Bolo Vegano de Chocolate (com cobertura)

Sim, esse bolo é vegano, e a cobertura também – mas o que é um bolo vegano?

Significa que ele não leva nenhum produto de origem animal, e eu acho fascinante essa desconstrução: de ver que é possível fazer um bolo gostoso, na verdade um bolo bem delicioso, de um jeito tão diferente, sem ovos, sem leite, sem manteiga.

A massa desse bolo já foi postada aqui há muito tempo – dessa vez refiz com algumas adaptações na massa e acrescentei uma cobertura fudge à base de leite de coco e chocolate meio amargo, também vegana.

Se quiserem ver o passo a passo em vídeo corram lá no meu Instagram – a receita está nos destaques dos stories.

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Areias Portuguesas

Chegou 2020!

Esse ano novo fiz diferente e não tracei metas nem fiz promessas: não vai ter dieta na segunda-feira, não me matriculei na academia, não vou (tentar) parar de comer chocolate, não sei quantos livros vou ler e não usei calcinha nova na virada.

Se 2019 me ensinou alguma coisa foi isso: a vida vem e atropela os planos da gente. Muitas coisas legais aconteceram dentro do script, algumas fora dele e outras que eu queria muito bateram na trave.

Escolhi a receita desses biscoitinhos portugueses pra fechar o ano passado e começar o novo justamente por isso – eles foram feitos pela primeira vez em 2019 para uma pessoa que eu gostava muito, mas que foi embora. Só que eles são também simples, doces, fáceis, deliciosos e lindos como eu desejo que esse ano seja pra vocês, e pra mim também. A gente merece.

Areias Portuguesas ou Areias de Cascais

  • 100g de açúcar
  • 200g de manteiga em temperatura ambiente
  • 300g de farinha de trigo
  • raspas de laranja ou limão (opcional)
  • 1 pitada de sal
  • Açúcar e canela a gosto para passar os biscoitos depois de assados

Preaqueça o forno a 180 graus. Separe uma assadeira grande de alumínio, pode ou não forrar com papel manteiga. Numa tigela grande, misture a farinha, açúcar e raspas. Junte a manteiga em pedacinhos e misture com as pontas dos dedos até formar uma massa quebradiça. Forme rolinhos, corte em pedaços e forme bolinhas do tamanho de brigadeiros.

Arrume na assadeira e asse por mais ou menos 15 minutos, até dourarem ligeiramente e estarem secas. Deixe amornar e passe no açúcar com canela. Guarde em potes depois de frias, validade de uma semana ou mais.

 

Torta de Maçã da Vó Holandesa (que eu nunca tive)

Quem me segue no Instagram deve ter visto: eu sai de férias e voltei à Europa – fui lá rever Paris e Amsterdã, depois de 23 anos (!).

Da minha viagem de xóvem (que foi também a primeira viagem internacional e o meu primeiro avião) me lembro da sensação de aventura e do impacto da beleza desses lugares, dos perrengues, dos trens e de como o mundo era diferente: foi tudo sem google maps, sem celular e com máquina fotográfica de filme, depois a gente revelava tudo e obrigava os parentes a ver toooodas as fotos de uma vez.

Eu sou a de blusa branca, com 21 anos, e essa é minha amiga Pat.

Dessa vez teve também perrengues, mas né, a internet salva e fica tudo certo, bem rapidinho. E teve também muito mais comidas gostosas, porque agora a gente cresceu e uma das poucas alegrias da vida adulta é comprar a comida que a gente quiser.

Uma dessas comidas gostosas foi uma torta de maçã, meio torta meio bolo, que me mandaram comer no Café Winkel 43, em Amsterdã. Não sei porque essa torta é tão famosa, apesar de muito boa, porque é uma receita bem tradicional de lá e pode ser encontrada em vários cafés.

Ela me pareceu tão simples que assim que cheguei já fui tentar reproduzir, e ficou bem parecida! A massa amanteigada, macia, o recheio azedinho de maçã com canela e um toque de limão conquistam o coração na primeira garfada – no café eles servem com chantilly ou sorvete e eu aconselho a fazer o mesmo em casa, apesar da torta ser uma delícia mesmo sem esses adendos.

A massa fica meio molenga mesmo, mas não precisa ter medo porque ela se auto conserta no forno e no fim funciona tá?

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