55 gemas, como lidar? – Papos de Anjo

papos de anjo

O que fazer com 55 gemas?

Resumo da história: comprei algumas caixas de gemas pasteurizadas para uns pudins de encomenda, e sobrou uma. Um quilo inteirinho de gemas amarelinhas. Nada mais nada menos que 55 danadas com a data de validade chegando ao fim.

Jogar fora nem pensar. Arregacei as mangas, me transformei na confeiteira louca portuguesa e dei cabo de todas elas em duas tardes.

Agora vocês vão ter que aguentar a série de receitas que vem pela frente – já aviso que quem tiver problemas de colesterol alto melhor já ir ligando pro cardiologista.

Os papos de anjo foram uma sugestão da amiga Maria Pia – a mãe dela gentilmente me passou a receita, que é quase igual à uma que encontrei no site do programa da Palmirinha (minha referência quando preciso consultar doçaria brasileira, podem ir na dela que não tem erro). Eu, a bem da verdade, provei papos de anjo uma vez na vida, há muito tempo, mas nunca me esqueci da delícia daquele sabor. É daquelas sobremesas mágicas que levam poucos ingredientes e são tão fáceis de fazer que a gente nem acredita – ainda mais quando as gemas já vem separadas numa caixinha longa-vida, como foi o meu caso.

Facilita mais ainda se for utilizado um spray para untar as forminhas (comprei um importado, da Wilton, por 17,00 a latinha), aí é tipo fast food.

Papos de Anjo (rende aproximadamente 40 unidades pequenas)

  • 1 quilo de açúcar
  • 1,5l de água
  • 1 colher de chá extrato ou essência de baunilha
  • 12 gemas
  • 3 colheres de sopa de amido de milho
  • 1 colher de chá de fermento em pó

Comece fazendo a calda: Numa panela média, misture a água e o açúcar. Leve ao fogo forte e deixe ferver até o açúcar dissolver bem e formar uma calda rala. Desligue o fogo e misture a baunilha. Reserve.

Unte com manteiga e polvilhe farinha de trigo (ou use spray desmoldante) 40 forminhas de empadinha e as coloque sobre uma assadeira grande. Ou faça o mesmo com as cavidades de 2 formas para mini cupcakes (usei essas). Aqueça o forno a 200 graus.

Na batedeira, bata as gemas por cerca de 10 minutos, até ficarem claras, fofas e cremosas. Junte o amido de milho e o fermento e bata novamente para misturar.

Encha as forminhas até a metade e leve ao forno até firmar e dourar ligeiramente. Deixe amornar, desenforme e coloque os papos na calda ainda na panela. Quando esfriar completamente passe para uma compoteira e guarde em geladeira. Sirva depois de algumas horas, ou no dia seguinte.

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Vai um cafezinho? – Drink de espresso, nutella e noz moscada

foto: divulgação

Oi gentz, voltei!

E olha que diferente: hoje tem uma receita de drink!

Na semana passada, participei de um evento delícia na boutique da Nespresso. Eles relançaram o Kazaar, um café bem intenso, e sugeriram algumas receitinhas de bebidas feitas com ele.

Nem preciso dizer que tomei TODAS (mas calma que era tudo sem álcool, tá?) e demorei umas horinhas pra pegar no sono aquela noite!

O que eu amei: os drinks eram bem docinhos, praticamente uma sobremesa, e achei ideal como encerramento de um jantar gostoso entre amigos. E dá pra fazer com qualquer café – se for fazer com café de coador, o legal é fazer mais pro forte, ou dá pra usar aquelas cafeteirinhas italianas que são baratinhas e fazem uma bebida mais parecida com um espresso.

Segue a receita do que eu mais gostei, que vinha em três copinhos – um com a bebida quente, outro gelado e um com água de coco pra tomar entre os dois. Tem também a receitinha de um café Vienense com Macadâmia delicioso no blog da minha amiga Marcela, corre lá!

