho-maria.

Numa forma para pudim de 20cm de diâmetro, coloque o açúcar e leve diretamente ao bico do fogão para caramelizar. Não esqueça de usar luvas longas, já que a forma vai esquentar e o caramelo quente é MUITO perigoso, queima feio. Quando estiver com aquela cor âmbar característica de caramelo, retire do fogo e vá virando a forma para caramelizar o fundo e as laterais.  Se você acha que não tem prática suficiente para queimar o açúcar direto na forma, dá também para fazer a mesma coisa numa panelinha e depois transferir o caramelo – sempre de luvas. Deixe o caramelo esfriar completamente.

Numa tigela média, desmanche as gemas com um fuet. Junte o leite condensado, o sal e a baunilha e misture bem. Junte o leite e misture até ficar completamente homogêneo.

Transfira essa mistura para a forma caramelizada, passando por uma peneira.

Cubra com papel alumínio e leve para assar em banho-maria por mais ou menos 1 hora (o meu ficou 1h30min), ou até firmar (teste com uma faquinha, se sair seca está pronto).

Espere esfriar e deixe na geladeira por umas 6 horas. Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim. Se estiver difícil de sair, coloque a forma direto sobre o fogo por alguns segundos para derreter um pouco a calda, e vire num prato grande.

pudim de leite sem furinhos

Sorvete de Quindim

Outro dia comprei pra minha filha um biscoito industrializado, daqueles de leite que tem um desenho quadriculadinho, sabe? Não sou muito de comprar essas coisas, mas era o biscoito que eu mais gostava quando era menina e acabei levando por nostalgia, e também porque fui ao supermercado com fome, o que aumenta em 200% o risco de cometer gordices.

Abrimos felizes nosso pacotinho, eu e a minha menininha, e foi uma decepção monstruosa – biscoitos secos, com gosto pronunciado de farinha, e o aroma artificial que apenas lembrava remotamente o que aquele produto já foi um dia, longínquas décadas atrás. E para provar que não se trata de frescura, nem a criança conseguiu comer aquela porcaria.

O mesmo se deu com um pote de sorvete que veio parar aqui em casa numa noite de pizza – péssimo, gorduroso, um sorvete de mentira.

Como a indústria alimentícia conseguiu estragar tanto seus produtos só os cientistas podem explicar – o fato é que só me restou fugir dessa comida de laboratório e me jogar na sorveteira e no túnel do tempo, e tentar recriar o meu sorvete preferido da infância. Sim, existia um sorvete de quindim industrializado, alguém mais se lembra dele?

O sorvete ficou ótimo, com provavelmente 3 milhões de calorias, mas com a deliciosa sensação de alívio de saber exatamente o que tinha ali dentro daquele pote.

Sorvete de Quindim

  • 3/4 xícaras de coco fresco ralado fino
  • 250g de açúcar
  • 3/4 xícara de água
  • 1 pitada de sal
  • 1 colherer de sopa de manteiga
  • 1 colheres de chá de baunilha
  • 9 gemas passadas na peneira
  • 1 xícara de creme de leite fresco

Numa panela de fundo grosso, coloque o açúcar, a água e o sal.
Leve para ferver em fogo alto, sem mexer a calda, até o ponto de fio, mais ou menos 7 minutos de fervura.
Retire do fogo, coloque a manteiga sem mexer e espere a calda esfriar um pouco. Junte o coco e as gemas, misture bem e leve novamente ao fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar.
Desligue o fogo e junte o creme de leite fresco.

Passe a mistura para um tigela e cubra com filme plástico aderido à superfície do creme. Deixe esfriar e leve à geladeira por 6 horas, ou de um dia para o outro.

Passe a mistura pela sorveteira de acordo com as instruções do fabricante e leve ao freezer por algumas horas para firmar bem.

É o puro creme do milho – Curau de Milho Verde

E chega de novo aquela época do ano que eu amo, Junho, meu mês preferido. A bem da verdade, o mês preferido de todos os gulosos, o mês em que se vai a festas com muita comida e bebida, e ainda por cima está frio e dá pra usar um casacão pra esconder os quilos a mais que vão se acumulando até o fim das férias, quando a alegria acaba em agosto (o mês do desgosto), e todos correm para a academia.

Que beleza.

Passeando pelos corredores do hortifruti (outro prazer de gente comilona, passear no hortifruti), o milho verde me encarou amarelinho, e pensei na hora em curau, a receita junina mais fácil do universo. São só três ingredientes, quatro se contar a canela em pó, cinco se quiser colocar um leitinho de coco, e é barriga quentinha e feliz GARANTIDA.

