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Fim de férias (thank god) – pudim de pão de mel

pudim de pão de mel

Poucas coisas na vida exigem mais imaginação do que férias escolares de criança pequena. Adoraria poder passar o mês de julho num lindo hotel fazenda cheinho de monitores ou ir pra praia o mês inteiro, mas infelizmente esse ano não deu.

Foi gostoso passar bastante tempo com a menininha, inventando passeios e descobrindo a cidade, mas teve também muito malabarismo, já que eu estava tentando trabalhar no meio disso tudo. Criança não quer nem saber – como disse uma pessoa sábia no twitter que eu não lembro quem era, mesmo se uma mãe estiver carregando um hipopótamo nas costas e um gorila em cada mão os filhos ainda ainda vão falar “MÃE, SEGURA MINHAS COISAS PRA MIM”, jogar tudo em cima dela e sair correndo.

Enfim, hoje foi o primeiro dia de aula do segundo semestre e estou aqui aproveitando o silêncio e uma fatia desse pudim, bem devagarinho. Se você é mãe sabe bem do que estou falando, acho que você deveria correr pra cozinha e fazer um também. Você merece.

Essa receita foi inventada na intenção de recriar um pudim de pão que minha mãe fazia, mas não deixou a receita no caderninho. Acabei sendo criativa demais e no fim ficou nada a ver com o dela (risos), porém delicioso, não muito doce e com o sabor marcante das especiarias. Caso não curta alguma delas pode omitir sem problemas.

E falando em receitas da mamãe, o pessoal da revista Casa e Comida está com uma promoção bem legal. O Prêmio Receitas de Família vai eleger os melhores pratos criados pelos leitores – ou herdados daquele parente prendado. Os vencedores ganham uma viagem de 5 dias a Salvador, com direito a acompanhante, além de terem suas receitas publicadas na revista. Para participar consulte o link. As inscrições vão até dia 31 de agosto.

Pudim de Pão de Mel

  • 1/4 de xícara de açúcar cristal ou refinado (PARA CARAMELIZAR A FORMA ***NÃO COLOQUE NA RECEITA***)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 medida da lata de leite integral (mais ou menos 400ml)
  • 2 pãezinhos franceses amanhecidos, cortado em pedacinhos
  • 1 colher de sopa de chocolate em pó 50% de cacau
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1/2 colher de chá de cravo em pó
  • 1/2 colher de chá de noz moscada ralada
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 3 ovos

Coloque o pão de molho no leite e preaqueça o forno a 190 graus. Prepare uma assadeira grande com água quente para o banho-maria.

Numa forma para pudim pequena (a minha tinha 16cm de diâmetro por 8 de altura), coloque o açúcar e leve diretamente ao bico do fogão para caramelizar. Não esqueça de usar luvas longas, já que a forma vai esquentar e o caramelo quente é MUITO perigoso, queima feio. Quando estiver com aquela cor âmbar característica de caramelo, retire do fogo e vá virando a forma para caramelizar o fundo e as laterais.  Se você acha que não tem prática suficiente para queimar o açúcar direto na forma, dá também para fazer a mesma coisa numa panelinha e depois transferir o caramelo – sempre de luvas. Deixe esfriar.

Bata no liquificador o restante dos ingredientes. Transfira para a forma preparada e cubra com papel aluminio. Asse em banho-maria por mais ou menos 1 hora, ou até firmar. Deixe esfriar e coloque na geladeira por pelo menos 6 horas. Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim. Se estiver difícil de sair, coloque a forma direto sobre o fogo por alguns segundos para derreter um pouco a calda, e vire num prato grande.

Receitas de Família – bolo preguiçoso de laranja

Aqui em casa tenho uma boa quantidade de livros de receita – não tantos quanto alguns amigos blogueiros (alô Pat, alô VH!), mas com certeza mais que pessoas normais que não trabalham com cozinha.

Às vezes eu olho pra estante e penso que talvez se fizesse uma receita por dia pro resto da minha vida talvez eu conseguisse experimentar tudo que tem ali. Pra compensar o dinheiro que gastei com eles, né? Quem sabe um dia não me inspiro e mando um Julie e Julia nos livro tudo.

