sem gluten

Uma trovinha e um quindão

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Ó quindim

Porque és tão delicioso assim?

Quero um inteiro todinho pra mim

Mas o quê? Já acabou em um só minutim!

Não sei lidar com essa emoção.

A solução?

Um quindão.

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O quindão é mesmo a solução pra várias coisas da vida, seja resolver uma sobra grande de gemas, seja uma preguiça de untar forminhas pra fazer vários quindins, seja uma lombriga inquieta querendo um açuquinha.

Seja quindim, seja quindão (que nada mais é do que um quindim grandão) pra mim esse é o doce brasileiro mais gostoso de todos desde Pedro Álvares Cabral. E como todo doce antigo, não é necessariamente difícil de fazer porém tem seus rituais.

Nem sempre eu acredito na eficiência desses processos (ALERTA POLÊMICA: eu não aceito que seja a pele das gemas que deixa cheiro de ovo nos doces até que me tragam provas concretas e façam um teste cego) mas esse é um dos poucos casos em que eu respeito todas as mandingas da receita.

Quindão  (do caderno de receitas da família)

  • 1 coco fresco ralado ou 1 pacote de 100g de coco em flocos hidratado em meia xicara de água quente
  • 450g de açúcar refinado
  • 24g (2 colheres de sopa) de manteiga
  • 16 gemas
  • extrato de baunilha

Derreta a manteiga em uma panelinha em fogo baixo. Deite o coco ralado, o açúcar e a manteiga derretida numa tigela e misture bem com as mão até ficar uma mistura bem úmida.

Peneire as gemas sobre a mistura do coco, adicione algumas gotinhas do extrato de baunilha e misture bem, sem bater, até ficar bem homogêneo. Cubra e deixe descansar por uma hora.

Unte uma forma de furo no meio de 20cm de diâmetro com manteiga e polvilhe açúcar. Deite a massa na forma, cubra com papel alumínio e deixe descansar por mais uma hora.

Aqueça o forno a 200 graus. Prepare um banho-maria no forno, colocando uma assadeira grande com água quente na grade do meio. Coloque a forma dentro da água do banho-maria e deixe assar, coberto, por 1h30. Verifique de vez em quando a água e se estiver muito baixa complete com mais.

Tire o papel alumínio e deixe mais 30 minutos para dourar o coco. Retire do forno, deixe amornar e desenforme sobre um prato de servir.

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Sorvete de cheesecake

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Sabe aquelas receitas que é só abrir a geladeira ou a despensa e todos os ingredientes estão ali? É só pegar tudo e ir pra cozinha? Então, essa não é uma delas.

Eu tenho uma lista interminável dessas receitas, parece aquelas cartas quilométricas que os fãs mandam pros seus ídolos.

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SIMULAÇÃO

Pra elas saírem do papel é preciso  que os astros se alinhem, todos os ingredientes estejam na minha cozinha e, o mais importante, a preguiça esteja de folga naquele dia.

Foi o caso desse sorvete de cheesecake, que aconteceu num momento de quase milagre/cometa halley em que o cream cheese e o creme de leite estavam na promoção em plena época de morangos. Não precisou nem espantar a preguiça já que a única coisa que vai ao fogo é a caldinha, o resto é só bater no processador e gelar na sorveteira.

Adorei o sorvete, a receita com certeza foi pro trono pelo sabor, cremosidade e praticidade. Luan, pode riscar aí da nossa lista.

Sorvete de cheesecake com calda de morango – adaptado do blog Joy the Baker

rendimento: 6 porções

  • 1 caixinha de morangos (lavados, sem folhas e cortados em quartos)
  • 60g de açúcar refinado (para a calda)
  • 300g de cream cheese gelado
  • 240g de creme de leite fresco gelado
  • 250ml de leite gelado
  • 210g de açúcar refinado (para o sorvete)
  • raspas de limão ou extrato de baunilha

Comece pela calda: leve os morangos e os 60g de açúcar ao fogo numa panela e cozinhe em fogo médio-baixo até ferver e o açúcar dissolver. Os morangos solta bastante suco, mas se ficar muito seco pode colocar um pouquinho de água. Deixe a calda de morangos esfriar antes de usar.

Para o sorvete: bata todos os outros ingredientes no processador até ficar uniforme e leve esse creme para a máquina de sorvete seguindo as instruções do fabricante. Normalmente eu deixo meus sorvetes na sorveteira por no máximo 25 minutos.

Passe o sorvete para um recipiente que possa ir ao freezer intercalando com a calda de morangos fria ou gelada, formando um leve marmorizado. Tampe e leve ao freezer ou congelador por pelo menos 3 horas para firmar antes de servir. Sugestão: sirva com biscoitinhos amanteigados, que farão as vezes da massinha do cheesecake.

