docinhos

Biscoitinhos com recheio de morango e limão (pink-lemonade)

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Lá vou eu escrever de novo sobre etiqueta na internet, mas preciso desabafar.

Acho engraçado quando a gente posta uma foto no facebook ou instagram de alguma coisa que a gente fez e as pessoas comentam entre elas como se quem postou a foto não estivesse lendo. Tipo: “olha que legal prima, vamos fazer essa receita, a que horas você vai chegar na casa da vó no domingo?”, e a prima responde “acho que chego em cima da hora pra não ter que conversar muito com o chato do tio Fulano kkkkk”, e por aí vai.

Mas também tem coisas que não são tão engraçadas como por exemplo “aff, quanto açúcar, esse doce tem diabetes no recheio”, ou até quando a gente posta a foto de um bolo decorado e alguém marca outra boleira “Fulana, você consegue fazer igual bem baratinho?” ou até o famigerado “quanto?”.

Como quem está na chuva é pra se queimar molhar eu nem ligo – minha forma de administrar comentários em todas as redes sociais sempre foi apagar somente aqueles ofensivos e que trollam de propósito.

Mas essa semana que passou aconteceu o inverso comigo. Eu seguia a página de uma doceria em São Paulo no Instagram – os doces de dar água na boca, mas eles atendem somente eventos, então ficava só na vontade de experimentar. Até que postaram que iriam abrir uma loja de donuts – me empolguei e já marquei uma amiga minha que ama donuts. E o que aconteceu? Minha marcação foi apagada e fui banida da página. Minha amiga (que nem doceira é) fã de donuts também foi banida da página.

Mandei um email pra loja tentando esclarecer – não é só porque eu sou doceira que não sou consumidora de doces né? Muito pelo contrário aliás. Não tive nenhuma resposta, e continuo banida da página. Fiquei mega chateada porque sempre acreditei que me comporto muito bem na terra das internetes, mas me fez pensar também que administrar um espaço virtual (e um negócio na vida real)  não é pra qualquer um mesmo. E pode ter certeza que essa futura loja de donuts terá duas clientes a menos.

Agora que eu desabafei (obrigada gente), segue uma receita bem simples de biscoitinhos com recheio de morango – eu achei eles lindos demais, e já imaginei uma linda bandeja de pedestal numa festa de chá de bebê, na mesa de café de um casamento mais rústico ou até para receber visitas numa maternidade. O curioso é que a receita pede só 1 morango – isso mesmo, uma unidade de morango. E podem marcar seus amigos à vontade na foto tá? ;)

Biscoitinhos pink-lemonade

Adaptados da revista “Martha Stewart” de junho/2015

Rendimento: mais ou menos 25 unidades

Para a massa

  • 2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 2/3 xícara de açúcar de confeiteiro
  • 1 pitada de sal
  • 200g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • raspas da casca de 1 limão siciliano
  • 2 colheres sopa de suco de limão

Para o recheio

  • 1 morango bem madurinho
  • 1 xícara de açúcar de confeiteiro
  • 2 colheres de sopa de suco de limão

Forre duas assadeiras grandes com papel manteiga. Numa tigela, misture juntos a farinha, a metade do açúcar de confeiteiro, o sal e reserve.

Na batedeira, bata a manteiga com o restante do açúcar, as raspas e o suco de limão até ficar claro e fofinho. Junte a mistura de farinha e bata em velocidade minima somente para misturar.

Faça bolinhas de 4cm de diâmetro e coloque nas assadeiras preparas, com uma distância de dois dedos entre elas. Congele por 10 minutos enquanto preaquece o forno a 170 graus.

Asse na grade do meio do forno por 10 minutos. Tire a assadeira do forno e faça um buraquinho no meio de cada bolinha com o cabo de uma colher de pau e continue a assar por mais 10 a 15 minutos – até ficarem douradinhas embaixo. Deixe esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro antes de rechear.

Faça o recheio: numa tigela pequena, amasse o morango com um garfo até triturar bem. Junte o açúcar e o suco de limão, aos poucos, até ficar um creminho grosso. Com uma colherinha de café coloque o recheio em cada buraquinho dos biscoitos e deixe endurecer (demora uns 10 minutinhos). Os biscoitinhos podem ser guardados em pote com tampa por até uma semana.

pink lemonade cookies

Doce de abóbora de coração

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Um negócio que eu sempre quis saber como era feito era o doce de abóbora de coração.

