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Crème Brûlée – receita para o solitário (ou egoísta)

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O amor por essa receita já começou bandido – dei de cara com ela num livro de receitas que estava folheando numa livraria. O nome da receita: CRÈME BRÛLÉE FOR ONE.

O livro era lindo, cheio de fotos maravilhosas, mas… Custava carésimo e eu estava dura.

Eu precisava desse crème brûlée. Precisava. Ele seria só pra mim.  No amor e na gula guerra, dizem, vale tudo.

Eram só 5 ingredientes. Li a receita umas 10 vezes tentando decorar. Saí correndo da livraria e anotei tudo atrás de um papelzinho que estava na minha bolsa. Me senti meio criminosa, afinal tinha roubado uma receita ali na cara de todo mundo, em plena luz do dia.

Ontem, dia de folga, foi o dia do encontro clandestino com meu pessoal e intransferível crème brûlée. Pena que durou pouco, já estou com saudades.

 

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Crème Brûlée para 1 pessoa – do lindíssimo livro Paris Pastry Club, que um dia certamente comprarei.

  • 100g de creme de leite fresco
  • meia fava de baunilha
  • 2 gemas
  • 1 colher de sopa de açúcar refinado
  • açúcar demerara para caramelizar

Aqueça o forno a 150 graus e aqueça água para o banho-maria.

Numa panelinha pequena misture o creme de leite e as sementinhas da baunilha. Coloque também a fava e leve ao fogo para aquecer, mas não deixe ferver.

Numa tigela pequena misture bem com um fouet as gemas e o açúcar refinado. Despeje sobre as gemas o creme quente misturando sem parar até ficar uniforme. Transfira a mistura para uma tigelinha refratária. Cubra com papel alumínio e coloque numa assadeira com bordas altas. Coloque a água quente na assadeira até chegar na metade da tigelinha refratária. Leve ao forno por 40 minutos, até firmar nas bordas.

Deixe esfriar e leve para gelar por algumas horas (o meu eu coloquei no freezer por motivos de impaciência).

Polvilhe uma camada fina de açúcar demerara por cima do creme e queime com um maçarico, ou coloque no grill do forno até caramelizar.

Desligue o celular, sente no sofá com uma mantinha, coloque um filme bacana (pode até ser Amèlie Poulan, porque não?) e saboreie vagarosamente sem contar pra ninguém.

 

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A minha vizinha e uma receita de pudim de leite condensado sem furinhos

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Em São Paulo é assim: você pode morar anos da sua vida no mesmo prédio e ainda assim não saber o nome de nenhum vizinho.

Aqui todo mundo está com muita pressa, porque tudo é longe, tem muito trânsito, e pega muito mal se atrasar para um compromisso. Ninguém tem tempo de dar um bom dia mais simpático no elevador, e quem não está ocupado acha que o outro está então já nem puxa conversa pra não atrapalhar.

(A não ser que você esteja com uma criança fofa, um cachorrinho ou carregando bolos de aniversário decorados, nesse caso aumentam as chances de se ganhar sorrisos e um bate papo com um desconhecido, fica a dica).

Agora espia: todo dia 10 da manhã é hora de abrir a porta para entregar o lixo. Não sei muito bem como aconteceu, mas acho que de tanto abrir a porta às 10 da manhã e dar bom dia pra minha vizinha, e de tanto ela dar bom dia pra mim, acabou que começamos a conversar um dia desses. E no dia seguinte batemos mais um papinho rápido. E no outro dia levei uns docinhos pra ela. E no outro dia ela me emprestou uns ovos porque os meus tinham acabado. E no outro ela me mostrou os quadros do filho dela, artista super talentoso.  E num domingo desses passamos a tarde com as portas abertas, os netos e sobrinhos dela e a minha filha correndo de uma casa para a outra e nós duas tomando uma cervejinha encostadas no batente.

No último final de semana minha vizinha me convidou para almoçar na casa dela, na festa de natal da família. Eu fui, meio sem graça, meio com medo de atrapalhar. Cheguei lá com um pudinzinho na mão, mas saí com muito mais que isso, depois de ter sido recebida com tanto carinho, eu e a minha menininha, que até presente ganhou.

Dona Josefa, minha querida vizinha, nem sei se você vai ler, mas vai agora um recadinho pra você: obrigada por ter aberto a porta da sua casa para nós. Sua família é linda e a senhora é uma pessoa especial demais. Te desejo o natal mais feliz do mundo, e um ano novo cheio de almoços com muita gente e com muito pudim de leite.

E pra vocês aí que estão lendo, só posso desejar uma vizinha tão legal quanto a Dona Josefa. Feliz natal!

Pudim de leite condensado sem furinhos (ligeiramente adaptado do blog Colheradas)

Pudim de leite condensado é quase uma unanimidade, então é uma sobremesa ótima para servir num almoço ou jantar com bastante gente. Faça um pudim e alguma outra sobremesa com chocolate e a satisfação estará garantida.

