pudins

Receitas com nomes fofos parte 2 – Toucinho do Céu

toucinho do ceu

Ah, os ovos, esses incompreendidos pela sociedade. Durante anos foram vilões da alimentação, de castigo ajoelhados no milho junto com a cafeína e a manteiga.

Mas como tudo muda nessa ciranda da vida e da nutrição, agora ~estudos indicam~ que o ovo e seus amigos café e manteiga estão liberados e quem deve ir mofar no cantinho da disciplina é o glúten.

Para comemorar essa redenção porque não enfiar o pé na jaca e fazer logo uma ode ao ovo, uma linda homenagem em forma de doce português?

Reza a lenda que esse nome lindo, Toucinho do Céu, deve-se à receita original levar banha de porco. Como todos os meus doces portugueses preferidos este é um doce conventual, criados pelas freiras internas nos conventos de Portugal. Pesquisei um pouco e existem inúmeras receitas, variando bastante os ingredientes e sua proporção – nos blogs das colegas portuguesas de Lisboa a versão mais comum vai um pouco de doce de abóbora na massa, talvez para dar mais cor, mas eu quis fazer ele amarelinho claro e com uma vaga lembrança de quindim.

Para esta receita utilizei gemas pasteurizadas – elas estão bem mais fáceis de encontrar (já vi para vender em dois supermercados e várias lojas de confeitaria aqui em São Paulo). Infelizmente as embalagens disponíveis no varejo são de 1 litro, e depois de abertas tem que ser usadas em até 24 horas, então vale a pena comprar só se tiver planos para muito doce com gemas.

Caso utilize os ovos comuns, as claras congelam muito bem em potinhos menores. Eu congelo de duas em duas e uso para suspiros, coberturas de marshmallow, suflês salgados, mousses e buttercream, é só deixar em temperatura ambiente por algumas horas.

Toucinhos do Céu

rendimento: 24 unidades

  • 500g de açúcar refinado
  • 200ml água
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 180g de amêndoas moídas ou farinha de amêndoas
  • 4 ovos
  • 12 gemas
  • gotas de extrato ou licor de amêndoas (opcional)

Numa panela média de fundo grosso, misture o açúcar e a água até dissolver um pouco. Leve ao fogo alto, sem mexer, até ferver e o açúcar dissolver, formando uma calda em ponto de fio. Coloque a colher de manteiga sobre a calda e deixe amornar.

Unte com manteiga e polvilhe com açúcar 24 forminhas de empada, quindim ou cupcake. Coloque as forminhas em uma forma grande e reserve. Preaqueça o forno a 170 graus (forno baixo).

Numa tigela misture as amêndoas, os ovos e as gemas. Passe essa mistura para a panela com a calda e misture bem, fora do fogo. Quando estiver bem homogêneo volte a panela ao fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar e virar um creme leve. Desligue o fogo e misture o extrato de amêndoas ou licor.

Divida esse creme entre as forminhas e leve ao forno por mais ou menos 30 minutos, até passar no teste do palito.

Desenforme morno, quase frio, e polvilhe açúcar de confeiteiro ou açúcar gelado antes de servir.

Os toucinhos tem validade de 5 dias na geladeira, em pote com tampa.

toucinho do céu

 

Gelatina de Chocolate

gelatina de chocolate

Confesso pra vocês que tinha um pouco de pé atrás desses sites grandes que todo mundo posta receitas. Uma das razões é que eu de vez em quando acho umas fotos aqui do blog com umas receitas nada a ver, aí já me dá um nervoso e uma vontade de avisar que aquela foto não é daquele doce, sabe como é?

Daí apareceu no facebook uma página chamada Tudo Mais ou Menos Gostoso, já viram? Eles ficam fuçando os comentários das receitas atrás de piadas – e encontram pérolas como:

tudo mais ou menos gostoso

Por causa da página acabei me entretendo nas receitas desse site, e no fim mudei de idéia – achei muito democrático, uma comunidade onde todos podem deixar sua receita (e seus comentários sobre) e uma fonte de informação para quem está afim de aprender a cozinhar.