Lembro bem da minha mãe falando quando a gente era criança que não dava pra fazer em casa, tinha que deixar descansar no sol um dia inteiro pra formar a casquinha. Muito me impressionou essa história do sol: ficava imaginando a fábrica de doce de abóbora com um quintalzão enorme cheio da assadeiras no chão com os corações secando por horas a fio. E se chovesse? Será que vinha um monte de funcionários com guarda-chuvas ou tinha que jogar tudo fora?

No fim das contas desisti de fazer os corações em casa, principamente porque a gente morava em apartamento e mamãe  me convenceu de que seria meio inconveniente ficar tomando conta dos doces na piscina do prédio.

Mas eu cresci e agora sou mulher (bj Sandy Júnior) e né, não é possível, tem que ter um jeito de fazer esse docinho sem depender das condições meteorológicas. Depois de exaustivas pesquisas o pessoal dos laboratórios The Cookie Shop chegou às seguintes conclusões:

1. Sim, existem receitas que pedem que o doce seque ao sol e minha mãe não estava tentando me enganar;

2. Porém o sol não serve pra nada porque o açúcar do doce cristaliza de qualquer jeito.

O processo foi bem fácil e pra mim deu super certo – se vocês fizerem me contem se gostaram!

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Doce de abóbora de coração


rendimento varia conforme o tamanho dos corações, cerca de 20 unidades

Algumas observações antes da receita: usei o mesmo peso da abóbora em açúcar, por exemplo, para 1 kg de abóbora, 1 kg de açúcar. Pode diminuir ou aumentar conforme a necessidade. A melhor abóbora para doces é a abóbora de pescoço ou abóbora seca. Pode usar também a abóbora paulista se não encontrar a outra.

O corte do doce em corações gera algum desperdício, já que sobram rebarbas. Dá também para esperar esfriar um pouquinho e modelar quenelles com duas colheres, ou ainda cortar em quadrados.

  • 700g de abóbora seca, descascada e cortada em cubos
  • 1 pauzinho de canela
  • 6 cravos
  • 1/2 xícara de água
  • 1 colher de chá de vinagre
  • 700g de açúcar cristal

Numa panela média coloque a abóbora, a canela, os cravos, o vinagre e a água. Tampe e deixe cozinhar em fogo médio até a abóbora ficar desmanchando. Se a água secar pode pingar um pouquinho mais.

Retire a canela e os cravos. Nesse momento, se a preferência for por um doce mais cremoso, passe a abóbora numa peneira ou bata com o mixer na panela mesmo. Se gostar do doce com mais textura (eu prefiro assim) amasse a abóbora com um garfo para desmanchar.

Junte o açúcar, misture e deixe cozinhar em fogo médio-alto com a panela destampada até restar pouco liquido.

Aproveite para untar a bancada ou uma assadeira com manteiga.

Comece a mexer o doce com uma colher de pau ou espátula de silicone como se fosse brigadeiro, até o liquido secar e desprender do fundo da panela. Nesse momento é importante não deixar cozinhar demais, senão o doce açucara totalmente quando esfria e vira uma rapadurinha de abóbora.

Passe o doce da panela para a bancada ou assadeira untada. Deixe amornar e firmar e corte os corações. Deixe descansar por algumas horas (deixei umas 3 horas) e vire para secar o outro lado.

Guarde em recipiente vedado. Validade de 5 dias.

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Presente da cozinha – fudge super fácil de caramelo, chocolate e flor de sal

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Outro dia minha amiga Paula Simões me apareceu com esses fudges.

Provei um pedacinho e me apaixonei – caramelo, chocolate e sal, na minha opinião, é a combinação mais espetacular que já foi criada na confeitaria. Infelizmente eu bobeei e quando fui procurar onde estavam os docinhos eles já tinham todos desaparecido, e eu fiquei pensando que aquela deliciosidade devia dar o maior trampo pra fazer e chorei um pouquinho por dentro.

Dias depois pedi a receita prazamiga, apenas por curiosidade.

Para a minha felicidade azamiga não é boba nem nada – achou a receita de doce mais fácil de toda a rede mundial de computadores, mais conhecida como internets. Talvez até a receita mais fácil do mundo.

