tortas

Receitas com nomes fofos parte I – Amor em pedaços

amor em pedaços

Nas minhas pesquisas de receitas de antigamente sempre me deparo com doces curiosos. Tem  barriga de freira, pé de moça, manezinho araújo, pé de anjo, tabefe. E tem as românticas: beijo de mulata, bem-casados, casadinhos, nuvens, sonhos, e a lista é longa.

Algumas a gente ainda consegue encontrar a história do nome, outras só deus sabe, e o doce de hoje é uma dessas que a lenda se perdeu. Imagino que se chame amor em pedaços porque essas barrinhas são tão deliciosas quanto um pedacinho de amor (perdão pela cafonice). Pode ser também porque descascar e ralar um abacaxi pra fazer um doce pra alguém é uma verdadeira prova de amor, já que a receita é do tempo que os hortifrutis não vendiam as frutas sem casca pro pessoal mais preguiçoso.

Só sei que ficou uma delícia, impossivel comer um só.

Amor em Pedaços

adaptado daqui e daqui

rendimento: 15 pedaços grandes

Recheio

  • 1 abacaxi médio descascado, sem o miolo e cortado em cubinhos pequenos (pode passar levemente no processador se preferir, mas sem deixar virar suco)
  • 1 xícara de açúcar (refinado ou cristal)
  • 3 gemas
  • 1 xícara de coco ralado fresco

Massa

  • 1 xícara de açúcar refinado
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de café de sal
  • 200g de manteiga sem sal, temperatura ambiente, cortada em pedacinhos.
  • 1 ovo levemente batido

Prepare o recheio com antecedência, já que ele deve ser utilizado frio: numa panela grande coloque todos os ingredientes. Leve ao fogo médio mexendo sempre até secar bem o liquido e virar um doce com consistência de geléia – essa parte demora um pouco, tipo uns 20 a 30 minutos.

Deixe esfriar ou guarde em geladeira ou freezer para utilizar num outro dia.

Prepare a massa: preaqueça o forno a 190 graus. Forre uma assadeira retangular de mais ou menos 20X30cm com papel manteiga.

Numa tigela grande, misture o açúcar, fermento, farinha de trigo e sal. Junte a manteiga picadinha e esfarele com as pontas dos dedos até a farinha ficar amarelada e úmida, lembrando uma farofa. Junte o ovo e continue esfarelando a massa – não trabalhe em excesso, o objetivo é continuar com uma massinha esfarelada e quebradiça.

Distribua metade dessa farofa na assadeira e aperte levemente para forrar o fundo. Espalhe o recheio de abacaxi com a ajuda de uma espátula até quase chegar nas bordinhas. Cubra com o restante da farofinha, desta vez sem apertar.

Leve ao forno por aproximadamente 45 minutos, ou até dourar por cima. Deixe esfriar e corte em pedaços.

Pode ser guardado em recipiente vedado na geladeira por até 1 semana.

barrinhas abacaxi

Adeus 2012 – crumble de nectarina e mirtilos

crumble de nectarina

Lições que 2012 deixou:

– É difícil emagrecer 20 quilos depois dos 30, mas não é impossível;

– A pessoa em quem você mais confia pode ser também a que mais te engana;

– Nem sempre as pombas saem da frente de um carro em movimento;

– Sempre vai ter gente disposta a se vender por uma casa com piscina e um Chiquinho Scarpa way of life;

– É importante sempre se certificar de que a porta do banheiro está bem trancada, principalmente se for um local público e o banheiro for unissex (não perguntem);

– Às vezes a gente acha que não vai segurar a onda, mas acaba segurando;

– Quem tem amigos tem tudo;

– É a coisa mais legal do mundo ver um filho crescendo uma pessoa generosa e sincera, apesar de tudo;

– Dizer não pra gente aproveitadora faz bem pra saúde;

– Os melhores professores nem sempre são os mais famosos, ou os que cobram mais caro;

– Quem ri por último ri melhor.

Pode vir 2013. Um dia de cada vez, um passo depois do outro.

Pra vocês que andaram por aqui, e pra mim também, um ano doce, gostoso e descomplicado como esse crumble da receita, porque a gente merece.

Um beijo, desculpa qualquer coisa e não repara a bagunça!

Gratos pela preferência e voltem sempre.

A Gerência.