Como diria o locutor do caminhão, é o puro creme do milho, venha experimentar essa delícia.

Curau de Milho Verde (rende 6 porções pequenas)

  • 6 espigas de milho verde
  • 1 1/2 xícara de leite (ou substitua 1/2 xícara por leite de coco)
  • 5 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)
  • Canela em pó para polvilhar

Numa tigela grandona e com uma faca afiada, retire os grãos das espigas, ou seja, debulhe tudo.

Coloque os grãos no liquidificador com o leite (e o leite de coco, se usar) e bata muito bem. Passe a mistura por um pano limpo ou peneira fina (reserve o bagaço que sobrar para fazer um bolo – receita em breve!). O líquido obtido vai para uma panela média com o açúcar. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até ferver e engrossar.

Coloque o creme em potinhos ou ramequins, ou ainda em um recipiente unico se preferir. Cubra com plástico filme aderido à superfície do curau para não formar película, deixe esfriar e leve à geladeira por uma hora.

Desenforme e polvilhe canela em pó a gosto para servir.

Vai um cafezinho? – Drink de espresso, nutella e noz moscada

foto: divulgação

Oi gentz, voltei!

E olha que diferente: hoje tem uma receita de drink!

Na semana passada, participei de um evento delícia na boutique da Nespresso. Eles relançaram o Kazaar, um café bem intenso, e sugeriram algumas receitinhas de bebidas feitas com ele.

Nem preciso dizer que tomei TODAS (mas calma que era tudo sem álcool, tá?) e demorei umas horinhas pra pegar no sono aquela noite!

O que eu amei: os drinks eram bem docinhos, praticamente uma sobremesa, e achei ideal como encerramento de um jantar gostoso entre amigos. E dá pra fazer com qualquer café – se for fazer com café de coador, o legal é fazer mais pro forte, ou dá pra usar aquelas cafeteirinhas italianas que são baratinhas e fazem uma bebida mais parecida com um espresso.

Segue a receita do que eu mais gostei, que vinha em três copinhos – um com a bebida quente, outro gelado e um com água de coco pra tomar entre os dois. Tem também a receitinha de um café Vienense com Macadâmia delicioso no blog da minha amiga Marcela, corre lá!

Drink de Espresso, Nutella e Noz Moscada (para 1 pessoa)

  • 80ml de café espresso intenso (se for usar nespresso, são 2 cápsulas, extrair 40ml de cada)
  • 100ml de leite de coco
  • 2 colheres de chá de nutella
  • 60ml de xarope de amêndoas (se não tiver, pode colocar uma gotinha de essência)
  • 1 pitada de noz moscada
  • 1 xícara de café de água de coco
  • 1 phisales

Separe 3 copinhos.

Drink quente: Colocar a Nutella no fundo do copo e extrair o Espresso ( ou coloque 40 ml do café quente) com a metade do xarope de amêndoas. Colocar metade do leite de coco e um toque de da noz-moscada.

Drink gelado: bater todos os ingredientes (mesma quantidade que o quente) na coqueteleira.

Servir com um shoot de água de coco bem gelado e decorado com um phisales. Servir imediatamente com uma colher pequena

The Cookie Shop Convida – Nena Chocolates e o Brigadeiro de Pistache

fotos: Alessandra Luvisotto

De vez em quando é bom dar a palavra a quem é especialista em alguma coisa, né?

Hoje o espaço vai para a minha amiga Alessandra Luvisotto, da Nena Chocolates – uma menina das mais talentosas e que faz os melhores brigadeiros do mundo.

Pra quem está afim de aprender mais receitas exclusivas, a Alessandra vai dar uma aula especial de brigadeiros gourmet aqui em São Paulo, no Ateliê Lili e Clô, no próximo dia 03 de dezembro (informações no email atendimento@lilieclo.com.br)

Com vocês, Alessandra:

***

Quando a Paula me convidou pra colaborar com o blog com uma receita de brigadeiro eu entrei num dilema: tradição ou inovação? É fato que o nosso bom e velho brigadeiro de cada dia está mais do que na moda, virou objeto de desejo e ganhou um espaço importante na gastronomia brasileira.

Refletindo sobre o assunto escolhi a receita a seguir justamente fazendo um elo entre o docinho e minha carreira profissional. Quando entrei pro curso de Gastronomia em 2006 eu já tinha em mente o sonho de me tornar uma confeiteira profissional. O conhecimento de um mundo novo de ingredientes e técnicas somado às experiências profissionais que tive no meio do caminho me levaram à olhar para as origens de uma cozinha que me levou a me profissionalizar academicamente.