E nesses tempos de vacas magras, esses fudges embalados numa bela lata servem de presente de natal pra qualquer ente querido que aprecie um bom doce.

Fudges de caramelo, chocolate e flor de sal super fáceis (adaptados daqui) – rende 24 unidades

  • 500g de chocolate branco picado
  • 1 lata de leite condensado cozido na pressão por 40 minutos, ou o equivalente em doce de leite pronto (395g)
  • 150g de chocolate meio amargo picado
  • 30g de manteiga sem sal
  • flor de sal a gosto

Forre com papel alumínio uma forma quadrada de 20cm. Numa tigela resistente ao calor, derreta o chocolate branco no microondas em intervalos de 30 segundos, na potencia média. Junte o doce de leite e uma pitada gordinha de flor de sal e misture bem até ficar homogêneo. Vai se formar uma pasta pesada. Passe a mistura para a forma forrada e espalhe com as mãos.

Derreta o chocolate amargo com a manteiga no microondas em intervalos de 30 segundos, potencia média. Quando ficar brilhante e homogêneo, espalhe sobre a primeira mistura de doce de leite. Polvilhe com mais flor de sal, a gosto.

Deixe endurecer em temperatura ambiente (vai levar umas 6 horas) e corte em pedacinhos. Pode também endurecer na geladeira, mas quando tirar pode acontecer de se formarem gotinhas de água na superficie.

Para aumentar a durabilidade, substitua essa cobertura por chocolate temperado.

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Fazendo mágica – brigadeiro milagroso no banho-maria

Brigadeiro no banho-maria

 

As pessoas de modo geral acham que a vida da doceira é uma coisa fácil e fofa, um mundo cor de rosa que cheira a baunilha e os passarinhos ajudam a gente a decorar os bolos. Tipo a Branca de Neve.

Tanto que uma pergunta que a gente ouve muito é a famigerada: VOCÊ TRABALHA TAMBÉM OU SÓ FAZ DOCE?

Olha, é tudo fofo mesmo, e às vezes cheira a baunilha. E chocolate. Mas o que ninguém imagina é que para a fofura acontecer corre muito sangue, suor e lágrimas por aqui. Ok, talvez não o sangue e lágrimas só de vez em quando, mas tem muito fardo de farinha e açúcar pra carregar, muita embalagem pra comprar, muito trânsito pra pegar e muito, mas MUITO brigadeiro pra mexer.

E todas as vezes que eu tenho que mexer uma panela com 6 receitas de brigadeiro ao mesmo tempo me entrego a uma longa reflexão (longa mesmo, porque dar ponto em 6 receitas de brigadeiro de uma vez demoooooooora pacas): tem que existir um jeito mais fácil de fazer isso, não é possível.

Aí um dia desses, enquanto fazia um pudim, uma lampadinha se acendeu – e se eu colocasse tudo no banho-maria, será que daria certo?

Coincidentemente essa semana apareceu um post na minha timeline do FB de uma colega que faz doce de leite dessa forma – coloca o leite condensado numa forma e assa em no banho-maria, coisa que eu já tinha visto em alguns blogs de países gringos que não tem o costume de usar panela de pressão.

Então fui pra cozinha testar essa idéia – dei uma mexida na receita tradicional do brigadeiro, porque imaginei que como não teria a evaporação normal que acontece no brigadeiro de panela teria de colocar alguma proteína (farinha, gema de ovo ou leite em pó) para ajudar a ficar cremoso. Demorou bastante para dar ponto (ficou 2 horas no forno), mas enquanto isso fiz mil coisas e não fiquei com dor na mão de ficar mexendo o doce na panela, então acredito que tenha sido um EPIC WIN.

Meu amigo Thomaz (tem sempre um espertinho rs) me perguntou se não era mais fácil fazer no microondas. Eu não acho – no microondas dificilmente consegui um ponto perfeito para enrolar e em 80% das vezes o brigadeiro ferveu e sujou todo meu forno. Fora que só dá p fazer uma receita por vez.

Posto aqui então a receita que fiz como teste. Acredito que dê ainda para melhorar alguma coisa, só tempo e prática ajudarão a aperfeiçoar o processo e conto com a colaboração de quem quiser arriscar fazer e postar aqui suas impressões!