Crumble de Nectarinas e Mirtilos (ou de pêssegos) – adaptado daqui

  • 6 ou 7 nectarinas
  • 1 caixinha de mirtilos (opcional, pode usar congelados)
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 2 colheres de sopa de amido de milho

Para o crumble

  • 85g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 2 colheres de sopa de açúcar refinado
  • 2 colheres de sopa de açucar mascavo (bem apertado na colher medida)
  • 1 pitada de sal
  • 1 xícara de farinha de trigo

Aqueça o forno a 190 graus. Numa tigela grande, junte a nectarina cortada em gomos (pode cortar em oitavos), sem os caroços, os mirtilos, 1/2 xícara de açúcar e o amido de milho. Misture bem com uma espátula e passe para um refratário quadrado de 20cm (eu só tinha um oval, mas coube direitinho).

Na batedeira, bata a manteiga com os açúcares até ficar cremosinho. Junte o sal e a farinha e misture com a ponta dos dedos até formar uma farofa úmida. Distribua sobre as frutas no refratário e leve ao forno por 40 a 50 minutos, ou até dourar ligeiramente e as frutas borbulhando. Sirva morno ou em temperatura ambiente.

crumble

O que você quer ser quando crescer? – Torta de Maçã Americana

 

Quando criança, o que você queria ser quando crescesse?

Eu particularmente nutria a mais profunda admiração pelas caixas de supermercado, que passavam o dia apertando botões que faziam abrir aquela caixa registradora espetacular e cheia de dinheirinhos (sei que to véia, vocês aí que nasceram nos anos 90 saibam que nem sempre existiu código de barras, ok?).

E tinha também as chacretes, as dançarinas de maiôs brilhantes do programa do Chacrinha (já falei que to véia?).

Pra você que é xóvem e não sabe o que é chacrete:

* Não espere bom gosto de uma criança, ainda mais uma criança dos anos 80, período histórico de menor noção desde que o mundo é mundo. *

Mas infelizmente o programa do Chacrinha acabou, assim como os anos 80 (thank god) e acabei indo para a faculdade de Comunicação Social virar radialista – profissão que foi boa enquanto durou. Os ex-coléga de profissão e mais uma galera acharam super estranho eu ter virado doceira depois disso, mas veja se não estava escrito nas estrelas.

Bate- bola comigo mesma na infância:

– Livro preferido?  Manual da Vovó Donalda.

– Programa preferido? Assistir Ofélia com a minha avó.

– Brincadeira preferida? Fazer biscoitinhos com meu irmão.

– Um sonho? Fazer uma torta de maçã e deixar esfriando na janela.

Um verdadeiro embrião de cozinheira em formação, diz aí?

E olha aí o sonho de infância realizado – muitas e muitas tortas de maçã já saíram da minha cozinha. Só não deixo esfriando na janela porque moro em apartamento, o parapeito é estreito e vai que cai na cabeça de alguém.

E vocês, alguém aí conseguiu virar o que queria ser?

Torta de Maçã Americana da Vovó (rende 1 torta de 20cm de diâmetro)

Fora a parte de descascar e tirar o miolo das maçãs que é meio demorada, é muito fácil fazer esse tipo de torta de frutas, uma vez que ela consiste praticamente da massa e um monte de fruta lá dentro, e vai tudo pro forno de uma vez.

O segredo pra ela ficar bem bonitona é conseguir colocar o máximo de maçãs que der, até formar uma montanha – as frutas vão segurar a massa no lugar até começar a assar e a torta fica alta e não murcha.

Para a Massa Brisée

  • 2 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de sal
  • 200g de manteiga gelada, cortada em pedacinhos (sem sal)
  • 1/4 de xícara de água bem gelada (deixe um pouquinho a mais reservado, se precisar)

Para o recheio

  • 6 a 8 maçãs médias  (usei 7 maçãs granny smith) descascadas, sem o miolo e cortadas em fatias de 1 dedo
  • 1/4 de xícara de açúcar
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • noz moscada a gosto (opcional)
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 1 colher de sopa de maizena
  • 30g de manteiga cortada em pedacinhos

Para pincelar

  • 1 gema, misturada com 1 colher de sopa de creme de leite
  • açúcar cristal

Primeiro, faça a massa: No processador, pulse juntos a farinha, açúcar e sal para misturar. Junte os pedacinhos de manteiga gelada, e pulse algumas vezes para obter uma farofa grossa, com pedaços de manteiga maiores (os maiores devem ter o tamanho de ervilhas).  Com o processador ligado, junte a água gelada até a massa se juntar ligeiramente.

