receitas de antigamente

Doce de abóbora de coração

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Um negócio que eu sempre quis saber como era feito era o doce de abóbora de coração.

Lembro bem da minha mãe falando quando a gente era criança que não dava pra fazer em casa, tinha que deixar descansar no sol um dia inteiro pra formar a casquinha. Muito me impressionou essa história do sol: ficava imaginando a fábrica de doce de abóbora com um quintalzão enorme cheio da assadeiras no chão com os corações secando por horas a fio. E se chovesse? Será que vinha um monte de funcionários com guarda-chuvas ou tinha que jogar tudo fora?

No fim das contas desisti de fazer os corações em casa, principamente porque a gente morava em apartamento e mamãe  me convenceu de que seria meio inconveniente ficar tomando conta dos doces na piscina do prédio.

Mas eu cresci e agora sou mulher (bj Sandy Júnior) e né, não é possível, tem que ter um jeito de fazer esse docinho sem depender das condições meteorológicas. Depois de exaustivas pesquisas o pessoal dos laboratórios The Cookie Shop chegou às seguintes conclusões:

1. Sim, existem receitas que pedem que o doce seque ao sol e minha mãe não estava tentando me enganar;

2. Porém o sol não serve pra nada porque o açúcar do doce cristaliza de qualquer jeito.

O processo foi bem fácil e pra mim deu super certo – se vocês fizerem me contem se gostaram!

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Doce de abóbora de coração


rendimento varia conforme o tamanho dos corações, cerca de 20 unidades

Algumas observações antes da receita: usei o mesmo peso da abóbora em açúcar, por exemplo, para 1 kg de abóbora, 1 kg de açúcar. Pode diminuir ou aumentar conforme a necessidade. A melhor abóbora para doces é a abóbora de pescoço ou abóbora seca. Pode usar também a abóbora paulista se não encontrar a outra.

O corte do doce em corações gera algum desperdício, já que sobram rebarbas. Dá também para esperar esfriar um pouquinho e modelar quenelles com duas colheres, ou ainda cortar em quadrados.

  • 700g de abóbora seca, descascada e cortada em cubos
  • 1 pauzinho de canela
  • 6 cravos
  • 1/2 xícara de água
  • 1 colher de chá de vinagre
  • 700g de açúcar cristal

Numa panela média coloque a abóbora, a canela, os cravos, o vinagre e a água. Tampe e deixe cozinhar em fogo médio até a abóbora ficar desmanchando. Se a água secar pode pingar um pouquinho mais.

Retire a canela e os cravos. Nesse momento, se a preferência for por um doce mais cremoso, passe a abóbora numa peneira ou bata com o mixer na panela mesmo. Se gostar do doce com mais textura (eu prefiro assim) amasse a abóbora com um garfo para desmanchar.

Junte o açúcar, misture e deixe cozinhar em fogo médio-alto com a panela destampada até restar pouco liquido.

Aproveite para untar a bancada ou uma assadeira com manteiga.

Comece a mexer o doce com uma colher de pau ou espátula de silicone como se fosse brigadeiro, até o liquido secar e desprender do fundo da panela. Nesse momento é importante não deixar cozinhar demais, senão o doce açucara totalmente quando esfria e vira uma rapadurinha de abóbora.

Passe o doce da panela para a bancada ou assadeira untada. Deixe amornar e firmar e corte os corações. Deixe descansar por algumas horas (deixei umas 3 horas) e vire para secar o outro lado.

Guarde em recipiente vedado. Validade de 5 dias.

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Pudim de Nozes da Cintia

pudim de nozes

A história de hoje é a seguinte: perto do natal apareceu um post no facebook de uma amiga pedindo a receita de um tal pudim de nozes pra uma amiga dela. Cometi a indiscrição de dar uma fuçada nos comentários pra ver que receita era essa por motivos de: PUDIM + NOZES. A amiga falou que ia procurar e fui fazer outra coisa, acabei esquecendo da história.

Só que o facebook é aquela coisa do algoritmo sem noção – clicou uma vez num negócio pode ter certeza que esse assunto dominará sua timeline por várias gerações. Exemplo: uma vez eu pesquisei preços de sofá, comprei um sofá, já até manchou o sofá, já acabei de pagar as 12 prestações do sofá, e até hoje o facebook não superou e me recomenda páginas sobre sofás.