Brigadeiro Milagroso no Banho-Maria (versão Beta)

Se quiser dobrar ou triplicar a receita só tome o cuidado da forma não ficar muito cheia de brigadeiro – melhor se for uma forma maior e a massa fique mais espalhada, baixinha na forma, senão pode demorar muito para assar.

  • 1 lata de leite condensado
  • 1/2 caixinha de creme de leite UHT
  • 3 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 4 colheres de sopa de leite em pó integral instantâneo (tem que ser esse senão não dá ponto)
  • 1 colher de sopa de manteiga derretida

Aqueça o forno a 200 graus e coloque uma forma com bastante água quente na grade mais baixa do forno. Numa forma redonda misture todos os ingredientes com um fuet. Tampe com papel alumínio e leve ao banho-maria (verifique se a água não está secando).

Depois de 1 hora de forno, abra o papel alumínio e misture bem. Leve ao forno por mais uma hora, repondo a água se necessário.

Ao fim das duas horas verifique se a mistura está pastosa e firme e dê uma boa misturada – a espátula ou fuet deverão deixar um rastro no creme que não se desmancha com facilidade.

Depois de frio fica assim:

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Se for colocar em copinhos ou rechear bolos utilize em temperatura ambiente. Para enrolar leve à geladeira para gelar.

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Sanduíches de suspiro com chocolate meio amargo

sanduíches de merengue com chocolate meio amargo

Vocês pensam que é fácil a vida da doceira, mas é uma luta. Explico: a gente acaba fazendo sempre os mesmos doces para as encomendas das clientes, mas aí é aquela coisa – sobra um pouco de brigadeiro aqui, uma tampa de bolo ali, aquele cookie que ficou feio e não passou no controle de qualidade  fica rodando na tapaué olhando pra você.

Aí, de vez em quando, a gente olha aquilo tudo e a cabecinha começa a pensar – e se eu juntasse esse resto de doce de leite com aquele resto de bolo de nozes e fizesse um pavê? E se eu esmigalhasse esses cookies e fizesse um sorvetinho? Aí, em nome da gordice  ciência, a gente faz esse tipo de experiência bem calórica que atrapalha toda a alimentação equilibrada que eu sempre sonhei em ter.

Já contei aqui que a minha vizinha é uma sortuda, porque eu despacho sempre alguma coisa pra lá, mas esses sanduíches de merengue com chocolate… Desculpa aí, vizinha, mas fico te devendo.

Os componentes da receita: uma sobra de merengue que eu uso como cobertura de bolos e cupcakes, que assei em forno baixíssimo por umas 3 horas até secar e ficar crocante e uma ganache de chocolate meio amargo que serve para várias coisas – desde cobrir bolos até enrolar em trufinhas.

Sanduíches de Suspiro com Chocolate Meio Amargo

Suspiro (esta receita precisa de um termômetro para uso culinário)

  • 3 claras grandes
  • 1 xícara de açúcar refinado
  • 1/2 colher de chá de extrato ou essência de baunilha

Ganache

  • 400g de chocolate meio amargo em barra, picadinho
  • 200g de creme de leite UHT

Prepare o suspiro

Forre duas assadeiras grandes com papel manteiga e prepare um saco de confeitar grande com um bico pitanga (eu usei o 1M da Wilton). Aqueça o forno  a 100 graus – se no seu não tiver essa temperatura coloque na mínima e deixe uma colher de pau na porta do forno. Numa tigela resistente ao calor, misture as claras e o açúcar. Coloque o termômetro na tigela e leve ao banho-maria, misturando com um fuet, até as claras atingirem 71 graus Celsius. Leve à batedeira e bata por mais ou menos 7 minutos, ou até ficar em ponto de merengue, formando picos firmes. Junte a baunilha e bata mais um pouquinho para misturar.

Passe a mistura para o saco de confeitar e forme rosinhas de merengue nas assadeiras preparadas. Achei esse video que mostra direitinho como eu fiz:

Leve ao forno por mais ou menos 2 horas, dependendo do tamanho dos seus merengues, ou até secarem bem.

Prepare a ganache:

Leve o chocolate ao microondas em intervalos de 30 segundos até ele estar parcialmente derretido, ou seja, quase todo liquido mas com alguns pedacinhos ainda inteiros no meio. Tire do microondas e misture com uma espátula até terminar de derreter tudo. Verifique se o chocolate está muito quente colocando um pouquinho no lábio – misture o creme de leite só quando estiver quase frio.