 

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Save

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Pudim de Cocada

pudim cocada

Faz tempo hein gente? Mas ainda estamos aqui, ainda que bissextamente – é que ando bastante dedicada aos biscoitos decorados, estudando e dando aulas. E também tirei umas feriazinhas porque ninguém é de ferro.

Pra começar mais um ano blogueiro de um jeitinho tranquilo/favorável vai aí uma receita bem facinha de pudim, porém com um fator complicante só pra quem quiser fazer a guarnição de cocada de fita.

Esse pudim foi feito num improviso para aproveitar ingredientes que eu precisava usar e é um pouco diferente, porque ao invés da tradicional medida da lata com leite eu coloquei água. Achei que a textura ficou muito suave e cremosa, lembrando um pouco um flan.

O coco ralado dá aquela separada como se fosse um quindim e acaba formando como se fosse uma cocadinha no fundo. Inclusive dá pra fazer com leite condensado sem lactose, aí o pessoal intolerante pode comer feliz da vida.

Pudim de Cocada (rende 6 porções ou 1 pudim pequeno)

  • 1 lata de leite condensado (com ou sem lactose)
  • 1 medida da lata de água
  • 4 gemas
  • 1/2 pacotinho de coco ralado em flocos (pode usar o coco fino, mas achei que fica mais gostoso com o flocos)
  • essência de baunilha ou de coco (opcional)

Separe 6 ramequins ou uma forma de pudim com 18cm de diâmetro. Unte com manteiga e polvilhe açúcar OU se quiser com calda de caramelo: leve meia xícara de açúcar ao fogo alto numa panela de fundo grosso até derreter e ficar com cor âmbar. Despeje a calda com cuidado no fundo e laterais da forma ou potinhos.

Prepare um banho-maria no forno ligado a 200 graus, colocando água fervendo numa assadeira grande (já dentro do forno) onde caibam os pudins.

Bata no liquidificador o leite condensado, a água e as gemas até misturar bem. Misture o coco ralado no copo do liquidificardor e dê só uma pulsada para misturar. Distribua a massa do pudim entre os ramequins ou coloque tudo na forma maior. Coloque os pudins dentro da assadeira com a água quente e deixe assar por mais ou menos 40 minutos para os pudins menores e 1 hora para o pudim maior, tomando cuidado de completar a água do banho-maria se for secando. Teste com uma faquinha se a lâmina não sai melecada de creme, se sair somente úmida está pronto. A superfície deve estar douradinha.

Deixe esfriar e leve à geladeira de um dia para o outro antes de desenformar.

Para a guarnição de fitas de coco:

  • 1 coco fresco (já compro descascado no hortifruti)
  • 150g de açúcar refinado
  • 300ml de água
  • 1 pedaço de canela em pau (opcional)

Com um descascador de legumes retire fatias finas do coco para formar as fitas. Coloque a água, açúcar e canela numa panela e leve ao fogo. Assim que ferver e dissolver o açúcar, coloque o coco em fitas nessa calda. Baixe o fogo e deixe cozinhar sem mexer até o coco ficar transparente e flexível, uns 15 a 20 minutos. Guarde em pote com tampa e utilize frio para decorar o pudim.

pudim de cocada

Amendoim Confeitado

amendoim confeitado

Amendoim doce, amendoim praliné, amendoim do tiozinho do farol (ou sinal pra quem não é de São Paulo). Uma receita simples mas que eu nunca tinha conseguido fazer dar certo: ou a casquinha esfarelava demais ou os amendoins ficavam meio carecas, com pouca cobertura.

Às vezes na vida só o que a gente precisa é a voz da experiência. Comentando com a tia de uma amiga dessa minha deficiência em fazer minducas do farol ela me deu todas as dicas de seus anos de prática e, pela primeira vez, os danados ficaram incríveis.

Vou passar pra vocês a receita com os macetes da tia, tá? Satisfação garantida!

Amendoim Confeitado

  • 2 xícaras de amendoim cru (tem que ser cru e com a pelinha roxa, senão o açúcar não gruda)
  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 pitada gordinha de sal
  • 1 xícara de água
  • 2 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • canela em pau (opcional, dica da minha amiga Renata Damasio <3)

Junte todos os ingredientes em uma panela de fundo grosso – leve ao fogo alto mexendo sempre. É melhor se for uma panela alta, porque o fermento faz a mistura espumar e subir. Não tire o olho da panela, porque pode transbordar e a sujeira é de chorar (adivinha se eu não fiz isso?). Quando ferver abaixe o fogo para médio-baixo.

Aos poucos a mistura vai engrossando e ficando com menos espuma, continue mexendo até desgrudar do fundo da panela (no total dá uns 25 minutos de cozimento mais ou menos). Tire a panela do fogo e bata com a colher de pau até começar a açucarar. Pare de mexer e deixe esfriar por uns 10 minutos.