Decidi então por ficar com a “baixa gastronomia” e dentro dela trabalhar os melhores ingredientes e técnicas pra aprimorar e diversificar doces que originalmente são comuns e populares. Acabei por descobrir que sou mais feliz assim.

 Brigadeiro de pistache -20 unidades de 24g

  • 1 lata de leite condensado (395g)
  • 1 caixinha de creme de leite UHT (220g)
  • 25g de leite em pó
  • 50g de pistache triturado
  • 20g de pasta de pistache*
  • + pistache triturado para confeitar

Numa panela junte o leite condensado, creme de leite, leite em pó e o pistache triturado. Cozinhe, mexendo sem parar, até dar o o ponto de brigadeiro, retire do fogo e acrescente a pasta de pistache. Leve à geladeira até resfriar por completo. Enrole as bolinhas de brigadeiro com as mãos untadas com manteiga e passe-as pelo pistache triturado.

* Se você não tiver a pasta de pistache, utilize algumas gotas de corante verde e extrato ou essência de pistache depois do cozimento.

Alessandra Luvisotto – Nena Chocolates

Pede, moleque! – praliné de amendoim (ou pé de moleque)

Me deu a maior dor de dente outro dia e saí correndo para o consultório mais próximo de casa que consegui encontrar. A vida tem dessas coisas, e o dentista, Dr. Waldemar, foi um achado: além de super competente (indico de olhos fechados pra quem estiver precisando, viu?) era ótimo de papo. O que é uma coisa muito útil num consultório de dentista, pelo menos pra mim que tenho pavor do barulhinho da broca, ajuda a relaxar e o tempo passa mais depressa.

Já na primeira consulta o assunto caiu em.. comida, fazer o que? O assunto preferido de 9 entre 10 brasileiros, pelo menos os que eu convivo ;)

E o doutor, que é de família legítima mineira, me contou a história da origem do nome pé de moleque. Reza a lenda que as doceiras faziam o delicioso docinho de amendoim e colocavam suas travessas para esfriar nas janelas das casas. E o cheirinho logo atraía os moleques do pedaço, que passavam zunindo e roubavam o doce, os fanfarrões.

E as doceiras, furiosas, gritavam: “PEDE, MOLEQUE!”

Porque né? Doceira que se preza não recusa um bocado de doce pra ninguém, é só pedir com educação. :)

Praliné de Amendoim ou Pé de Moleque (não sei quantos rende, porque comeram quase todos e não deu tempo de contar, sorry) – adaptado daqui

Esse pé de moleque é um pouco diferente. Foi adaptado de uma receita americana, mas ficou com gostinho bem brasileiro, por causa do açúcar mascavo e, claro, do amendoim torradinho. O caramelo não fica duro, e sim um pouco açucarado, derrete na boca. Muito gostoso.

Você vai precisar de um termômetro culinário para caldas para prepará-los, ok?

  • 1 1/2 xícara de açúcar refinado
  • 1/2 xícara de açúcar mascavo
  • 2 xícaras de amendoim torrado, sem pele
  • 3/4 xícara de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 pitada generosa de sal
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

Forre duas assadeiras com papel manteiga ou tapetes de silicone e reserve.

Numa panela média,misture os dois tipos de açúcar, o bicarbonato, o sal e o creme de leite e leve ao fogo até o termômetro marcar 112°C.

Neste ponto, junte a manteiga e misture até homogeneizar. Junte o amendoim, retire do fogo e com a ajuda de uma colher de sopa vá pingando os doces nas assadeiras preparadas, COM MUITO CUIDADO. A mistura é extremamente quente e pode causar queimaduras sérias. Tire as crianças da sala.

Neste ponto é preciso ser rápido, porque o caramelo aos poucos vai endurecendo, e os pralinés não ficam tão bonitinhos.

Deixe esfriar completamente e guarde em potes ou latas por até 5 dias.

Projeto SalvaCão – ossinhos de suspiro

Eu nunca tive um cachorrinho, mas na minha casa sempre teve espaço pros gatinhos. Minha mãe era apaixonada por animais, especialmente gatos, então vira e mexe a gente acabava com um vira-latinha em casa.

Aprendi com ela que bicho não se compra, se adota.