A galera do pudim está dividida em dois times: com e sem furinhos. Eu sou do time furinhos, mas fiquei curiosa para experimentar essa receita que achei no blog Colheradas, e não me arrependi. A receita resultou num pudim lisinho, delicado e cremoso, um pouquinho mais doce do que a receita tradicional (aquela que vem na lata do leite condensado).

Ingredientes

  • 1/2 xícara de açúcar
  • 6 gemas
  • 2 latas de leite condensado
  • 2 latas (a mesma do leite condensado) de leite integral, mas com um dedo menos
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)

Preaqueça o forno a 200°C. Coloque uma assadeira funda na grade do meio do forno para fazer um banho-maria.

Numa forma para pudim de 20cm de diâmetro, coloque o açúcar e leve diretamente ao bico do fogão para caramelizar. Não esqueça de usar luvas longas, já que a forma vai esquentar e o caramelo quente é MUITO perigoso, queima feio. Quando estiver com aquela cor âmbar característica de caramelo, retire do fogo e vá virando a forma para caramelizar o fundo e as laterais.  Se você acha que não tem prática suficiente para queimar o açúcar direto na forma, dá também para fazer a mesma coisa numa panelinha e depois transferir o caramelo – sempre de luvas. Deixe o caramelo esfriar completamente.

Numa tigela média, desmanche as gemas com um fuet. Junte o leite condensado, o sal e a baunilha e misture bem. Junte o leite e misture até ficar completamente homogêneo.

Transfira essa mistura para a forma caramelizada, passando por uma peneira.

Cubra com papel alumínio e leve para assar em banho-maria por mais ou menos 1 hora (o meu ficou 1h30min), ou até firmar (teste com uma faquinha, se sair seca está pronto).

Espere esfriar e deixe na geladeira por umas 6 horas. Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim. Se estiver difícil de sair, coloque a forma direto sobre o fogo por alguns segundos para derreter um pouco a calda, e vire num prato grande.

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Brigadeirão com Pé-de-Moleque de Cajú

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E aí que sobrou gema.

Depois de tanto marshmallow, buttercream de merengue para uns cupcakes e outras coisas mais das encomendas da semana passada, fiquei com umas 8 gemas na geladeira, olhando pra minha cara. Eu já tentei congelar, mas não deu certo, elas ficaram duras, parecendo que tinham cozinhado – se alguém souber alguma técnica de congelamento, por favor, deixe a dica.

Saí em busca de receitas só com gemas e essa aqui já era velha conhecida – brigadeirão! Achei a receitinha em algum canto da internet, nesses Tudo Gostoso da vida. É um pudim bem cremoso e denso, bem doce também, mas sempre faz sucesso.

Pra dar aquela repaginada, ao invés de cobrir com granulado de chocolate, fiz uma calda de caramelo e um praliné de castanha de caju bem fácil.

Brigadeirão

  • 2 latas de leite condensado
  • 1 xícara de leite
  • 6 gemas
  • 5 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 1 colher de sopa de manteiga

Prepare uma forma para pudim de 20 cm untando com manteiga e polvilhando com açúcar.  Para esta versão, eu caramelizei quatro formas redondas de 10 cm da seguinte maneira:

Aqueça 1 e 1/2 xícara de açúcar em uma penela em fogo alte, sem mexer muito, até o açúcar derreter e ficar marrom claro. Distribua esse caramelo nas formas e espalle cobrindo fundo e laterais com uma colher de pau, de preferência usando pegadores de panela, para não se queimar. Sério: açúcar queimado queima MUITO, e eu tenho uma cicatriz na mão há anos pra provar.

Pre-aqueça o forno a 200 graus, coloque uma assadeira alta que caiba todas as formas dentro do forno e coloque água bem quente até a metade da assadeira.

Bata no liquidificador todos os ingredientes. Distribua entre as formas preparadas, cubra com papel alumínio e coloque com cuidado na assadeira com água que já está dentro do forno.

Asse por mais ou menos duas horas, ou até ficar mais firme nas laterais. Se a água secar, complete, senão o pudim fica ressecado.

Deixe  esfriar e coloque na geladeira por umas 6 horas (melhor de um dia para o outro). Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim, peça pra Nossa Senhora do Doce te ajudar e vire num prato.  Os meus sempre saem inteiros.

Decore com chocolate granulado a gosto ou faça a frescurite abaixo.

Pé-de-Moleque (praliné) de Castanha de Cajú

  • 1/2 xícara de castanha de cajú quebrada grosseiramente
  • 1 xícara de açúcar

Unte uma assadeira com óleo . Distribua as castanhas quebradas sobre a assadeira mais ou menos próximas.

Coloque o açúcar numa panelinha antiaderente e novamente derreta o açúcar até caramelizar.  Vá pingando esse caramelo sobre as castanhas de cajú, formando desenhos. Deixe esfriar, quebre em pedaços e empregue.

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Não perca: mais receitas com gemas no próximo post…

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