Em homenagem a essa linda, louca e frenética troca de receitas resolvi fazer uma receita do site Tudo Gostoso. Pra ser fiel à comunidade mudei as quantidades, alguns ingredientes, e principalmente o modo de fazer – mas ficou uma delícia, a familia toda adorou. *****

Gelatina de Chocolate

Receita adaptada livremente de inúmeras receitas do site Tudo Gostoso

rende 1 forma pequena ou de 6 a 8 tacinhas.

  • 200g de chocolate meio amargo ou amargo picadinho
  • 1 xícara de água
  • 1 envelopinho de gelatina em pó sem sabor (mais 5 colheres de sopa de água para hidratar)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixinha de creme de leite

Numa tigela resistente ao calor, coloque o chocolate e a xícara de água e leve ao microondas para derreter, em intervalos de 30 segundos. Misture bem e reserve.

Numa tigelinha pequena, misture a gelatina e as 5 colheres de sopa de água. Deixe repousar por 5 minutos e leve ao microondas por 15 seguntos para derreter.

Misture a gelatina ao chocolate com a água, junte o leite condensado e o creme de leite. Quando estiver homogêneo transfira a mistura para tacinhas ou para uma forma de gelatina ou pudim previamente molhada.

Leve à geladeira para firmar por pelo menos umas 4 horas antes de desenformar ou servir.

Várias pessoas perguntaram, a forma que eu usei foi essa aqui.

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Arroz doce com leite condensado

arroz doce com leite condensado

Andei meio adoentada no último mês – passei por uma cirurgia para tirar umas pedras na vesícula, o que acabou trazendo uma série de restrições alimentares. A pior de todas: proibido chocolate.

TENSO.

Bateu até uma deprê. E não podia chocolate pra combater a tristeza.

Acabei entrando numa reflexão sobre comidas de guerrilha que trazem felicidade instantânea: frango assado da televisão de cachorro, farofa com banana, sopa de ervilha com bacon, pudim, bolinho de chuva. E … arroz doce!

Arroz doce eu podia comer: não era frito, não tinha chocolate e definitivamente fazia parte da minha listinha de comidas-conforto que abraçam por dentro.

Aproveitei uma receita que chegou no meu email enviada por uma marca de arroz – ficou do jeitinho que eu gosto, cremoso e molhadinho, para ser comido quente ou morno.

E vocês, qual a sua lista de comidas anti-tristeza? Contra prazamigas nos comentários!

Arroz Doce com Leite Condensado


(receita enviada pela assessoria do arroz Camil, minhas observações em negrito)
Rendimento: 6 porções

  • 1 xícara (chá) de arroz agulhinha
  • 1 pedaço pequeno de canela em pau
  • 2 xícaras (chá) de água
  • 1 litro de leite
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 tira de casca de limão
  • canela em pó para polvilhar

Em uma panela, coloque o arroz , o pedaço de canela e a água e cozinhe em fogo médio, com a panela parcialmente tampada, por 10 minutos ou até começar a secar o líquido.

Adicione o leite, o leite condensado e a casca de limão. Misture e cozinhe até ferver.

Reduza o fogo e cozinhe, mexendo algumas vezes, por 20 minutos (pra mim demorou um pouco mais) ou até ficar cremoso.

Coloque em um refratário (ou em potinhos individuais), espere esfriar e leve à geladeira (eu preferi servir morno).

Polvilhe a canela e sirva a seguir.

rice pudding

Pudim de Nozes da Cintia

pudim de nozes

A história de hoje é a seguinte: perto do natal apareceu um post no facebook de uma amiga pedindo a receita de um tal pudim de nozes pra uma amiga dela. Cometi a indiscrição de dar uma fuçada nos comentários pra ver que receita era essa por motivos de: PUDIM + NOZES. A amiga falou que ia procurar e fui fazer outra coisa, acabei esquecendo da história.

Só que o facebook é aquela coisa do algoritmo sem noção – clicou uma vez num negócio pode ter certeza que esse assunto dominará sua timeline por várias gerações. Exemplo: uma vez eu pesquisei preços de sofá, comprei um sofá, já até manchou o sofá, já acabei de pagar as 12 prestações do sofá, e até hoje o facebook não superou e me recomenda páginas sobre sofás.