Admiro demais as pessoas que se mobilizam pra recolher um animal que está na rua e viram suas vidas de cabeça pra baixo pra arrumar um lar, donos bacanas e um ambiente saudável pros peludos. Uma dessas pessoas é a veterinária da minha gata, a Dra. Janaína.

Na minha última visita ao seu consultório, reparei na presença simpática da Doralice, uma doce cadelinha, bem magrinha, que se movimentava numa “cadeira de rodas” e usava fraldas de bebê. A Dra. me contou que a Doralice tinha sido abandonada por seus donos, doente, e seria sacrificada no Centro de Controle de Zoonozes, se não fosse pela boa vontade e rapidez dela e das outras meninas do Projeto SalvaCão.

Mas o que é esse projeto?

Nas palavras delas:

Nós (Lele, Dave, dra. Janaína – e Dri e Fernanda, do Segunda Chance) nos juntamos e agora temos este projeto, que ajuda a recolher das ruas, cuidar e divulgar para adoção os cachorros abandonados/machucados.(…) O objetivo é poder sempre resgatar e manter 2 ou 3 cachorros de rua em tratamento, continuamente. Sendo adotados, pegamos outros na rua, tratamos, mandamos para adoção, e assim por diante.

Todos juntos somos fortes.

Taí gente: nem todo mundo pode ir lá, pegar o bichinho, levar pra casa e arrumar um lar, mas todo mundo pode ajudar essa galera a continuar esse trabalho bem bacana. É só entrar neste link e colaborar com a vakinha do projeto, com qualquer quantia. Vai lá, que eu espero aqui com a receita dos suspirinhos na volta, tá? :)

 

Ossinhos de Suspiro – (rende 30 ossinhos)

Nunca tinha conseguido fazer suspiros assim crocantes, branquinhos e sem rachaduras – então fui pedir ajuda pras universitárias doceiras no Facebook. Azamigas Alessandra e Cris deram a dica: forno bem baixinho e porta meio aberta, para secar o merengue sem dourar. Deu certinho, viu queridas?

A idéia de fazer os ossinhos com suspiro veio de uma foto que vi numa revista no Halloween do ano passado – fica aí a dica também para festas mais aterrorizantes.

Ingredientes:

  • 4 claras
  • 250g de açúcar refinado
  • essência de baunilha ou raspinhas de limão a gosto

Forre duas assadeiras grandes com papel manteiga ou tapetinhos de silicone (silpat) e reserve.

Prepare um saco de confeitar com um bico perlê grande, com abertura de 1 a 1,5cm, e apóie dentro de um copo alto.

Bata na batedeira as claras em neve, até obter picos firmes. Acrescente o açúcar aos pouquinhos, sem parar de bater, até ficar bem firme e brilhante. Junte a baunilha ou as raspinhas de limão e misture bem. Passe a massa do suspiro para o saco de confeitar e faça os ossinhos (ou pingue bolinhas) nas assadeiras preparadas.

Coloque as assadeiras no forno e ligue na temperatura mínima (deixei o meu a 100°C), e coloque uma colher de pau na porta para que ela fique entreaberta. Deixe secar por 1h30 a duas horas, checando de vez em quando para ver se não está dourando.

Desligue o forno e deixe os suspiros esfriarem lá dentro completamente. Guarde em pote com tampa por até 3 dias.

Uma doceira de dieta e o doce mais fácil do mundo – cocadinhas de amêndoas e chocolate

E pela vigésima quinta vez só este ano, hoje é o meu primeiro dia de dieta.

Tá osso, viu gente. Aqui tem muito doce. Tem doce por todos os lados. E eu tenho que provar pra ver se a freguesa vai gostar. Dai-me forças.

E doceira de dieta tem uma mania, e eu sei que não sou a única, de fazer doces pra dar de presente.

Essas cocadinhas, ou macaroons, foram um presente para um amigo que não pode comer nada com glúten. E no mesmo jantar estaria um outro amigo que não pode comer nada com lactose. E se tem outra coisa que doceira de dieta tem mania, é dar um jeito de fazer algum doce que todo mundo possa comer, porque né, coitadinhos, vão ficar sem doce?

As cocadinhas, além de sem glúten nem lactose, acabaram também por ser o doce mais fácil que eu já fiz em toda a minha existência, só misturar tudo, fazer as bolinhas e assar, super simples.

Então, já que eu não posso, vocês por favor se joguem nesses docinhos, e comam com gosto.