Drink de Espresso, Nutella e Noz Moscada (para 1 pessoa)

  • 80ml de café espresso intenso (se for usar nespresso, são 2 cápsulas, extrair 40ml de cada)
  • 100ml de leite de coco
  • 2 colheres de chá de nutella
  • 60ml de xarope de amêndoas (se não tiver, pode colocar uma gotinha de essência)
  • 1 pitada de noz moscada
  • 1 xícara de café de água de coco
  • 1 phisales

Separe 3 copinhos.

Drink quente: Colocar a Nutella no fundo do copo e extrair o Espresso ( ou coloque 40 ml do café quente) com a metade do xarope de amêndoas. Colocar metade do leite de coco e um toque de da noz-moscada.

Drink gelado: bater todos os ingredientes (mesma quantidade que o quente) na coqueteleira.

Servir com um shoot de água de coco bem gelado e decorado com um phisales. Servir imediatamente com uma colher pequena

Projeto SalvaCão – ossinhos de suspiro

Eu nunca tive um cachorrinho, mas na minha casa sempre teve espaço pros gatinhos. Minha mãe era apaixonada por animais, especialmente gatos, então vira e mexe a gente acabava com um vira-latinha em casa.

Aprendi com ela que bicho não se compra, se adota.

Admiro demais as pessoas que se mobilizam pra recolher um animal que está na rua e viram suas vidas de cabeça pra baixo pra arrumar um lar, donos bacanas e um ambiente saudável pros peludos. Uma dessas pessoas é a veterinária da minha gata, a Dra. Janaína.

Na minha última visita ao seu consultório, reparei na presença simpática da Doralice, uma doce cadelinha, bem magrinha, que se movimentava numa “cadeira de rodas” e usava fraldas de bebê. A Dra. me contou que a Doralice tinha sido abandonada por seus donos, doente, e seria sacrificada no Centro de Controle de Zoonozes, se não fosse pela boa vontade e rapidez dela e das outras meninas do Projeto SalvaCão.

Mas o que é esse projeto?

Nas palavras delas:

Nós (Lele, Dave, dra. Janaína – e Dri e Fernanda, do Segunda Chance) nos juntamos e agora temos este projeto, que ajuda a recolher das ruas, cuidar e divulgar para adoção os cachorros abandonados/machucados.(…) O objetivo é poder sempre resgatar e manter 2 ou 3 cachorros de rua em tratamento, continuamente. Sendo adotados, pegamos outros na rua, tratamos, mandamos para adoção, e assim por diante.

Todos juntos somos fortes.

Taí gente: nem todo mundo pode ir lá, pegar o bichinho, levar pra casa e arrumar um lar, mas todo mundo pode ajudar essa galera a continuar esse trabalho bem bacana. É só entrar neste link e colaborar com a vakinha do projeto, com qualquer quantia. Vai lá, que eu espero aqui com a receita dos suspirinhos na volta, tá? :)

 

Ossinhos de Suspiro – (rende 30 ossinhos)

Nunca tinha conseguido fazer suspiros assim crocantes, branquinhos e sem rachaduras – então fui pedir ajuda pras universitárias doceiras no Facebook. Azamigas Alessandra e Cris deram a dica: forno bem baixinho e porta meio aberta, para secar o merengue sem dourar. Deu certinho, viu queridas?

A idéia de fazer os ossinhos com suspiro veio de uma foto que vi numa revista no Halloween do ano passado – fica aí a dica também para festas mais aterrorizantes.

Ingredientes:

  • 4 claras
  • 250g de açúcar refinado
  • essência de baunilha ou raspinhas de limão a gosto

Forre duas assadeiras grandes com papel manteiga ou tapetinhos de silicone (silpat) e reserve.

Prepare um saco de confeitar com um bico perlê grande, com abertura de 1 a 1,5cm, e apóie dentro de um copo alto.

Bata na batedeira as claras em neve, até obter picos firmes. Acrescente o açúcar aos pouquinhos, sem parar de bater, até ficar bem firme e brilhante. Junte a baunilha ou as raspinhas de limão e misture bem. Passe a massa do suspiro para o saco de confeitar e faça os ossinhos (ou pingue bolinhas) nas assadeiras preparadas.