Pelo menos o Markinho Zuquerbergue teve alguma noção de que aqui o negócio é comida e dessa vez minha TL obcecou com pudins e toda hora aparecia uma referência sobre esse pudim de nozes. A Alessandra (a amiga que pediu a receita) fez e postou a foto, daí outra amiga dela aguou e fez também, só sei que esse pudim apareceu umas 80 mil vezes na minha frente e eu, óbvio, não pude mais ignorar esse sinal do além.

Fui investigar e descobri que a dona do pudim é a Cintia Marcucci – na verdade a receita foi passada há mais de 20 anos por uma conhecida da mãe dela (você pode ler a história completa aqui no blog dela) e ,vejam bem, qualquer receita com mais de vinte anos sendo passada de mão em mão pra mim tem selo de garantia de sucesso.

E olha, podem fazer viu. Aproveitem aí o próximo almoço de família, pizza em casa com os amigos, jantar de aniversário e façam o pudim de nozes mais famoso do feicy – ele é do tipo sem furinhos, mais pro doce e o sabor bem suave, já que o creme de chocolate separa das nozes moídas e fica tipos duas texturas distintas em uma só fatia. E como disse a Cintia, o que é gostoso a gente precisa dividir, então segura aí a receita – e o meu desejo de um lindo ano novo pra vocês <3 <3 <3

Pudim de Nozes da Cintia

  • 2 latas de leite condensado
  • 200ml de leite
  • 2 ovos
  • 1 xícara (120g) de nozes picadas
  • 1 colher de sopa de chocolate em pó
  • 1/4 de xícara de açúcar para caramelizar a forma

Preaqueça o forno a 200 graus com a grade na parte mais baixa. Prepare uma assadeira grande com água quente para o banho-maria. Caramelize uma forma de pudim pequena (entre 16 e 20cm de diâmetro) e reserve.

Triture as nozes no liquidificador e junte os demais ingredientes. Bata até ficar uniforme, passe para a forma caramelizada e cubra com papel alumínio. Asse até um palito sair seco – no meu forno ficou mais de uma hora. Cuidado para não secar a água do banho maria, fique de olho e vá completando se baixar.

Deixe esfriar um pouco e leve à geladeira por pelo menos 6 horas para desenformar. Decore com nozes e sirva geladinho.

fatia pudim de nozes

Receitas de Família – bolo preguiçoso de laranja

 

Aqui em casa tenho uma boa quantidade de livros de receita – não tantos quanto alguns amigos blogueiros (alô Pat, alô VH!), mas com certeza mais que pessoas normais que não trabalham com cozinha.

Às vezes eu olho pra estante e penso que talvez se fizesse uma receita por dia pro resto da minha vida talvez eu conseguisse experimentar tudo que tem ali. Pra compensar o dinheiro que gastei com eles, né? Quem sabe um dia não me inspiro e mando um Julie e Julia nos livro tudo.

O problema é a preguiça.

Quando a preguiça domina nada mais me resta senão voltar para as origens e abraçar forte o conforto das receitinhas do caderno da mamãe. Quase tudo ali é fácil e rápido, sob medida para a mãe de 3 que trabalhava fora, e uma ou outra receita mais elaborada/chic/anos 80 (e pavês, muitos pavês).

Esse bolo de laranja estava meio escondido num canto de página. Sob o nome Bolo de Laranja Jô só uma lista de ingredientes e um modo de fazer meio mal explicado (dizia apenas bater tudo no liquidificador e assar), mas eu me lembrava dele muito bem, assado em tabuleiro retangular e cortado em losangos. A Jô eu não me lembro quem era, mas agradeço pela receita.

Me lembro que a laranja era batida no liquidificador com casca e tudo, e o bolo às vezes ficava com um leve amargor. Como não curto muito o sabor amargo em doces dei uma adaptada na receita – ele ficou bem fofinho, com um sabor suave de laranja, aquele bolo que abraça a gente pelo estômago.

Bolo Preguiçoso de Laranja

  • 3 ovos extra
  • 1 xícara de óleo de milho ou girassol
  • raspas da casca de uma laranja
  • 2 laranjas sem casca e sem sementes, cortada em pedaços
  • 300g (1 e 1/2 xícara) de açúcar refinado
  • 325g (2 e 1/2 xícara) de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Calda:

  • 200g (1 xícara)  de açúcar de confeiteiro
  • 2 colheres de sopa de suco de laranja
  • raspas de laranja (opcional)

Unte e polvilhe com farinha de trigo uma forma de buraco no meio (25cm de diâmetro) ou retangular de 20X30cm. Aqueça o forno a 180 graus.