Passe para uma superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo e junte delicadamente a massa (vai estar um pouco seca e quebradiça, mas apertando um pouco ela se junta) formando uma bola. Se estiver ainda muito seca e não der pra juntar, espirre um pouquinho mais de água.Essa massa não deve ser amassada nem trabalhada em excesso, senão fica dura. Divida em duas partes e embrulhe em plástico. Deixe descansar na geladeira por 30 minutos. Reserve.

Numa tigela grande, misture as maçãs, açúcar, canela, noz moscada, suco de limão e a maizena com as mãos. Reserve na geladeira enquanto abre a massa.

Separe uma forma para tortas de vidro refratário redonda de 20cm.

Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra um dos discos de massa com o rolo e estique o suficiente para cobrir o fundo e laterais da forma. Ajeite com as mãos – se quebrar é só pressionar para remendar.

Corte a sobra de massa com uma faca ou tesoura e leve a forma forrada de massa ao freezer por 10 minutos.

Prepare a tampa da torta: abra o segundo disco de massa. Coloque o recheio de maçãs sobre o fundo já preparado, formando um monte alto no centro e distribua os pedacinhos de manteiga por cima. Coloque o disco de massa da tampa sobre o recheio pressionando levemente,  sele as laterais com um garfo ou apertando com os dedos para formar um desenho bonitinho.  Faça três furos com uma faca no topo da torta para escapar o vapor. Leve ao freezer por 20 minutos, enquanto aquece o forno a 200 graus.

Coloque a torta sobre uma assadeira forrada com papel manteiga (dá menos trabalho pra lavar depois). Pincele com a mistura de gema e creme de leite e polvilhe com bastante açúcar cristal.

Asse por 20 minutos, até começas a dourar. Reduza o forno para 180 graus e asse por mais uns 40 minutos, até estar bem dourada. Deixe amornar e sirva – a torta é melhor consumida no mesmo dia em que foi feita, porque o recheio começa a amolecer a massa.

Sobre vampiros e southern food – Pecan Pie

Outro dia fui fazer uma visita à minha amiga Lilian Trigo – sempre que a gente se encontra volto pra casa com uma sacolinha cheia de DVDs de séries e filmes que ela acha que vou gostar. Tem como não amar?

Então vocês podem culpar a Lilian pela minha ausência aqui no blog, tá? Ela me emprestou a primeira temporada da série True Blood, e eu simplesmente não consegui fazer outra coisa no meu tempo livre senão assistir a todos os episódios, de todas as quatro temporadas.

Atenção, o texto a seguir contém spoilers!

A história se passa numa micro cidadezinha no sul dos Estados Unidos, onde uma garçonete telepata se apaixona perdidamente por um vampiro de 175 anos. Os vampiros “saíram do caixão” e vivem normalmente na sociedade, já que não precisam mais se alimentar de sangue humano – os japoneses (quem mais?) inventaram um sangue sintético que é vendido em garrafinhas e aquecido em microondas.

Apesar do nonsense do storyline, a caracterização da vida cotidiana da cidade é muito realista, e vira e mexe as personagens estão comendo ou falando da deliciosa cozinha Cajun jambalayas, fritters, panquecas de milho fritas em gordura de bacon e tortas, muitas tortas. E lógico que a gordinha (eu), além de se deliciar com a história já fica com a barriga roncando e a cabeça cheia de idéias.

Exemplo: Num dos episódios, a avó de Sookie, a garçonete telepata, é brutalmente assassinada por um serial killer. Depois do enterro, a mocinha volta pra casa, abre a geladeira, e começa a comer uma torta de pecãs, bem devagar e com lágrimas escorrendo pelo rosto: era a última torta que a avó tinha feito pra ela, uma despedida mais definitiva que o próprio funeral.

Imediatamente fui procurar uma receita para reproduzir a torta da vó da Sookie – não sei se ficou igual, mas ficou deliciosa.

Pecan Pie – adaptada do livro Baking, from my Home to Yours

rende 1 torta de 20cm de diâmetro

Para a massa:

  • 100g de manteiga bem gelada, cortada em cubinhos
  • 1 1/4 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de café de sal
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 3 colheres de sopa de água super gelada (ou um tiquinho a mais, se necessário)

Para o recheio:

  • 3/4 de xícara de glucose de milho (ou mel)
  • 1/4 de xícara de açúcar mascavo
  • 1/4 de xícara de açúcar refinado
  • 3 colheres de sopa de manteiga derretida
  • 3 ovos
  • 1/4 de colher de chá de sal
  • 2 xícaras de nozes pecã

Faça a massa:

Primeiro de tudo, corte a manteiga e deixe no freezer enquanto prepara o restante dos ingredientes.