Coloque as assadeiras no forno e ligue na temperatura mínima (deixei o meu a 100°C), e coloque uma colher de pau na porta para que ela fique entreaberta. Deixe secar por 1h30 a duas horas, checando de vez em quando para ver se não está dourando.

Desligue o forno e deixe os suspiros esfriarem lá dentro completamente. Guarde em pote com tampa por até 3 dias.

Uma doceira de dieta e o doce mais fácil do mundo – cocadinhas de amêndoas e chocolate

E pela vigésima quinta vez só este ano, hoje é o meu primeiro dia de dieta.

Tá osso, viu gente. Aqui tem muito doce. Tem doce por todos os lados. E eu tenho que provar pra ver se a freguesa vai gostar. Dai-me forças.

E doceira de dieta tem uma mania, e eu sei que não sou a única, de fazer doces pra dar de presente.

Essas cocadinhas, ou macaroons, foram um presente para um amigo que não pode comer nada com glúten. E no mesmo jantar estaria um outro amigo que não pode comer nada com lactose. E se tem outra coisa que doceira de dieta tem mania, é dar um jeito de fazer algum doce que todo mundo possa comer, porque né, coitadinhos, vão ficar sem doce?

As cocadinhas, além de sem glúten nem lactose, acabaram também por ser o doce mais fácil que eu já fiz em toda a minha existência, só misturar tudo, fazer as bolinhas e assar, super simples.

Então, já que eu não posso, vocês por favor se joguem nesses docinhos, e comam com gosto.

Cocadinhas de Amêndoas e Chocolate (adaptado daqui) – rende 12 a 15 unidades

  • 1/3 xícara de açúcar
  • 1 clara de ovo
  • 1 xícara de coco ralado (de pacotinho, sem açúcar)
  • 1/4 xícara amêndoas picadas, com pele mesmo
  • 1/4 xícara chocolate amargo picadinho (opcional)
  • gotas de extrato de amêndoas

Preaqueça o forno a 180/C. Forre uma assadeira com papel manteiga ou silpat e reserve.

Numa tigela, misture o açúcar e a clara. Junte o restante dos ingredientes e misture bem, até ficar bem úmido.

Com a ajuda de uma colher de sopa, ou boleador de sorvete, forme bolinhas e coloque na assadeira preparada. Asse até dourar, mais ou menos 15 minutos. Deixe esfriar na assadeira e guarde em pote fechado por até 3 dias.

Bombons de marshmallow com chocolate + Novo site do açúcar União

Como vocês devem ter percebido, fui convidada pela União para participar da campanha dos 100 anos da marca – vocês ainda vão ver alguns posts falando deles por aqui. Para comemorar a data, eles lançaram novos produtos e um novo site de receitas, que eu, LÓGICO, já fui testar. Até porque eles me disseram que a página nova seria muito mais interativa e o melhor site de receitas doces do Brasil.

Por mim, falou em receita de doce eu já tô lá, né? E o site é bom mesmo – lindo, fácil de navegar e todas as receitas são testadas e aprovadas pelo pessoal da cozinha experimental da União – veja aqui.

Gostei bastante do blog também – cheio de dicas, notícias, eventos e curiosidades sobre… doces, lógico. E uns tutoriais bem legais (dá uma olhada nesse vídeo, que ensina a cortar um bolo em camadas sem quebrar). Bem gostoso de ler, e com espaço para comentar e tirar dúvidas.

E não é só isso, tem também uma área com dicas e artigos para uma vida mais equilibrada, receitas de doces light e diet, vídeos com grandes chefs, informações detalhadas sobre os produtos União e muito mais. Tudo isso com muita participação do internauta, uma verdadeira sobremesa digital.

Agora, pra testar mesmo de verdade tudo isso e poder assinar embaixo sem medo de ser feliz, escolhi uma receita do site. Papel e caneta na mão, amiguinhas?