Deixe a ganache repousar até ficar em ponto pastoso para utilizar. Não coloque na geladeira, senão vai endurecer muito.

Montagem:

Coloque a ganache num saco de confeitar com bico liso pequeno ou pitanga francesa e aplique o recheio em metade dos suspiros, na parte lisa. Cubra com os suspiros restantes. Pode ser guardado em recipiente com tampa por até dois dias. Como essa ganache fica bem durinha é bem fácil de embalar para presente sem o risco de escorrer e melar tudo.

Não deu tempo de comprar presente?

Tá na mão!

Receitinhas pra não chegar de mãos vazias na festa de Natal, pra todos os gostos:

1. Caramelos de Baunilha e Flor de Sal – receita de média dificuldade, precisa de termômetro para caldas.

2. Shortbread de Castanha do Pará – fácil e a castanha pode ser substituida por nozes, amêndoas, etc.

3. Cocadinhas de Amêndoas e Chocolate – super fácil e sem gluten.

4. Biscoitos Spritz Amanteigados – uma delícia, derretem na boca. Trabalhosos.

5. Biscoitinhos de Laranja – Trabalhosos, mas uma das minhas receitas favoritas de biscoitos.

6. Blondies – Média dificuldade, mas só porque tem que picar as nozes e o chocolate, no mais é super tranquilo.

7. Palmiers de Canela – Se for fazer com massa folhada comprada pronta é facílimo!

8. Fudge de chocolate com pistache – essa é boa de fazer com as crianças, já que não vai ao fogo.

9. Brigadeiro de Pistache da Nena – É brigadeiro. É pistache. Sem mais.

Agora é só caprichar na embalagem e Feliz Natal!

The Cookie Shop Convida – Nena Chocolates e o Brigadeiro de Pistache

fotos: Alessandra Luvisotto

De vez em quando é bom dar a palavra a quem é especialista em alguma coisa, né?

Hoje o espaço vai para a minha amiga Alessandra Luvisotto, da Nena Chocolates – uma menina das mais talentosas e que faz os melhores brigadeiros do mundo.

Pra quem está afim de aprender mais receitas exclusivas, a Alessandra vai dar uma aula especial de brigadeiros gourmet aqui em São Paulo, no Ateliê Lili e Clô, no próximo dia 03 de dezembro (informações no email atendimento@lilieclo.com.br)

Com vocês, Alessandra:

***

Quando a Paula me convidou pra colaborar com o blog com uma receita de brigadeiro eu entrei num dilema: tradição ou inovação? É fato que o nosso bom e velho brigadeiro de cada dia está mais do que na moda, virou objeto de desejo e ganhou um espaço importante na gastronomia brasileira.

Refletindo sobre o assunto escolhi a receita a seguir justamente fazendo um elo entre o docinho e minha carreira profissional. Quando entrei pro curso de Gastronomia em 2006 eu já tinha em mente o sonho de me tornar uma confeiteira profissional. O conhecimento de um mundo novo de ingredientes e técnicas somado às experiências profissionais que tive no meio do caminho me levaram à olhar para as origens de uma cozinha que me levou a me profissionalizar academicamente.

Decidi então por ficar com a “baixa gastronomia” e dentro dela trabalhar os melhores ingredientes e técnicas pra aprimorar e diversificar doces que originalmente são comuns e populares. Acabei por descobrir que sou mais feliz assim.

 Brigadeiro de pistache -20 unidades de 24g

  • 1 lata de leite condensado (395g)
  • 1 caixinha de creme de leite UHT (220g)
  • 25g de leite em pó
  • 50g de pistache triturado
  • 20g de pasta de pistache*
  • + pistache triturado para confeitar

Numa panela junte o leite condensado, creme de leite, leite em pó e o pistache triturado. Cozinhe, mexendo sem parar, até dar o o ponto de brigadeiro, retire do fogo e acrescente a pasta de pistache. Leve à geladeira até resfriar por completo. Enrole as bolinhas de brigadeiro com as mãos untadas com manteiga e passe-as pelo pistache triturado.

* Se você não tiver a pasta de pistache, utilize algumas gotas de corante verde e extrato ou essência de pistache depois do cozimento.

Alessandra Luvisotto – Nena Chocolates

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