Pelo menos o Markinho Zuquerbergue teve alguma noção de que aqui o negócio é comida e dessa vez minha TL obcecou com pudins e toda hora aparecia uma referência sobre esse pudim de nozes. A Alessandra (a amiga que pediu a receita) fez e postou a foto, daí outra amiga dela aguou e fez também, só sei que esse pudim apareceu umas 80 mil vezes na minha frente e eu, óbvio, não pude mais ignorar esse sinal do além.

Fui investigar e descobri que a dona do pudim é a Cintia Marcucci – na verdade a receita foi passada há mais de 20 anos por uma conhecida da mãe dela (você pode ler a história completa aqui no blog dela) e ,vejam bem, qualquer receita com mais de vinte anos sendo passada de mão em mão pra mim tem selo de garantia de sucesso.

E olha, podem fazer viu. Aproveitem aí o próximo almoço de família, pizza em casa com os amigos, jantar de aniversário e façam o pudim de nozes mais famoso do feicy – ele é do tipo sem furinhos, mais pro doce e o sabor bem suave, já que o creme de chocolate separa das nozes moídas e fica tipos duas texturas distintas em uma só fatia. E como disse a Cintia, o que é gostoso a gente precisa dividir, então segura aí a receita – e o meu desejo de um lindo ano novo pra vocês <3 <3 <3

Pudim de Nozes da Cintia

  • 2 latas de leite condensado
  • 200ml de leite
  • 2 ovos
  • 1 xícara (120g) de nozes picadas
  • 1 colher de sopa de chocolate em pó
  • 1/4 de xícara de açúcar para caramelizar a forma

Preaqueça o forno a 200 graus com a grade na parte mais baixa. Prepare uma assadeira grande com água quente para o banho-maria. Caramelize uma forma de pudim pequena (entre 16 e 20cm de diâmetro) e reserve.

Triture as nozes no liquidificador e junte os demais ingredientes. Bata até ficar uniforme, passe para a forma caramelizada e cubra com papel alumínio. Asse até um palito sair seco – no meu forno ficou mais de uma hora. Cuidado para não secar a água do banho maria, fique de olho e vá completando se baixar.

Deixe esfriar um pouco e leve à geladeira por pelo menos 6 horas para desenformar. Decore com nozes e sirva geladinho.

fatia pudim de nozes

Fim de férias (thank god) – pudim de pão de mel

pudim de pão de mel

Poucas coisas na vida exigem mais imaginação do que férias escolares de criança pequena. Adoraria poder passar o mês de julho num lindo hotel fazenda cheinho de monitores ou ir pra praia o mês inteiro, mas infelizmente esse ano não deu.

Foi gostoso passar bastante tempo com a menininha, inventando passeios e descobrindo a cidade, mas teve também muito malabarismo, já que eu estava tentando trabalhar no meio disso tudo. Criança não quer nem saber – como disse uma pessoa sábia no twitter que eu não lembro quem era, mesmo se uma mãe estiver carregando um hipopótamo nas costas e um gorila em cada mão os filhos ainda ainda vão falar “MÃE, SEGURA MINHAS COISAS PRA MIM”, jogar tudo em cima dela e sair correndo.

Enfim, hoje foi o primeiro dia de aula do segundo semestre e estou aqui aproveitando o silêncio e uma fatia desse pudim, bem devagarinho. Se você é mãe sabe bem do que estou falando, acho que você deveria correr pra cozinha e fazer um também. Você merece.

Essa receita foi inventada na intenção de recriar um pudim de pão que minha mãe fazia, mas não deixou a receita no caderninho. Acabei sendo criativa demais e no fim ficou nada a ver com o dela (risos), porém delicioso, não muito doce e com o sabor marcante das especiarias. Caso não curta alguma delas pode omitir sem problemas.

E falando em receitas da mamãe, o pessoal da revista Casa e Comida está com uma promoção bem legal. O Prêmio Receitas de Família vai eleger os melhores pratos criados pelos leitores – ou herdados daquele parente prendado. Os vencedores ganham uma viagem de 5 dias a Salvador, com direito a acompanhante, além de terem suas receitas publicadas na revista. Para participar consulte o link. As inscrições vão até dia 31 de agosto.