Mini Dan-Top (ligeiramente adaptado do site da União) – rende mais ou menos 50 unidades

Amei essa receita – em princípio fiquei com um pouco de receio da gelatina deixar o marshmallow pegajoso, o que não aconteceu. É um docinho um pouco trabalhoso, mas vale a pena testar, até para colocar numa caixa bem linda e dar de presente, ou servir numa festinha de criança. No site eles colocaram uma dica de substituir a água da calda por suco de maracujá concentrado, que deve ficar ótimo também.

Ingredientes

  • 2 folhas de waffer (encontra-se em lojas especializadas em confeitaria)
  • 400g de chocolate ao leite para banhar os disquinhos de waffer (se não for chocolate fracionado, é preciso temperar – veja aqui como)
  • 1 xícara de água
  • 2 xícaras de açúcar cristal
  • 4 colheres de sopa de glucose (esqueci de colocar – deu certo sem ela, mas acredito que ajude na textura e na conservação por mais tempo)
  • 3 claras
  • 2 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro/ glaçúcar
  • 1 envelope (12g) de gelatina em pó sem sabor
  • 1 xícara de água para hidratar a gelatina (usei 1/2 xícara)
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 500g de chocolate ao leite para cobrir os dan tops (mesma coisa – se não usar fracionado, tem que temperar)

Modo de fazer:

Com um cortador de biscoitos redondo, corte rodelinhas das placas de wafer – tente cortar uma bem pertinho da outra para aproveitar bem. Derreta e tempere o chocolate e banhe as rodelinhas, escorrendo o excesso e deixando secar sobre uma folha grande de papel manteiga.

Prepare o marshmallow – numa panela, misture o açúcar cristal, 1 xícara de água e a glucose e leve ao fogo, sem mexer, até o ponto de vidro (ou bala dura, ou 130°C num termômetro culinário – é quando vc pinga a calda num pratinho e ela fica como uma bala, quebradiça – veja mais sobre pontos de açúcar aqui e aqui).

Quando a calda estiver quase no ponto, bata as claras em neve firme com as duas colheres de sopa de açúcar de confeiteiro. Com a batedeira ligada e muito cuidado, vá juntando a calda quente em fio às claras. deixe bater por 5 minutos e junte a gelatina hidratada e dissolvida no microondas (15 segundos bastam). Bata tudo até esfriar completamente e pegar corpo – deve ficar um creme que “arma”, brilhante, bem branquinho. Junte a baunilha e passe para um saco grande de confeitar com um bico perlê largo (é aquele liso).

Faça montinhos de marshmallow sobre os discos de waffer banhados, formando os dan tops e leve à geladeira por mais ou menos 1 hora, para firmar.

Derreta e tempere o chocolate. Apóie cada disquinho num garfo e cubra com o chocolate – tome cuidado de não deixar bolhas ou algum espacinho de marshmallow sem banhar, senão o recheio vazará.

Deixe secar num papel manteiga (pode levar a geladeira um pouquinho se estiver muito calor). Na receita original diz que pode congelar em saquinhos plásticos sem ar e vedados por até 3 meses, descongelando na embalagem, em geladeira.

* post patrocinado pela União

Quindins da Vó Da Lena

Quindim, eu acho esse nome tão bonitinho… E é um dos meus doces favoritos, se é que isso existe.

Doce de festa, porque pra juntar trocentas gemas e ralar um coco fresco, só em ocasiões especialíssimas, né? É curioso pensar que dos trabalhosos doces de antigamente, o quindim seja um dos poucos que tenham sobrevivido e seja ainda corriqueiro hoje em dia. Deve ser porque é DELICIOSO, e nem a praticidade das receitas modernas conseguiu exterminar essa maravilha amarelinha.

Quando eu perguntei pazamiga do twitter o que fazer com uma montanha de gemas que estavam dando sopa na cozinha, tive 20 replies, e todos diziam quindim. Não precisava pedir duas vezes: eu já estava mega de olho na receita da @LenaGasparetto, receita da avó dela, D. Victória.

Quindins da Vó da Lena - como fiz a receita exatamente como a Lena manda, vou transcrever o texto dela aqui, com as minhas observações em negrito.

