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Pipoca doce caramelada (sem pipoqueira)

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Outro dia fui comprar um saquinho de pipoca na porta da escola da filha e, já com o saquinho na mão, perguntei quanto era, caçando as moedinhas dentro da bolsa. A resposta: CINCO REAIS SINHÓRA.

Oi? Cinco reais por um saquinho de pipoca murcha? Os pipoqueiros agora passam cartão de crédito? A pipoca é “gourmet”?

Ontem mesmo fui almoçar com uma amiga numa ~boulangerie~ chic na Vila Madalena. Pedi um crepe com salada de rúcula, nada baratinho. Quando o prato chegou, SURPRESA! O crepe meio borrachento e a salada de rúcula era uma mini cumbuquinha com cerca de 8 folhas pequenas e umas raspinhas de queijo. Cerca não, eram 8 mesmo, porque eu contei.

Olha gente, não sei se eu tô ficando velha, se é a copa do mundo ou se é o fim dos tempos mas se vão me enfiar a faca pra comer alguma coisa (nada contra) tem que ser uma delícia maravilhosa acompanhada de uma salada com uma quantidade de folhas que eu não consiga contar a olho nu.

Por isso que eu tô preferindo fazer as coisas em casa mesmo que ganho mais. E pra você também nunca mais depender do pipoqueiro ladrão, vai aí minha receita de pipoca doce – se quiser botar aquele corantinho vermelho pra ficar mais realista vai fundo.

Pipoca Doce Caramelada (sem pipoqueira)

Essa pipoca não tem muita receita, e eu faço meio de olho mesmo igual minha mãe me ensinou. Pra facilitar medi tudo da última vez que fiz pra poder publicar aqui. Se quiser pode colocar uma colherona cheia de achocolatado junto com o açúcar para ficar com o sabor trash da infância.

  • 4 colheres de sopa de óleo
  • 1 xícara de café de milho de pipoca
  • 1/2 xícara de açúcar (pode ser refinado, cristal ou demerara)
  • 1 pitada gorda de sal

Numa panela antiaderente bem grandona coloque o óleo e o milho. Tampe e estoure a pipoca normalmente em fogo médio.

Quando a pipoca tiver estourado completamente coloque o açúcar e o sal – se a panela estiver muito cheia tire um pouco da pipoca antes. Quando o açúcar começar a derreter abaixe o fogo e misture com uma colher de pau para envolver as pipocas no caramelo.  Essa parte é rápida e não pode bobear, se o caramelo ficar muito escuro a pipoca fica amarga – preste atenção, porque o açúcar continua cozinhando um tempo depois que a gente desliga o fogo.

Coloque a pipoca numa assadeira grande ou numa tigela resistente ao calor e termine de espalhar o caramelo com uma espátula ou colher de pau – CUIDADO PARA NÃO SE QUEIMAR, caramelo é um perigo.

Deixe esfriar, sirva e dê uma banana pro pipoqueiro.IMG_3975

 

Bolo de Milho Verde

Para encerrar as atividades juninas, vai aí um bolinho para aproveitar o bagaço que sobrou do curau, como eu prometi.

A receita é da amiguinha Palmirinha, minha fonte oficial de receitas brasileiras de avó – vale uma visita à página da receita original, onde ela ensina a fazer um suquinho de milho para acompanhar o bolo.

Aliás, o combo suco de milho + bolo de milho verde me lembra bastante a infância, quando a gente ia de Variant para a Praia Grande e parava no Rincão da Pamonha para fazer xixi. Será que ainda existe esse lugar? Eu achava incrível um lugar onde tudo era de milho, desde o sorvete até o suquinho.

Sem mais delongas, segue a receitinha – o bolo é saboroso, mas achei um tiquinho seco – talvez eu tenha deixado assar demais, ou pode ter sido o coco ralado que eu resolvi inventar de colocar, mas vale a pena fazer.

Bolo de Bagaço de Milho – adaptado da receita da vovó Palmirinha Onofre

  • 1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 xícara de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 1 xícara de açúcar refinado
  • 2 ovos
  • 1 xícara de bagaço de milho (6 espigas rendem isso, e o caldinho do milho serve para fazer curau)
  • 1/2 xícara de leite

Preaqueça o forno a 180 graus. Unte com manteiga e polvilhe farinha de trigo uma forma de buraco no meio, das pequenas ou médias.

Peneire a farinha com o fermento e o sal, numa tigela média. Reserve.

Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até ficar cremoso. Junte os ovos, um a um, batendo bem após cada adição. Junte o bagaço do milho.

Coloque a mistura de farinha, alternando com o leite (farinha, leite, farinha, leite, farinha) e bata até ficar homogêneo.

Passe a massa para a forma preparada e asse por mais ou menos 30 minutos, até passar no teste do palito. Deixe amornar e desenforme.

 

É o puro creme do milho – Curau de Milho Verde

E chega de novo aquela época do ano que eu amo, Junho, meu mês preferido. A bem da verdade, o mês preferido de todos os gulosos, o mês em que se vai a festas com muita comida e bebida, e ainda por cima está frio e dá pra usar um casacão pra esconder os quilos a mais que vão se acumulando até o fim das férias, quando a alegria acaba em agosto (o mês do desgosto), e todos correm para a academia.

Que beleza.

Passeando pelos corredores do hortifruti (outro prazer de gente comilona, passear no hortifruti), o milho verde me encarou amarelinho, e pensei na hora em curau, a receita junina mais fácil do universo. São só três ingredientes, quatro se contar a canela em pó, cinco se quiser colocar um leitinho de coco, e é barriga quentinha e feliz GARANTIDA.

Como diria o locutor do caminhão, é o puro creme do milho, venha experimentar essa delícia.

Curau de Milho Verde (rende 6 porções pequenas)

  • 6 espigas de milho verde
  • 1 1/2 xícara de leite (ou substitua 1/2 xícara por leite de coco)
  • 5 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)
  • Canela em pó para polvilhar

Numa tigela grandona e com uma faca afiada, retire os grãos das espigas, ou seja, debulhe tudo.

Coloque os grãos no liquidificador com o leite (e o leite de coco, se usar) e bata muito bem. Passe a mistura por um pano limpo ou peneira fina (reserve o bagaço que sobrar para fazer um bolo – receita em breve!). O líquido obtido vai para uma panela média com o açúcar. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até ferver e engrossar.

Coloque o creme em potinhos ou ramequins, ou ainda em um recipiente unico se preferir. Cubra com plástico filme aderido à superfície do curau para não formar película, deixe esfriar e leve à geladeira por uma hora.

Desenforme e polvilhe canela em pó a gosto para servir.

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