No começo a mistura espuma e sobe, depois vai engrossando até desgrudar da panela. Bata com a colher de pau até ficar como a segunda foto.

Com um garfo grande de duas pontas solte os amendoins e coloque para esfriar numa assadeira. Guarde em lata ou vasilha com tampa.

amendoim doce

Brigadeirão da Palmirinha

brigadeirão da palmirinha

Já contei mil vezes pra vocês que antes de ser doceira trabalhava na TV como produtora né?

Devo ter umas 4 mil histórias pra contar dessa época ~mágica~ da minha vida, desde ter andado de limousine em Hollywood até ter procurado um sambista bêbado perdido na Av Paulista que ia entrar no ar ao vivo e sumiu (não me peçam nomes que eu não falo nem sob tortura).

Mas de todas as minhas experiências, uma das mais legais pra mim é ter trabalhado com a Palmirinha Onofre. Na verdade nem era minha obrigação, eu produzia um outro segmento na emissora, mas havia uma coincidência de horários e eu ficava meio de bobeira logo na hora em que ela estava fazendo a preparação da receita do dia. Enquanto a gente papeava eu ia ajudando a picar um chocolate, lavar um prato, provava um bolinho de chuva, e assim meu dia mega estressante tinha um momento de paz e felicidade.

Daquela época eu guardei algumas receitas que tive o prazer de provar pessoalmente, e esse brigadeirão é uma delas – fora de brinca, nunca provei um igual. Fica super cremoso, sem nenhum furinho e com um gostinho de chocolate quente que a vó fazia.

Brigadeirão da Palmirinha

rendimento: 1 pudim de 20cm de diâmetro

  • 2 latas de leite condensado
  • 1 xícara (250ml) de leite integral
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 6 gemas
  • 4 colheres de sopa de chocolate em pó (50% de cacau)
  • chocolate granulado para a cobertura

Unte uma forma de pudim de 20cm de diâmetro com manteiga e polvilhe com açúcar. Reserve.

Preaqueça o forno a 190 graus. Prepare um banho-maria: coloque uma assadeira na grade mais baixa do forno e encha até a metade com água bem quente.

Bata no liquidificador todos os ingredientes menos o granulado (coloque primeiro os liquidos no copo do liquidificador). Bata até ficar bem homogêneo e passe a mistura para a forma preparada. Cubra com papel alumínio e coloque dentro da forma do banho-maria.

Asse por aproximadamente 01h30, observando se a água não começa a secar – se secar vá completando, senão o pudim talha e perde a cremosidade.

Dá pra ver se está pronto se o pudim estiver firme, mas ainda meio balançando no centro – pode testar com o dedo mesmo.

Deixe amornar e leve à geladeira por pelo menos 6 horas, ou de um dia para o outro.

Para desenformar passe uma faquinha pelas laterais da forma deixando entrar um pouquinho de ar. Se estiver muito colado, coloque por alguns segundos sobre a chama do fogão e tente novamente.

Vire sobre um prato e decore com o granulado. Sirva gelado.

fatia de brigadeirão

Receitas com nomes fofos parte 2 – Toucinho do Céu

toucinho do ceu

Ah, os ovos, esses incompreendidos pela sociedade. Durante anos foram vilões da alimentação, de castigo ajoelhados no milho junto com a cafeína e a manteiga.

Mas como tudo muda nessa ciranda da vida e da nutrição, agora ~estudos indicam~ que o ovo e seus amigos café e manteiga estão liberados e quem deve ir mofar no cantinho da disciplina é o glúten.

Para comemorar essa redenção porque não enfiar o pé na jaca e fazer logo uma ode ao ovo, uma linda homenagem em forma de doce português?

Reza a lenda que esse nome lindo, Toucinho do Céu, deve-se à receita original levar banha de porco. Como todos os meus doces portugueses preferidos este é um doce conventual, criados pelas freiras internas nos conventos de Portugal. Pesquisei um pouco e existem inúmeras receitas, variando bastante os ingredientes e sua proporção – nos blogs das colegas portuguesas de Lisboa a versão mais comum vai um pouco de doce de abóbora na massa, talvez para dar mais cor, mas eu quis fazer ele amarelinho claro e com uma vaga lembrança de quindim.

Para esta receita utilizei gemas pasteurizadas – elas estão bem mais fáceis de encontrar (já vi para vender em dois supermercados e várias lojas de confeitaria aqui em São Paulo). Infelizmente as embalagens disponíveis no varejo são de 1 litro, e depois de abertas tem que ser usadas em até 24 horas, então vale a pena comprar só se tiver planos para muito doce com gemas.