Tempo de preparo: 1 hora e 15 mais tempos de resfriamento
Porções: Dependo dos tamanhos das forminhas (usei forminhas grandes e obtive 14 quindins)

Ingredientes:

  • 2 xícaras de coco fresco ralado
  • ½ kg de açúcar
  • 1 1/2 xícara de água
  • 2 cravos
  • 1 pauzinho de canela
  • 1/3 de colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de manteiga (colheres-medidas, niveladas) (esqueci de colocar, mas deu certo também)
  • 2 colheres de chá de baunilha
  • 18 gemas passadas na peneira
  • Manteiga derretida e açúcar para untar as forminhas ou glucose de milho (vide “Dicas da Lena)

Preparo:

Numa panela, coloque ½ kg de açúcar, a água, os cravos, a canela e o sal.
Leve para ferver, sem mexer a calda (mas com um pincel de silicone molhado, pincelando as bordas internas da panela para não formar cristais de açúcar), até o ponto de “pano” (ou ponto de fio forte também dá certo) – cerca de 7 minutos de fervura.
Passe as gemas na peneira; acrescente a baunilha e reserve numa tigela.
Retire do fogo, coloque a manteiga e espere a calda amornar.
Descarte os cravos e a canela.
Junte o coco fresco ralado, e as gemas com a baunilha.
Mexa delicadamente com uma espátula de borracha até misturar.
Pré-aqueça o forno a 180°.
Leve uma chaleira ao fogo para ferver a água do banho-maria.
Unte com manteiga derretida e polvilhe com açúcar, cerca de 20 forminhas de quindins (mas atenção: a quantidade varia muito conforme o tamanho das forminhas)
Disponha-as numa assadeira, e com uma concha pequena, encha 2/3 de cada forminha com a mistura. (fique atento para distribuir igualmente o coco entre todos os quindins)
Leve ao forno pré-aquecido, e com muito cuidado, despeje 1 cm de altura de água fervente entre as forminhas para assá-las em banho-maria.
O tempo é cerca de 30 minutos para assar, mas depende muito da temperatura do forno e dos tamanhos das forminhas.
O certo é enfiar um palito, e quando sair limpo, estará pronto.
Retire as forminhas da assadeira e deixe amornar numa grade ou em outra superfície.
Quando estiverem quase frios, desenforme os quindins com a ajuda de uma faquinha de ponta, girando delicadamente com a ponta dos dedos para que ele não se danifique, ao retirar das forminhas.

Sirva gelados ou em temperatura ambiente

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DICAS DA LENA:

- Eu prefiro untar as forminhas com glucose de milho, para dar mais brilho.
- Pode usar a glucose transparente e mais firme, à venda em lojas de artigos para confeitaria ou o Karo.
- No primeiro caso, dilua num pouquinho de água e leve ao microondas apenas para aquecer e misture com uma colher, para dar ponto de espalhar.
- No caso do Karo, aqueça numa tigelinha do micro cerca de 1/15 segundos no micro, para dar consistência de pincelar.
- Nesses ambos casos, a manteiga derretida não é necessária.
- Se não tiver coco fresco, pode usar um pacote de 100 grs., de coco seco, hidratado em 1/3 de xícara de água, aguardando uns 10 minutos para a hidratação. Mas sempre lembrando que coco fresco dá um resultado mais macio!
- Quindins são deliciosos, mas requerem um pouco de prática.
E é pra isso que estamos aqui, não? Para experimentarmos até o nosso resultado ideal!

Fim de Férias – Picolé de Amoras

Se tem uma coisa que não te contam antes de você ter filhos é o trabalho que dá ficar com eles em casa pelos DOIS MESES de férias escolares.

Não estou reclamando, adorei cada segundo e provavelmente vou chorar copiosamente assim que os portões da escola se fecharem na próxima segunda-feira, mas haja imaginação para entreter essas criancinhas que se interessam pelas coisas por cinco minutos.