Numa tigela grande misture a farinha de trigo e o fermento. Reserve.

Bata no liquidificador os ovos, óleo, raspas, laranjas e o açúcar até virar um creme liso. Passe essa mistura para a tigela com a farinha de trigo e misture muito bem com um fouet ou espátula, até ficar homogêneo. Passe para a forma preparada e asse por mais ou menos 40 minutos, ou até passar no teste do palito (na forma de furo no meio demora mais).

Desenforme morno.

Prepare a calda misturando todos os ingredientes numa tigela média e coloque sobre o bolo ainda morno. Se ficar muito grossa coloque mais suco, se ficar muito liquida coloque mais açúcar.

Sirva frio (minha vó falava que bolo quente dá dor de barriga).

bolo preguiçoso de laranja

55 gemas, como lidar? – Papos de Anjo

papos de anjo

O que fazer com 55 gemas?

Resumo da história: comprei algumas caixas de gemas pasteurizadas para uns pudins de encomenda, e sobrou uma. Um quilo inteirinho de gemas amarelinhas. Nada mais nada menos que 55 danadas com a data de validade chegando ao fim.

Jogar fora nem pensar. Arregacei as mangas, me transformei na confeiteira louca portuguesa e dei cabo de todas elas em duas tardes.

Agora vocês vão ter que aguentar a série de receitas que vem pela frente – já aviso que quem tiver problemas de colesterol alto melhor já ir ligando pro cardiologista.

Os papos de anjo foram uma sugestão da amiga Maria Pia – a mãe dela gentilmente me passou a receita, que é quase igual à uma que encontrei no site do programa da Palmirinha (minha referência quando preciso consultar doçaria brasileira, podem ir na dela que não tem erro). Eu, a bem da verdade, provei papos de anjo uma vez na vida, há muito tempo, mas nunca me esqueci da delícia daquele sabor. É daquelas sobremesas mágicas que levam poucos ingredientes e são tão fáceis de fazer que a gente nem acredita – ainda mais quando as gemas já vem separadas numa caixinha longa-vida, como foi o meu caso.

Facilita mais ainda se for utilizado um spray para untar as forminhas (comprei um importado, da Wilton, por 17,00 a latinha), aí é tipo fast food.

Papos de Anjo (rende aproximadamente 40 unidades pequenas)

  • 1 quilo de açúcar
  • 1,5l de água
  • 1 colher de chá extrato ou essência de baunilha
  • 12 gemas
  • 3 colheres de sopa de amido de milho
  • 1 colher de chá de fermento em pó

Comece fazendo a calda: Numa panela média, misture a água e o açúcar. Leve ao fogo forte e deixe ferver até o açúcar dissolver bem e formar uma calda rala. Desligue o fogo e misture a baunilha. Reserve.

Unte com manteiga e polvilhe farinha de trigo (ou use spray desmoldante) 40 forminhas de empadinha e as coloque sobre uma assadeira grande. Ou faça o mesmo com as cavidades de 2 formas para mini cupcakes (usei essas). Aqueça o forno a 200 graus.

Na batedeira, bata as gemas por cerca de 10 minutos, até ficarem claras, fofas e cremosas. Junte o amido de milho e o fermento e bata novamente para misturar.

Encha as forminhas até a metade e leve ao forno até firmar e dourar ligeiramente. Deixe amornar, desenforme e coloque os papos na calda ainda na panela. Quando esfriar completamente passe para uma compoteira e guarde em geladeira. Sirva depois de algumas horas, ou no dia seguinte.

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Brasil, mostra a sua cara – bolo de coco embrulhadinho

Escrevo estas maltraçadas linhas enquanto espero por mais um capítulo daquela que é a culpada pelo meu sono diurno: a reprise da novela Vale Tudo, que vai ao ar no canal Viva às quinze para uma da madrugada. Veja se isso é horário de uma mãe de família estar acordada pra ver novela, minhazamiga. Ou deveria dizer cherrí?

Não sou muito de novela, mas eu simplesmente não resisto às peripécias de Heleninha Roitman bebum, Maria de Fátima, César Ribeiro, Ivan Meireles e cia. É muita tensão, humor e sedução, tudo regado com o delicioso universo politicamente incorreto dos anos 80. Onde mais a gente pode ver um pai andando alegremente com sua criança no banco da frente do carro, SEM cinto de segurança, e fumando um marlborão na cara do moleque?