Caso utilize os ovos comuns, as claras congelam muito bem em potinhos menores. Eu congelo de duas em duas e uso para suspiros, coberturas de marshmallow, suflês salgados, mousses e buttercream, é só deixar em temperatura ambiente por algumas horas.

Toucinhos do Céu

rendimento: 24 unidades

  • 500g de açúcar refinado
  • 200ml água
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 180g de amêndoas moídas ou farinha de amêndoas
  • 4 ovos
  • 12 gemas
  • gotas de extrato ou licor de amêndoas (opcional)

Numa panela média de fundo grosso, misture o açúcar e a água até dissolver um pouco. Leve ao fogo alto, sem mexer, até ferver e o açúcar dissolver, formando uma calda em ponto de fio. Coloque a colher de manteiga sobre a calda e deixe amornar.

Unte com manteiga e polvilhe com açúcar 24 forminhas de empada, quindim ou cupcake. Coloque as forminhas em uma forma grande e reserve. Preaqueça o forno a 170 graus (forno baixo).

Numa tigela misture as amêndoas, os ovos e as gemas. Passe essa mistura para a panela com a calda e misture bem, fora do fogo. Quando estiver bem homogêneo volte a panela ao fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar e virar um creme leve. Desligue o fogo e misture o extrato de amêndoas ou licor.

Divida esse creme entre as forminhas e leve ao forno por mais ou menos 30 minutos, até passar no teste do palito.

Desenforme morno, quase frio, e polvilhe açúcar de confeiteiro ou açúcar gelado antes de servir.

Os toucinhos tem validade de 5 dias na geladeira, em pote com tampa.

toucinho do céu

 

Brigadeiro trufado de leite ninho

doce leite ninho

Engraçado como algumas coisas viram uma febre, todo mundo fica louco querendo, um monte de gente começa a fazer e depois parece que todo mundo enjoa ao mesmo tempo.

Já era assim antes da internet (o estrogonofe, tomate seco e petit gateau já foram chiquérrimos gente) e agora então a velocidade com que as coisas entram e saem da obsessão das pessoas é vertiginosa. Nem saímos do luto da morte do cupcake e já estão acumulando os corpos do bolo de churros e das paletas mexicanas na pilha dos finados.

Me causou curiosidade uma receita que está na boca do povo faz um tempinho, que é o tal brigadeiro de leite ninho. Já tinha ouvido falar de gente que comia leite ninho de colher quando criança, mas aparentemente eu era a única que a mãe não deixava cometer essa imprudência alimentar, já que deu uma loucura em todo mundo com esse sabor da infância repaginado.

Resolvi entrar nesse bonde do tigrão pra ver qualé, e sabe que fica bom? E que seja eterno enquanto dure esse amor.

Brigadeiro Trufado de Leite Ninho

Rendimento: 25 a 30 unidades

Para o brigadeiro:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixinha de creme de leite UHT (200g)
  • 4 colheres de sopa de leite em pó instantâneo (precisa ser instantânero para ficar bem lisinho)
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • Mais leite em pó (aproximadamente 1 xícara) ou raspas de chocolate branco para cobrir os docinhos

Para o recheio trufado:

  • 100g de chocolate ao leite picado
  • 100g de chocolate meio amargo picado
  • 100g de creme de leite de caixinha

Prepare o brigadeiro:

Numa panela antiaderente de fundo grosso, misture o leite condensado, o creme de leite e o leite em pó com um batedor de arame fora do fogo. Junte a manteiga e leve ao fogo médio-baixo mexendo sem parar até engrossar e desgrudar do fundo da panela. A consistência é parecida com a de um creme de confeiteiro, daqueles que vão dentro do sonho. Unte um refratário com manteiga e transfira a massa do doce. Cubra com plastico filme aderido a superficie e leve a geladeira. Esse brigadeiro boleia melhor quando gelado.

Prepare o recheio:

Coloque os dois chocolates em uma tigela resistente ao calor e leve ao microondas em potência média-alta para derreter em intervalos de 30 segundos. Quando estiver fluido misture o creme de leite e deixe descansar em temperatura ambiente – o recheio vai tomar consistência de trufa naturalmente, mas se estiver muito calor ou tiver  pressa pode levar um pouco à geladeira.

Faça os docinhos: com uma colherinha de café, faça pequenas porções do recheio trufado e vá colocando sobre um papel manteiga. Tem que ser bem pouquinho senão os brigadeiros ficam muito grandes.

Coloque o leite em pó ou raspas de chocolate branco em um prato fundo. Unte as mãos com manteiga e abra porções do brigadeiro na palma da mão, coloque um pedacinho do recheio e feche a massa branca ao redor. Passe no leite em pó e coloque em forminhas.

Pode ser guardado em recipiente fechado na geladeira por até 1 semana.

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E pra quem é fã desse sabor recomendo a receita de sorvete de leite ninho com Nutella no Prato Fundo.

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