Pintamos maravilhosas obras de arte com os dedos, fizemos belíssimas jóias e  colares de macarrão, compramos um peixe que foi batizado com o nome de Hipopótamo, plantamos um feijão no algodão que já está enorme e agora vai mudar pra um vaso,  fizemos muitos bolinhos de aniversário de areia do parquinho e cantamos parabéns, vestimos maiô pra brincar no chuveiro, assistimos Branca de Neve, Rei Leão e Pequena Sereia mil vezes, assamos biscoitinhos, rabiscamos algumas paredes com giz de cera (bem, eu não participei dessa parte a não ser na hora de limpar…) e também fizemos picolé de amora.

Eu não tenho sorveteira e, apesar de sonhar todas as noites com uma, não consigo me conformar em pagar R$300,00 numa coisa que custa originalmente US$30,00. Então faço picolés, fazer o quê?

Picolé de Amora (rende 6 unidades pequenas)

Esses são muito fáceis de fazer, podem ser feitos com outras frutas (morango, manga, pêssego) e perfeitos pra criançada ajudar. Eu não tenho formas de picolé, então usei copinhos de cachaça. Dá pra usar também copinhos de plástico tamanho festa. Pro pessoal que está de dieta, é só substituir o açucar por adoçante culinário (adoce a gosto).

Ingredientes:

  • 2 1/2 xícaras de amoras congeladas
  • 1/3 xícara de açúcar (ou adoce a gosto)
  • 1/3 xícara de água quente
  • 6 copinhos pequenos
  • 6 palitos de sorvete

No processador ou no liquidificador, coloque as amoras (não precisa descongelar), o açúcar e a água quente. Bata até virar um purê. Prove se está bom de açúcar e passe por uma peneira para tirar as sementinhas, apertando bem para extrair o máximo de fruta possível.

Distribua a mistura nos copinhos, coloque os palitos e leve ao freezer ou congelador por pelo menos 4 horas. Para soltar dos copinhos, passe-os por água morna.

Doce de abóbora com coco da Dona Palmirinha

doce de abóbora

Atrasado, muito atrasado, mas esse post é participante do delicioso evento…
Bake at 350E quando a Bridget anunciou que o tema do mês seria abóbora, não tive nenhum dúvida de que faria o delicioso doce de abóbora com coco da minha mãe. Fui, feliz, procurar a receita no nosso velho caderno e… cadê? Sem receita, minha gente.

O delicioso doce de abóbora com coco da mamãe era feito de cabeça, daquelas receitas que estão escritas na alma de quem faz.

Sentei diante do computador e apelei pro Google, esse oráculo dos tempos modernos, que me deu aproximadamente 224.000 opções em 0,87 segundos, o que obviamente só me deixou mais frustrada ainda. Foi quando me lembrei da minha salvadora eterna em momentos de procura de receitas brasileiras de avó: Palmirinha Onofre!

Pra quem não conhece, Palmirinha é uma culinarista brasileira, apresentadora de programa de TV, pessoa adorável com quem tive a oportunidade de trabalhar nos tempos de estagiária. Só vendo um programa dela pra entender o jeitinho bem lá em casa, as explicações singelas cheias de erros de português, mas tudo feito com todo amor.

Sério: se você não tem mais suas avós vivas, ou ninguém deixou um caderno de receitas bem boas de família pra você, vai lá no site do programa dela – tem aquele bolo nega maluca fofinho, a gelatina colorida da infância, o fricassé de frango pro domingão. As receitas não são super explicadas, o pessoal do site podia dar uma revisada em algumas coisas, mas no geral, recomendo.

O doce de abóbora? Ficou uma delícia, bem parecido com o da minha mãe. Palmirinha rules.

Doce de Abóbora com Coco (adaptado do site do programa TV Culinária)

  • 1kg de abóbora de pescoço, descascada e cortada em cubos (comprei já preparada, no supermercado)
  • 1/2 quilo de açúcar
  • 2 pauzinhos de canela
  • 6 cravos-da-índia
  • 1/2 xícara de coco ralado (usei fresco, mas pode ser de pacotinho)