Pudim de Pão de Mel

  • 1/4 de xícara de açúcar cristal ou refinado (PARA CARAMELIZAR A FORMA ***NÃO COLOQUE NA RECEITA***)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 medida da lata de leite integral (mais ou menos 400ml)
  • 2 pãezinhos franceses amanhecidos, cortado em pedacinhos
  • 1 colher de sopa de chocolate em pó 50% de cacau
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1/2 colher de chá de cravo em pó
  • 1/2 colher de chá de noz moscada ralada
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 3 ovos

Coloque o pão de molho no leite e preaqueça o forno a 190 graus. Prepare uma assadeira grande com água quente para o banho-maria.

Numa forma para pudim pequena (a minha tinha 16cm de diâmetro por 8 de altura), coloque o açúcar e leve diretamente ao bico do fogão para caramelizar. Não esqueça de usar luvas longas, já que a forma vai esquentar e o caramelo quente é MUITO perigoso, queima feio. Quando estiver com aquela cor âmbar característica de caramelo, retire do fogo e vá virando a forma para caramelizar o fundo e as laterais.  Se você acha que não tem prática suficiente para queimar o açúcar direto na forma, dá também para fazer a mesma coisa numa panelinha e depois transferir o caramelo – sempre de luvas. Deixe esfriar.

Bata no liquificador o restante dos ingredientes. Transfira para a forma preparada e cubra com papel aluminio. Asse em banho-maria por mais ou menos 1 hora, ou até firmar. Deixe esfriar e coloque na geladeira por pelo menos 6 horas. Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim. Se estiver difícil de sair, coloque a forma direto sobre o fogo por alguns segundos para derreter um pouco a calda, e vire num prato grande.

Crème Brûlée – receita para o solitário (ou egoísta)

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O amor por essa receita já começou bandido – dei de cara com ela num livro de receitas que estava folheando numa livraria. O nome da receita: CRÈME BRÛLÉE FOR ONE.

O livro era lindo, cheio de fotos maravilhosas, mas… Custava carésimo e eu estava dura.

Eu precisava desse crème brûlée. Precisava. Ele seria só pra mim.  No amor e na gula guerra, dizem, vale tudo.

Eram só 5 ingredientes. Li a receita umas 10 vezes tentando decorar. Saí correndo da livraria e anotei tudo atrás de um papelzinho que estava na minha bolsa. Me senti meio criminosa, afinal tinha roubado uma receita ali na cara de todo mundo, em plena luz do dia.

Ontem, dia de folga, foi o dia do encontro clandestino com meu pessoal e intransferível crème brûlée. Pena que durou pouco, já estou com saudades.

 

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Crème Brûlée para 1 pessoa – do lindíssimo livro Paris Pastry Club, que um dia certamente comprarei.

  • 100g de creme de leite fresco
  • meia fava de baunilha
  • 2 gemas
  • 1 colher de sopa de açúcar refinado
  • açúcar demerara para caramelizar

Aqueça o forno a 150 graus e aqueça água para o banho-maria.

Numa panelinha pequena misture o creme de leite e as sementinhas da baunilha. Coloque também a fava e leve ao fogo para aquecer, mas não deixe ferver.

Numa tigela pequena misture bem com um fouet as gemas e o açúcar refinado. Despeje sobre as gemas o creme quente misturando sem parar até ficar uniforme. Transfira a mistura para uma tigelinha refratária. Cubra com papel alumínio e coloque numa assadeira com bordas altas. Coloque a água quente na assadeira até chegar na metade da tigelinha refratária. Leve ao forno por 40 minutos, até firmar nas bordas.

Deixe esfriar e leve para gelar por algumas horas (o meu eu coloquei no freezer por motivos de impaciência).

Polvilhe uma camada fina de açúcar demerara por cima do creme e queime com um maçarico, ou coloque no grill do forno até caramelizar.

Desligue o celular, sente no sofá com uma mantinha, coloque um filme bacana (pode até ser Amèlie Poulan, porque não?) e saboreie vagarosamente sem contar pra ninguém.

 

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A minha vizinha e uma receita de pudim de leite condensado sem furinhos

pudim sem furinhos

Em São Paulo é assim: você pode morar anos da sua vida no mesmo prédio e ainda assim não saber o nome de nenhum vizinho.

Aqui todo mundo está com muita pressa, porque tudo é longe, tem muito trânsito, e pega muito mal se atrasar para um compromisso. Ninguém tem tempo de dar um bom dia mais simpático no elevador, e quem não está ocupado acha que o outro está então já nem puxa conversa pra não atrapalhar.