E não nego – Raquel Aciolly vencendo na vida vendendo sanduíche na praia e virando uma grande empresária do ramo da alimentação não deixa de me inspirar. ;)

E tem ela, a maior e pior vilã de todos os tempos. Ela te despreza, ela é cruel, ela é:

ODETE ROITMAN!

E hoje, no capítulo 193, ela vai morrer, cruelmente assassinada por uma das personagens da trama, que eu não vou contar porque vai que alguém não sabe ainda, né?

UPDATE: Não foi hoje, gente! Vamos acompanhar! ;)

Em homenagem à Odete nesse dia fatídico, fiz este docinho anos 80 bem CRASSE MÉDIA, que eu adoro. Se ela ainda estivesse viva morreria só de ver esses bolos embrulhadinhos. R.I.P. Odete.


Bolo Embrulhado – rende 32 pedaços (receita do saudoso blog Rainhas do Lar)

  • 4 gemas
  • 2 colheres de manteiga sem sal
  • 1 1/2 xícara de açúcar
  • 2 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1 xícara de leite
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 4 claras em neve
  • 1 vidro de leite de coco
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 pacote de coco ralado

Unte com manteiga e polvilhe farinha de trigo numa assadeira de 20x30cm. Preaqueça o forno a 180°C.

Na batedeira, bata bem as gemas, o açúcar e a manteiga, até virar um creme claro e fofo. Junte a farinha intercalando com o leite e bata mais um pouco. Junte o fermento e misture bem.

Incorpore delicadamente as claras em neve e transfira a massa para a assadeira preparada. Leve ao forno por mais ou menos 25 a 30 minutos, até passar no teste do palito.

Enquanto isso, misture o leite de coco e o leite condensado. Regue com um pouco da calda o bolo ainda quente. Deixe esfriar bem, corte em quadrados, e passe-os no restante da calda, e depois no coco.

Embrulhe em papel alumínio e deixe gelar.

Rocambole de Bombocado – Promoção União 100 anos

O primeiro livro de receitas que eu me lembro de ter visto na vida foi um do açúcar União, na casa da minha avó.

Quando passava o dia lá, eu ficava horas e horas folheando o livrinho, admirando as lindas fotos de doces e lendo as receitas – eu sei, olha como eu era uma criança fácil de entreter… :)

O mais interessante desse livro é que cada receita tinha sido mandada por uma consumidora, e abaixo do título vinha o nome completo e o endereço da dona de casa sortuda que tinha conseguido publicar seu docinho de família pra todo o Brasil.  Minha imaginação voava – lia todos os nomes, checava se morava perto, longe, em outra cidade, inventava quantos filhos ela tinha, até a cor do avental.

O tempo passou e um dia minha avó me deu o livrinho de presente – as receitas continuam ótimas, e vira e mexe eu me pego de novo olhando as fotos e imaginando qual a próxima receita que eu vou fazer (porque agora não preciso mais de ajuda pra acender o forno, né?)

Fiquei super feliz quando o pessoal do açúcar União entrou em contato comigo para contar que estão lançando um novo livro, resgatando as melhores receitas das publicações antigas e com muitas receitas novas, para comemorar os 100 anos da empresa. Quer saber como conseguir o seu?

A União está completando 100 anos e a comemoração vai ser uma delícia!
Preparamos um livro muito especial, com 100 receitas de dar água na boca. Todas elas resgatam memórias muito queridas, escolhidas com carinho.
E como não podia deixar de ser, acrescentamos uma pitada de receitas inéditas, para construirmos juntos as próximas lembranças.
Para conseguir o seu é fácil, junte os códigos de barras de dois produtos União diferentes, e com mais R$ 9,99 o livro é seu: basta trocar com uma revendedora Avon.
A festa vai começar e você é parte dessa história.
UNIÃO 100 anos.

http://www.ciauniao.com.br/promocoes

***


Aproveitei a oportunidade e fiz uma receita que estava de olho faz muito tempo, do livrinho da minha avó – esse rocambole de bombocado é absolutamente delicioso, de textura delicada e fácil de fazer. Eu usei coco ralado fresco, que fica mais gostoso ainda, mas pode usar coco de pacotinho que também dá certo.