Numa panela grande, coloque a abóbora, o açúcar, a canela e os cravos. Leve ao fogo médio, mexendo sempre, até a abóbora começar a soltar água e umedecer o açúcar. A partir daí, abaixe o fogo e vá mexendo de vez em quando. Quando a abóbora tiver desmanchado e a calda tiver engrossado um pouco (leva uns 35 a 45 minutos), junte o coco e deixe mais uns 10 minutos em fogo baixo. Deixe esfriar e guarde em pote com tampa na geladeira.

doce de abóbora 2

Faça você mesmo – Marzipã

marzipan-roses

Não sei vocês, mas eu sempre achei maravilhosos os bolos confeitados com pasta americana. Eles podem ser verdadeiras obras de arte, de várias cores, cheios de flores e figurinhas lindamente esculpidas pelos artistas do açúcar (claro que em mão erradas podem ir parar no Cake Wrecks). O único problema é que nem todo mundo gosta do sabor desse tipo de cobertura, e muitas vezes ela acaba sendo deixada de lado.

Uma excelente alternativa seria o marzipã, mas os que eu encontrei prontos para comprar por aqui são caríssimos e não tem a menor flexibilidade para modelar. Como o meu lema é “desistir, jamais”, saí atrás de receitas na internet e em livros de culinária.

A receita que mais se aproximou do que eu estava precisando veio do blog da Cláudia, o Sabor Saudade, e de um livro de receitas do Cordon Bleu. O meu marzipã é um cruzamento dessas duas fontes – já fiz algumas vezes com um ótimo resultado tanto de sabor como de maleabilidade. Deu para fazer as rosinhas que estão nesse cupcake dentro do vaso, cobrir os cupcakes da princesa e fazer outras flores com cortadores.

A parte que dá mais trabalho no processo é tirar a pele das amêndoas – tem um post ótimo com instruções aqui. Tem pra vender já peladas, mas se as amêndoas já estão pela hora da morte, sem a pele então, sem se fala. Fora que tem o prazer de saber que vc fez tudo da receita, menos plantar e colher as amêndoas, né? Uma coisa super raízes.

cupcakes-wedding

Marzipã (rende mais ou menos 600g)

  • 250g de amêndoas sem casca e sem pele
  • 2 claras de ovos
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1 xícara de açúcar de confeiteiro, e mais para amassar o marzipã
  • essência de amêndoas, licor de amêndoas ou água de flor de laranjeira a gosto

Numa panelinha própria para banho-maria, ou numa tigela resistente ao calor, misture as claras e o açúcar. Leve ao banho-maria e aqueça a mistura de claras, mexendo sempre, até atingir 71°C (a essa temperatura o ovo fica livre de bactérias como a Salmonella, por exemplo). Divida a mistura de claras em duas partes e reserve.

No processador de alimentos, processe as amêndoas até ficarem o mais trituradas possível. Esse passo é importante porque quanto mais finas as amêndoas, mais liso será seu marzipã. Quando estiver uma farinha fina, junte o açúcar de confeiteiro e processe até misturar bem. As amêndoas vão estar ainda em forma de farinha.

Com o processador ligado, junte a essência e metade da mistura de claras, as poucos. A farinha de amêndoas com açúcar vai se juntar, formando uma bola. Desligue o processador imediatamente, e passe essa massa para uma superfície polvilhada com açúcar de confeiteiro. Amasse um pouco o marzipã e confira: se estiver quebradiço ou  soltando óleo das amêndoas nas suas mãos, coloque mais mistura de claras até virar uma pasta  grossa, parecida com massa de pão. Se estiver muito mole, do tipo que não conserva a forma, vá amassando com mais açúcar de confeiteiro. Pra mim, sobra sempre um pouquinho das claras, e não precisa usar tudo se não for necessário. Deve ficar parecido com massinha de modelar, e não deve grudar nas mãos.