O problema é a preguiça.

Quando a preguiça domina nada mais me resta senão voltar para as origens e abraçar forte o conforto das receitinhas do caderno da mamãe. Quase tudo ali é fácil e rápido, sob medida para a mãe de 3 que trabalhava fora, e uma ou outra receita mais elaborada/chic/anos 80 (e pavês, muitos pavês).

Esse bolo de laranja estava meio escondido num canto de página. Sob o nome Bolo de Laranja Jô só uma lista de ingredientes e um modo de fazer meio mal explicado (dizia apenas bater tudo no liquidificador e assar), mas eu me lembrava dele muito bem, assado em tabuleiro retangular e cortado em losangos. A Jô eu não me lembro quem era, mas agradeço pela receita.

Me lembro que a laranja era batida no liquidificador com casca e tudo, e o bolo às vezes ficava com um leve amargor. Como não curto muito o sabor amargo em doces dei uma adaptada na receita – ele ficou bem fofinho, com um sabor suave de laranja, aquele bolo que abraça a gente pelo estômago.

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Pipoca doce caramelada (sem pipoqueira)

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Outro dia fui comprar um saquinho de pipoca na porta da escola da filha e, já com o saquinho na mão, perguntei quanto era, caçando as moedinhas dentro da bolsa. A resposta: CINCO REAIS SINHÓRA.

Oi? Cinco reais por um saquinho de pipoca murcha? Os pipoqueiros agora passam cartão de crédito? A pipoca é “gourmet”?

Ontem mesmo fui almoçar com uma amiga numa ~boulangerie~ chic na Vila Madalena. Pedi um crepe com salada de rúcula, nada baratinho. Quando o prato chegou, SURPRESA! O crepe meio borrachento e a salada de rúcula era uma mini cumbuquinha com cerca de 8 folhas pequenas e umas raspinhas de queijo. Cerca não, eram 8 mesmo, porque eu contei.

Olha gente, não sei se eu tô ficando velha, se é a copa do mundo ou se é o fim dos tempos mas se vão me enfiar a faca pra comer alguma coisa (nada contra) tem que ser uma delícia maravilhosa acompanhada de uma salada com uma quantidade de folhas que eu não consiga contar a olho nu.

Por isso que eu tô preferindo fazer as coisas em casa mesmo que ganho mais. E pra você também nunca mais depender do pipoqueiro ladrão, vai aí minha receita de pipoca doce – se quiser botar aquele corantinho vermelho pra ficar mais realista vai fundo.

Pipoca Doce Caramelada (sem pipoqueira)

Essa pipoca não tem muita receita, e eu faço meio de olho mesmo igual minha mãe me ensinou. Pra facilitar medi tudo da última vez que fiz pra poder publicar aqui. Se quiser pode colocar uma colherona cheia de achocolatado junto com o açúcar para ficar com o sabor trash da infância.

  • 4 colheres de sopa de óleo
  • 1 xícara de café de milho de pipoca
  • 1/2 xícara de açúcar (pode ser refinado, cristal ou demerara)
  • 1 pitada gorda de sal

Numa panela antiaderente bem grandona coloque o óleo e o milho. Tampe e estoure a pipoca normalmente em fogo médio.

Quando a pipoca tiver estourado completamente coloque o açúcar e o sal – se a panela estiver muito cheia tire um pouco da pipoca antes. Quando o açúcar começar a derreter abaixe o fogo e misture com uma colher de pau para envolver as pipocas no caramelo.  Essa parte é rápida e não pode bobear, se o caramelo ficar muito escuro a pipoca fica amarga – preste atenção, porque o açúcar continua cozinhando um tempo depois que a gente desliga o fogo.

Coloque a pipoca numa assadeira grande ou numa tigela resistente ao calor e termine de espalhar o caramelo com uma espátula ou colher de pau – CUIDADO PARA NÃO SE QUEIMAR, caramelo é um perigo.

Deixe esfriar, sirva e dê uma banana pro pipoqueiro.IMG_3975

 

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