Rocambole de Bombocado ( do livro 200 receitas do Açúcar União)

“Receita enviada por Da. Márcia Maria Zimpeck, residente na Rua General Glicério,  Santo André, S. P.”

Ingredientes:

  • 6 ovos grande (ou 7 pequenos)
  • 500g de açúcar União
  • 1 colher de sopa rasa de farinha de trigo pura
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 coco pequeno ralado (ou 2 pacotinhos de coco seco)
  • 100g de queijo parmesão ralado

Modo de fazer:

Unte uma assadeira de 30X40cm com manteiga, forre com papel manteiga, unte novamente e polvilhe bem com açúcar. Preaqueça o forno a 180°.

Bata as 6 claras em neve e junte as gemas, sem parar de bater. Adicione os demais ingredientes e misture levemente. Despeje a massa na assadeira e leve ao forno até dourar (para mim levou mais ou menos 25 minutos).

Desenforme sobre um pano úmido bem torcido e polvilhado com açúcar e enrole como rocambole, com o auxílio do próprio pano (ainda quente). Deixe esfriar, corte as pontas e sirva.

* Este post foi patrocinado pela União

É demodê? – Manjar branco com calda de jabuticaba

Sei lá porque, me deu uma vontade de comer manjar branco, e lá fui eu fazer um.

Daí pensei: será que manjar ainda é sobremesa que o povo gosta ou ficou fora de moda, hein? Fiquei curiosa e lancei a pergunta para os universitários amigos do Twitter. As respostas foram UÓTEMAS: manjar não é fora de moda, é vintage; na verdade, é sobremesa chic, porque é uma panna cotta rancheira; não existe comida fora de moda, existe comida boa e ruim.

E começou uma avalanche de lembranças de comidas que não se usam mais, ou que um dia foram chiquéeeeerrimas e hoje são totalmente demodê: coquetel de camarão, pavê, estrogonofe, sanduichinho de carne louca, gelatina salgada e a campeã, a melhor, a inesquecível…

BIRIBA!*

*foto gentilmente afanada da amiga Luciana Betenson

E como disse uma outra amiga virtual outro dia desses, você percebe que a idade está avançando quando é testemunha ocular da ascensão e queda do tomate seco e vê o petit gateaux passar de iguaria de luxo a sobremesa do Giraffa’s.

E vocês, se lembram de alguma comida que ficou demodê?

Manjar Branco com Calda de Jabuticaba (rende 5 pudinzinhos) a calda foi inspirada pela receita de geléia do blog Panela de Cobre

Estava com vontade de comer manjar, mas não tinha ameixas pretas em casa. Mas tinha, graças à jabuticabeira carregada da minha cunhada Aniela, um sacão de jabuticabas bem maduras e gordinhas. Pra virar calda foi um pulo.

Ingredientes do manjar:

  • 1 vidro de 200ml de leite de coco
  • 300ml de leite integral
  • 2 colheres de sopa de maizena
  • 1/4 de xícara de açúcar refinado
  • 1/4 de xícara de coco fresco ralado (opcional)

Ingredientes da calda:

  • 500g de jabuticabas maduras
  • água
  • açúcar cristal

Prepare o manjar: Dissolva a maizena em um pouquinho do leite. Molhe forminhas de pudim, ramequins ou uma forma de muffins e reserve.

Misture todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo médio, mexendo sempre até ferver e engrossar. Deixe cozinhar por uns 5 minutos após a fervura, sem parar de mexer para não empelotar. Divida a mistura entre as forminhas previamente molhadas, deixe esfriar e leve à geladeira por pelo menos 4 horas. Desenforme nos pratinhos para servir.

Prepare a calda: Coloque as jabuticabas em uma panela e esmague com as mãos, para estourá-las. Adicione água suficiente apenas para cobrir as frutas e leve ao fogo alto. Ferva por 15 minutos, até obter um caldo bem roxo.

Retire do fogo e coe, sem apertar muito, reservando o caldo numa tigela. Descarte os sólidos.

Pese o líquido obtido e junte o mesmo peso em açúcar cristal. Volte para a panela e leve ao fogo até levantar fervura. Deixe cozinhar por mais ou menos 5 minutos, desligue o fogo e passe para um vidro limpo. Tampe ainda quente e guarde em geladeira, por até uma semana. Sirva sobre o manjar.

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