Quando chegar nesse ponto, quanto mais você amassar, mais fácil de modelar o marzipã fica. Embrulhe bem em plástico e guarde em geladeira por até um mês. Utilize em temperatura ambiente e massageie bem antes de utilizar. Para colorir, usei corante alimentício em gel.

marzipan-cupcake

UPDATE:

Quase já ia esquecendo…

Ganhei um selinho da querida Maura, do blog Trainee de Cozinheira! Tem que responder umas perguntas e repassar pra 5 blogs – eu decidi repassar para as primeiras blogueiras que comentaram aqui no The Cookie Shop, minhas primeiras amigas virtuais.

selinhofeufolandiafinal

Uma música mágica: Beatriz, Edu Lobo
Um filme mágico: Bonequinha de luxo (breakfast at Tiffany´s)
Uma viagem mágica: Paris
Maquiagem mágica: Corretivo, né?
Vou indicar:
Gina – Naco Zinha
Samma – Mesa para 4
Gasparzinha – No Soup For You
Léia – Cucchiaio Pieno
Um beijo para todas!

O melhor bolo de maçã do mundo

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Sim, na minha humilde e insignificante opinião, esse é o melhor bolo de maçã do mundo.

Curiosamente, dá pra contar nos dedos as vezes em que eu fiz essa receita. Não que seja um bolo complicado ou cheio de etapas, na verdade é bem fácil e rápido.

Quando parei para pensar no porquê de eu não fazê-lo mais frequentemente, a conclusão foi a seguinte: é tão gostoso, mas tão gostoso, que eu só faço pra pessoas que eu gosto muito. Pra não desvalorizar, sabe?

apple-cake-gift

Não vou ficar aqui citando nomes ;) , vocês sabem quem vocês são, e o que fizeram por mim. Este post é para vocês, merecedores do melhor bolo de maçã do mundo!

Bolo de Maçã (ligeiramente adaptado daqui)

Esse bolo fica bem molhadinho por causa das maçãs picadas na massa, com um cheirinho de canela que domina a casa. No topo do bolo se forma uma casquinha açucarada que é uma delícia! Eu gosto muito de acrescentar nozes quebradas também, pra dar um crocante e, num dia de falta de maçãs, já usei pêras – ficou muito bom.

Os pequenos que eu dei de presente para a minha amiga foram assados em formas de papel para bolo inglês, sobre uma assadeira, para não queimar.

OBSERVAÇÕES:

  • Sim, a massa fica bem pesada, parecendo massa de cookie, mas é assim mesmo. Se a sua batedeira for ching ling pode não aguentar e queimar, mas já fiz muito essa receita em batedeira doméstica comum e sempre deu certo;
  • Não, essa receita não leva fermento em pó, somente o bicarbonato de sódio que funciona como agente de crescimento da massa. Nunca substitui por fermento, então não sei se dá certo;
  • Nunca fiz com farinha integral, nem com açúcar mascavo, nem com outras substituições do tipo – algumas pessoas fizeram e deixaram comentários aqui.

Ingredientes

  • 1 1/3 xícaras de óleo vegetal (uso o de canola)
  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de canela em pó
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de chá de sal
  • 2 xícaras de açúcar refinado
  • 3 ovos
  • 3 a 4 maçãs (a receita pede das Granny Smith, mas eu já usei gala e fuji), descascadas, sem sementes e cortadas em cubinhos.
  • 1 xícara de nozes ou pecãs (opcional)
  • 1 colher de chá de essência de baunilha (nunca uso)
  1. Preaqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga e polvilhe com farinha de trigo uma forma grande de buraco no meio, ou uma redonda de 25cm.
  2. Peneira numa tigela grande a farinha, canela, bicarbonato e sal. Misture bem e reserve.
  3. Na tigela da batedeira, coloque o óleo, os ovos e o açúcar. Bata em velocidade alta até ficar amarelo claro.
  4. Com a batedeira em velocidade média, vá acrescentando a mistura de farinha gradualmente, e abata somente até ficar homogêneo.
  5. Junte as maçãs picadas e as nozes, e misture com uma colher grande ou espátula. Junte a baunilha e mexa bem.
  6. Transfira a massa para a forma preparada e asse até que um palito saia seco quando espetado no centro do bolo (de 50 minutos a 1 hora).
  7. Retire do forno e deixe amornar. Desenforme e vire o bolo de cabeça para cima. Deixe esfriar completamente para servir.

apple-cake-slice

E segue aí um pedacinho pra vocês também, viu?

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