Coloque no processador a farinha, o sal e o açúcar. Pulse para misturar. Coloque a manteiga, tampe e pulse em intervalos curtos, umas 4 vezes, até a mistura parecer uma farofa grossa, como farinha de milho (os pedaços de manteiga na farinha vão estar do tamanho de ervilhas, não tem problema se tiver alguns pedaços maiores e outros menores).

Deixe a água a postos. Com o processador funcionando na velocidade mais baixa, já adicionando a água pela abertura da tampa até a massa “juntar”, mas sem ficar grudenta nem úmida. Não processe por mais de 30 segundos.

Embrulhe em plástico, apertando para juntar as migalhas soltas e formando um disco, mas sem trabalhar a massa (não queremos derreter a manteiga que deu tanto trabalho para ficar em pedacinhos e vai deixar a massa bem crocante).

Guarde na geladeira por pelo menos 1 hora, ou até 2 dias. Depois desse descanso, abra a massa com um rolo até ficar com aprox. 0,5 cm de espessura. Forre um refretário para torta de 20 cm. Corte as beiradas da massa e arrume bem bonitinho (veja dicas aqui). Fure o fundo com um garfo e coloque no freezer enquanto preaquece o forno a 210 graus, uns 15 minutos.

Faça o recheio:

Numa tigela grande, misture a glucose, o sal e os açúcares. Junte a manteiga derretida e misture bem.

Junte os ovos, um a um, batendo com um fouet ou garfo até incorporar bem. Junte as pecãs e misture.

Coloque o refratário da torta sobre uma assadeira e despeje o recheio. Leve ao forno e asse por 15 minutos. Diminua o forno para 180 graus e asse por mais 25 a 30 minutos, até a massa dourar e o recheio inchar, dourar e não balançar mais.

Deixe esfriar sobre uma grade. Sirva em temperatura ambiente.

Meu lado cafona – barrinhas de limão cravo

Ontem de manhã fui entregar um bolo aqui próximo de casa e vi a Rita Cadillac passeando na rua com seus cachorros.

“E daí? “, me pergunta você. Daí que eu tenho uma confissão a fazer. Estão preparados? Então, segura Berenice: eu sou tiete de celebridades, digamos, populares.

Me coloca um Caetano Veloso, um Paulinho da Viola, uma Fernanda Montenegro na frente que eu nem ligo, mas se um dia eu encontro o Silvio Santos gente, vocês vão ter que me segurar, porque eu vou tirar foto, abraçar e pedir autógrafo.

Não sei como explicar essa admiração, mas acho que vem da infância, daquelas tardes felizes de domingo assistindo Qual é a Música, Chacrinha e Bolinha, com sua eterna e inesquecível Bolete séria, a dançarina que nunca ria. Minha mãe, que era muito PHYNA, desligava a TV, tentava desviar a minha atenção, mas era só ela distrair que lá estava eu de novo, admirando os jurados do Show de Calouros, e rindo a valer da Aracy de Almeida detonando os pobres candidatos a cantor.

E até hoje, quando vejo alguém com a roupa muito larga, lembro daquela brincadeira do Domingo no Parque que as crianças enchiam a roupa de bexigas e o Silvio ia estourando com um alfinete.

Bom, era isso gente, eu precisava desabafar esse meu lado cafona. Agora me sinto bem melhor e podemos falar de novo sobre receitas.

Barrinhas de Limão Cravo (adaptado das barrinhas super azedinhas de limão e limão siciliano da Pat Scarpin) – rende 16 pedaços

Um conselho: se você gosta de sabores azedinhos, FAÇA. Usei uns limões cravo (aqueles cor de laranja, super perfumados) que vieram de um sítio, e o sabor ficou especial – aliás, os limões cravo passaram o limão siciliano na minha escala limonística e agora são os meus preferidos. Dá pra encontrar fácil em bons supermercados e hortifrutis.

Ingredientes para a base de biscoito

½ xícara (113g) de manteiga sem sal, derretida
¼ xícara de açúcar refinado
¾ colher de chá de extrato de baunilha
¼ colher de chá de sal
1 xícara de farinha de trigo

Para a cobertura de limão
1 xícara + 2 colheres de sopa de açúcar refinado
3 colheres  de sopa  de farinha de trigo
3 ovos
raspas da casca de 2 limões cravo (ou 1 limão tahiti e 1 siciliano)
1/2 xícara de suco de limão cravo coado
açúcar de confeiteiro, para polvilhar (opcional)

Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga uma forma quadrada de 20cm e forre com papel alumínio, deixando uma sobra para fora da forma, como se fossem alças – elas ajudam na hora de desenformar. Unte com manteiga o papel no fundo e nas laterais.