Cocadinhas de Amêndoas e Chocolate (adaptado daqui) – rende 12 a 15 unidades

  • 1/3 xícara de açúcar
  • 1 clara de ovo
  • 1 xícara de coco ralado (de pacotinho, sem açúcar)
  • 1/4 xícara amêndoas picadas, com pele mesmo
  • 1/4 xícara chocolate amargo picadinho (opcional)
  • gotas de extrato de amêndoas

Preaqueça o forno a 180/C. Forre uma assadeira com papel manteiga ou silpat e reserve.

Numa tigela, misture o açúcar e a clara. Junte o restante dos ingredientes e misture bem, até ficar bem úmido.

Com a ajuda de uma colher de sopa, ou boleador de sorvete, forme bolinhas e coloque na assadeira preparada. Asse até dourar, mais ou menos 15 minutos. Deixe esfriar na assadeira e guarde em pote fechado por até 3 dias.

Meu Vizinho Totoro – ovo de páscoa decorado com pasta americana II

Chocolate Totoro for EasterChocolate Totoro

fotos: @laconics

Este ovo de páscoa eu fiz no ano passado, e acabou não dando tempo de postar. Guardei pacientemente para este ano – a ótima idéia foi da minha cliente, a @laconics, que ama o desenho animado japonês “Meu Vizinho Totoro”. Aliás, por causa desse ovo eu acabei assistindo o filme com a minha filha, e é um dos desenhos mais fofos que eu já vi, recomendo viu?

As técnicas para fazer esse ovo são as mesmas que usei para fazer o Sr. e Sra. Cabeça de Batata – a única coisa mais complicada é que não dá para usar um ovo comprado, já que o Totoro é cinza. Então tem que usar chocolate branco com um pouco de corante próprio para chocolate na cor preta, para chegar na cor correta. (veja como fazer ovos de páscoa aqui no site Panelinha)

Se for só pela brincadeira e você não se importar muito com o sabor do chocolate, pode fazer seu ovo com um chocolate fracionado branco que aí não precisa temperar e facilita muito se for fazer com as crianças.

É só modelar as peças em pasta americana e colar com chocolate fracionado derretido, ó:

Os bigodes fiz com arame floral pintado com corante preto. Fiz uns furinhos no ovo e colei com chocolate.

E aproveitando a deixa, já vou eu fazer uma propagandinha – olha que fófes:

Nhóinnn, amo coelhinhos…. Não em sapatos e bolsas, tá, Arezzo :(

Os biscoitinhos decorados de coelho, feitos por esta que vos fala, estão à venda junto com seus irmãozinhos cupcakes na loja The Cake is On The Table – mas corre que senão acaba, hein?

Ó o endereço:

www.thecakeisonthetable.com.br

Rua Amaro Guerra, 264 – Chácara Santo Antônio

tel: 11 2371-1640

Feliz Páscoa!

Uma deliciosa receita de ovo frito

Boa tarde, minhazamiga de casa. Hoje a gente vai ensinar como se faz um delicioso ovo frito.

***

Há-há – Primeiro de Abril!

Hoje é dia mundial da mentira, dia feliz em que todos os cascateiros podem mentir à vontade, os Mallandros podem fazer pegadinhas e o Pinocchio pode andar por aí contando lorotas sem o nariz crescer. Daonde que veio isso, gente?, você me pergunta. E a wikipedia responde:

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries. (…) No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Obrigada, Wikipedia.

Quando eu era criança eu amava o dia da mentira. Hoje em dia, depois de encontrar pela vida muitos mentirosos de plantão, já não sou tão fã. Mas se você acordou hoje com o espírito zombeteiro, segue aí receitinha do ovo frito – aposto que as crianças vão adorar.

“Ovo frito” de manjar branco com pêssego em calda ( inspirado em post do blog Rainhas do Lar de um tempão atrás) – Rende uns 10 ovos fritos de mentirinha

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 medida e meia da mesma lata de leite
  • 1 vidrinho (200ml) de leite de coco
  • 1/2 xícara de amido de milho
  • 1 lata de pêssegos em calda

Numa panela, misture todos os ingredientes, menos o pêssego. Ajuda dissolver o amido em pouquinho de leite antes.

Leve ao fogo brando, mexendo sem parar, até engrossar. Deixe cozinhar por mais uns 4 minutinhos e despeje ainda quente nos pratos de servir, formando a “clara do ovo” com uma colher.

Coloque uma metade de pêssego em calda sobre cada “ovo”. Os pêssegos que eu comprei eram muito grandes, então eu cortei um pedaço mais condizente com uma gema de verdade.

Deixe esfriar e sirva.

 

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