(A não ser que você esteja com uma criança fofa, um cachorrinho ou carregando bolos de aniversário decorados, nesse caso aumentam as chances de se ganhar sorrisos e um bate papo com um desconhecido, fica a dica).

Agora espia: todo dia 10 da manhã é hora de abrir a porta para entregar o lixo. Não sei muito bem como aconteceu, mas acho que de tanto abrir a porta às 10 da manhã e dar bom dia pra minha vizinha, e de tanto ela dar bom dia pra mim, acabou que começamos a conversar um dia desses. E no dia seguinte batemos mais um papinho rápido. E no outro dia levei uns docinhos pra ela. E no outro dia ela me emprestou uns ovos porque os meus tinham acabado. E no outro ela me mostrou os quadros do filho dela, artista super talentoso.  E num domingo desses passamos a tarde com as portas abertas, os netos e sobrinhos dela e a minha filha correndo de uma casa para a outra e nós duas tomando uma cervejinha encostadas no batente.

No último final de semana minha vizinha me convidou para almoçar na casa dela, na festa de natal da família. Eu fui, meio sem graça, meio com medo de atrapalhar. Cheguei lá com um pudinzinho na mão, mas saí com muito mais que isso, depois de ter sido recebida com tanto carinho, eu e a minha menininha, que até presente ganhou.

Dona Josefa, minha querida vizinha, nem sei se você vai ler, mas vai agora um recadinho pra você: obrigada por ter aberto a porta da sua casa para nós. Sua família é linda e a senhora é uma pessoa especial demais. Te desejo o natal mais feliz do mundo, e um ano novo cheio de almoços com muita gente e com muito pudim de leite.

E pra vocês aí que estão lendo, só posso desejar uma vizinha tão legal quanto a Dona Josefa. Feliz natal!

Pudim de leite condensado sem furinhos (ligeiramente adaptado do blog Colheradas)

Pudim de leite condensado é quase uma unanimidade, então é uma sobremesa ótima para servir num almoço ou jantar com bastante gente. Faça um pudim e alguma outra sobremesa com chocolate e a satisfação estará garantida.

A galera do pudim está dividida em dois times: com e sem furinhos. Eu sou do time furinhos, mas fiquei curiosa para experimentar essa receita que achei no blog Colheradas, e não me arrependi. A receita resultou num pudim lisinho, delicado e cremoso, um pouquinho mais doce do que a receita tradicional (aquela que vem na lata do leite condensado).

Ingredientes

  • 1/2 xícara de açúcar
  • 6 gemas
  • 2 latas de leite condensado
  • 2 latas (a mesma do leite condensado) de leite integral, mas com um dedo menos
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)

Preaqueça o forno a 200°C. Coloque uma assadeira funda na grade do meio do forno para fazer um banho-maria.

Numa forma para pudim de 20cm de diâmetro, coloque o açúcar e leve diretamente ao bico do fogão para caramelizar. Não esqueça de usar luvas longas, já que a forma vai esquentar e o caramelo quente é MUITO perigoso, queima feio. Quando estiver com aquela cor âmbar característica de caramelo, retire do fogo e vá virando a forma para caramelizar o fundo e as laterais.  Se você acha que não tem prática suficiente para queimar o açúcar direto na forma, dá também para fazer a mesma coisa numa panelinha e depois transferir o caramelo – sempre de luvas. Deixe o caramelo esfriar completamente.

Numa tigela média, desmanche as gemas com um fuet. Junte o leite condensado, o sal e a baunilha e misture bem. Junte o leite e misture até ficar completamente homogêneo.

Transfira essa mistura para a forma caramelizada, passando por uma peneira.

Cubra com papel alumínio e leve para assar em banho-maria por mais ou menos 1 hora (o meu ficou 1h30min), ou até firmar (teste com uma faquinha, se sair seca está pronto).

Espere esfriar e deixe na geladeira por umas 6 horas. Para desenformar, passe uma faca pelas laterais da forma para soltar o pudim. Se estiver difícil de sair, coloque a forma direto sobre o fogo por alguns segundos para derreter um pouco a calda, e vire num prato grande.

pudim de leite sem furinhos

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