Para a massa:

Em uma tigela, misture a manteiga derretida fria com o açúcar, a baunilha e o sal. Junte a farinha e misture bem – você vai obter uma massinha um pouco mole e oleosa. Passe essa massa para a assadeira preparada e pressione, deixando uniforme e preenchendo toda a superfície.

Pressione esta massa na forma preparada de maneira homogênea, preenchendo todos os cantinhos. Asse por 25 a30 minutos ou até a base assar totalmente, e estar dourada nas bordas.
Para a cobertura:

Enquanto a massa está assando, misture numa tigela média a farinha e o açúcar. Junte os ovos e misture bem. Junte as raspas e o suco de limão.

Quando a base estiver pronta, reduza o forno para 150°C. Derrame a mistura de ovos e limão sobre a massa, sem tirar a forma do forno. Asse por mais 25 minutos ou até firmar e não balançar no centro.
Deixe esfriar sobre uma grade e retire da forma com a ajuda das alças de papel alumínio. Corte os quadrados sobre uma tábua, com uma faca bem afiada, polvilhe açúcar de confeiteiro e sirva.

Se sobrar (o que eu duvido) guarde em geladeira, em recipiente tampado.

É o fim – torta de crème brûlée

Daí que tinha um pessoal falando que o mundo ia acabar no sábado – parei pra pensar: “e se fosse verdade?”

Como já era sábado, se o mundo fosse realmente acabar eu teria minutos, com sorte talvez algumas horas para inventar coisas interessantes para fazer nos últimos momentos da humanidade. Mas o quê? Sair correndo na rua em desespero rasgando dinheiro? Ir pro supermercado e estourar o cartão de crédito em tudo que eu me controlo pra não comprar? Roubar uma Ferrari e sair a milhão?

Como estamos ouvindo essa história de fim dos tempos desde Nostradamus no Fantástico nos anos 80, achei mais garantido preservar o patrimônio e procurar uma receita bem boa, daquelas que você guarda e pensa: “tenho que fazer antes do fim dos tempos”.

Essa torta estava na fila faz um tempo e ó, ficou delícia. Da próxima vez que o mundo for acabar faço ela de novo, certeza.

Torta Crème Brulée  –  daqui

rendimento: 1 torta redonda de 25cm, ou 1 retangular de 30X15cm

para a massa:

  • 1 1/4 xícara de farinha de trigo
  • 2 c. sopa açúcar
  • 1/4 c. chá de sal
  • 113g de manteiga sem sal, bem gelada e cortada em cubinhos
  • 3 a 5 colheres de sopa de água gelada

para o recheio:

  • 1/2 fava de baunilha
  • 1 1/4 xícara de creme de leite fresco/ natas
  • 2/3 xícara de leite
  • 4 gemas
  • 1 ovo
  • 1/2 xícara de açúcar
  • pitada de sal

Primeiro, faça a massa: No processador, pulse juntos a farinha, açúcar e sal para misturar. Junte os pedacinhos de manteiga gelada, e pulse algumas vezes para obter uma farofa grossa, com pedaços de manteiga maiores (os maiores devem ter o tamanho de ervilhas).  Com o processador ligado, junte a agua até a massa se juntar ligeiramente.

Passe para uma superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo e junte delicadamente a massa (vai estar um pouco seca e quebradiça, mas apertando um pouco ela se junta) formando uma bola. Se estiver ainda muito seca e não der pra juntar, espirre um pouquinho mais de água.Essa massa não deve ser amassada nem trabalhada em excesso, senão fica dura. Embrulhe em plástico. Deixe descansar na geladeira por 40minutos.

Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra a massa com o rolo e estique o suficiente para cobrir o fundo e laterais da forma. Ajeite com as mãos – se quebrar é só pressionar para remendar.

Corte a sobra de massa com uma faca ou tesoura e leve a forma forrada de massa ao freezer por 10minutos. Aproveite para ligar o forno e preaquecer a 200º.

Fure o fundo da massa com um garfo, forre com papel aluumínio e complete a cavidade da torta com feijões crus (isso impede que a massa inche). Asse por 20 a 25 minutos, ou até as bordinhas dourarem levemente. Retire o papel alumínio com os feijões e asse mais um pouco até a massa dourar por completo (uns 15 a 20 minutos). Deixe esfriar.

Abaixe o forno para 150°.

Recheio: Enquanto a massa está assando, coloque numa panela o creme de leite, o leite e raspe a fava de baunilha com uma faquinha – misture com o creme na panela e junte também a fava. Leve ao fogo até quase levantar fervura. Desligue e deixe descansando por 30 minutos.

Numa tigela, bata as gemas e o ovo com o sal e 6 colheres de sopa do açúcar até esbranquiçar. Junte a mistura de creme de leite (retire a fava de baunilha) e misture bem. Coe com uma peneira.
Coloque a forma com a massa da torta dentro de uma assadeira grande e coloque no forno. Despeje o creme do recheio no fundo da torta e feche a porta do forno com cuidado para não derramar. Asse por aproximadamente 30 minutos, ou até as bordas do creme estarem firmes, mas o centro ainda mole. Deixe esfriar, desenforme e polvihe com o açúcar restante. Queime o açúcar para cramelar com um maçarico, ou coloque sob o grill do seu forno. Ou siga a dica da minha amiga @raqueldemeneses e queime o açúcar com as costas de uma colher aquecida na boca do fogão, com muito cuidado para não se queimar.

Receitinha do Coração – tortas de framboesa no palito

Eu <3 minhas clientes – às vezes elas tem umas idéias tão, mas tão legais, que eu é que deveria estar pagando pra fazer esses docinhos bacanas (brincadeirinha).

Olha esses biscoitinhos de botão que eu fiz para a inauguração do Atelier Le Kawaii, da minha amiga Elisa (que aliás, faz roupas sob medida, como antigamente, só que com um toque moderno – fica a dica!):

*Foto e tags da Nathalia Yamauti

E esse bolo do Super Mario Bros. para o aniversário do Lucas?

E  essa linda mesa temática que a decoradora Andrea Daccache montou? Eu fiz os biscoitinhos de siri, os cupcakes e os brownie pops de aguinha:

* foto Andrea Daccache

E nesse final de semana, fiz essas tortinhas de framboesa no palito para uma festinha, e elas ficaram tão gostosas que eu decidi postar a receita pra vocês – tudo idéia da cliente!

Tortinhas de Framboesa no palito – inspirado no blog Luxirare

* rende aproximadamente 30 tortinhas pequenas

Ingredientes da massa:

  • 200g de manteiga sem sal, super gelada e cortada em quadradinhos
  • 2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1/4 xícara de água bem gelada

Ingredientes do recheio

  • 3 xícaras de framboesas (usei congeladas – pode usar morango, amora ou qualquer frutinha vermelha)
  • 1/2 xícara de açúcar (pode usar mais ou menos, depende do seu gosto)
  • suco de 1/2 limão
  • 2 colheres de sopa de amido de milho

Montagem:

  • palitos de sorvete
  • 1 ovo batido
  • açúcar cristal

Prepare o recheio primeiro, porque tem que esfriar:

Numa panela, misture o açúcar e a maizena. Junte as frutas e o suco de limão e leve ao fogo, mexendo sempre, até ferver e engrossar um pouco. Retire do fogo, deixe esfriar – melhor ainda se estiver gelado na hora de utilizar.

Prepare a massa:

No processador de alimentos, ou numa tigela grande, misture a farinha, sal e açúcar. Junte a manteiga gelada e pulse por 10 segundos, até obter uma farofa grossa com alguns pedaços maiores de manteiga. (Se fizer à mão, misture com as pontas dos dedos, sem trabalhar muito a massa).

Junte a água gelada e pulse novamente até a massa se juntar (ainda vai ficar meio esfarelenta, mas é só apertar tudo num plástico e deixar descansar na geladeira por 1 hora).

Montagem:

Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra a massa com um rolo até ficar fininha. Corte os formatos que quiser com um cortador da sua escolha e distribua numa assadeira forrada com papel manteiga.

Coloque os palitinhos de sorvete no centro das massinhas e coloque uma colher de chá de recheio – não coloque muito, senão vaza na hora de assar. Cubra com o restante da massa cortada no mesmo formato e pressione as laterais com um garfo, como se fosse fechar um pastel. Leve à geladeira por 15 minutos, enquanto preaquece o forno.

Pincele com o ovo batido e polvilhe com o açúcar cristal. Leve ao forno e asse por mais ou menos 25 minutos, até dourar.

Como eu tinha um pouco de glacê real rosa, decorei as tortinhas depois de frias, polvilhei uns confeitos e deixei secar para servir.

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