Sorvetes

Bolo invertido de peras

bolo invertido de peras

O ruim de ter família pequena constituida somente por mim e uma criança de 7 anos é o seguinte: você vê uma receita linda de um bolo de peras com açúcar mascavo. Aí resolve fazer, mas sabe, lá no fundo do seu peito, que talvez você tenha que comer o bolo inteiro sozinha.

É triste amigos. Você passa horas na cozinha adicionando uma pitada de amor e um pedacinho de carinho aos mais deliciosos manjares e na sala de jantar está o crítico gastronômico mais cruel de todos, a criança, acabando com seus sonhos logo quando você acha que vai arrasar com aquele jantarzinho gostoso.

Fiz o bolo. Meio trabalhosinho. Descasca as peras, corta as peras, faz caramelo, bate massa, faz aquela prece antes de desenformar pra não quebrar. Nasceu o bolo, lindo, igual o da foto da revista.

Desta vez não, Gordonzinha/ Paolinha Carosella/ Eriquinha Jacquin do meu coração –  muito trampo pra ver você torcer seu narizinho fofinho pro meu bolo. Embalei o lindo e levei direto pras minhas alunas do curso de biscoitos decorados. Malz aê.

Bolo Invertido de Peras

receita da revista Fine Cooking com algumas mudadinhas de leve

Para a cobertura de peras
  • 2 peras grandes – usei da variedade Bosc, maiores e mais firmes, mas pode usar qualquer uma
  • 1 xícara de açúcar
  • 1/4 de xícara de água
  • 60g de manteiga sem sal, cortada em 4 pedaços
Para a massa
  • 1 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 1/2 colher de chá de gengibre em pó (opcional)
  • 1/2 colher de chá de canela em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 xícara de leite
  • 1 colher de chá de baunilha
  • 120g manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 1/2 xícara de açúcar refinado
  • 1/2 xícara de açúcar mascavo
  • 2 ovos

Faça a cobertura de peras:

Unte com manteiga uma forma redonda de 25cm de diâmetro. Corte um disco de papel manteiga do tamanho do fundo da forma e forre. Unte novamente.

Descasque, tire o miolo e corte as peras no sentigo longitudinal em fatias bem finas. Arrume as fatias no fundo sobre o papel manteiga untado, ligeiramente sobrepostas, como se fosse um leque e reserve.

Numa panela média coloque o açúcar e a água, misture bem. Leve ao fogo, sem mexer até o açúcar derreter e ficar com cor de caramelo. Se precisar uniformizar gire levemente a panela. Tire do fogo e junte a manteiga, um pedaço de cada vez, e misture bem com um fuet. Despeje o caramelo quente sobre as peras imediatamente e deixe esfriar enquanto prepara a massa.

Faça a massa:

Preaqueça o forno a 180 graus. Numa tigela peneire a farinha, fermento, especiarias e sal. Na batedeira, bata a manteiga com os açúcares até ficar cremoso. Junte os ovos, um a um, e bata até uniformizar. Junte a baunilha.

Adicione a mistura de farinha de trigo alternando com o leite, começando e terminando com a farinha, batendo em velocidade baixa somente até ficar homogêneo.

Distribua a massa sobre as peras alisando com uma espátula. Leve ao forno e asse por mais ou menos 40 minutos, ou até passar no teste do palito.

Deixe esfriar por 15 minutos e desenforme sobre um prato. Retire o papel manteiga e sirva frio.

 

bolo de peras

Sorvete de Quindim

Outro dia comprei pra minha filha um biscoito industrializado, daqueles de leite que tem um desenho quadriculadinho, sabe? Não sou muito de comprar essas coisas, mas era o biscoito que eu mais gostava quando era menina e acabei levando por nostalgia, e também porque fui ao supermercado com fome, o que aumenta em 200% o risco de cometer gordices.

Abrimos felizes nosso pacotinho, eu e a minha menininha, e foi uma decepção monstruosa – biscoitos secos, com gosto pronunciado de farinha, e o aroma artificial que apenas lembrava remotamente o que aquele produto já foi um dia, longínquas décadas atrás. E para provar que não se trata de frescura, nem a criança conseguiu comer aquela porcaria.

O mesmo se deu com um pote de sorvete que veio parar aqui em casa numa noite de pizza – péssimo, gorduroso, um sorvete de mentira.

Como a indústria alimentícia conseguiu estragar tanto seus produtos só os cientistas podem explicar – o fato é que só me restou fugir dessa comida de laboratório e me jogar na sorveteira e no túnel do tempo, e tentar recriar o meu sorvete preferido da infância. Sim, existia um sorvete de quindim industrializado, alguém mais se lembra dele?

O sorvete ficou ótimo, com provavelmente 3 milhões de calorias, mas com a deliciosa sensação de alívio de saber exatamente o que tinha ali dentro daquele pote.

Sorvete de Quindim

  • 3/4 xícaras de coco fresco ralado fino
  • 250g de açúcar
  • 3/4 xícara de água
  • 1 pitada de sal
  • 1 colherer de sopa de manteiga
  • 1 colheres de chá de baunilha
  • 9 gemas passadas na peneira
  • 1 xícara de creme de leite fresco

Numa panela de fundo grosso, coloque o açúcar, a água e o sal.
Leve para ferver em fogo alto, sem mexer a calda, até o ponto de fio, mais ou menos 7 minutos de fervura.
Retire do fogo, coloque a manteiga sem mexer e espere a calda esfriar um pouco. Junte o coco e as gemas, misture bem e leve novamente ao fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar.
Desligue o fogo e junte o creme de leite fresco.

Passe a mistura para um tigela e cubra com filme plástico aderido à superfície do creme. Deixe esfriar e leve à geladeira por 6 horas, ou de um dia para o outro.

Passe a mistura pela sorveteira de acordo com as instruções do fabricante e leve ao freezer por algumas horas para firmar bem.

Deu no NY Times – sorvete de leite condensado mais fácil do mundo

Eu e o NY Times temos uma relação antiga – não que eu seja uma leitora ávida do famoso jornal – nem de longe.

O caso é o seguinte: quando eu trabalhava com jornalismo – admito – eu era um peixe fora dágua. Tentava ficar informada sobre os fatos relevantes do Brasil e do mundo e coisa e tal, fazia uma cara de conteúdo e fingia que tinha uma opinião sobre tudo (como um verdadeiro jornalistão deve ter), mas o fato é que mais de uma vez quando mencionaram o nome do Chavez (Hugo Chavez, presidente da Venezuela) eu fiquei a conversa toda imaginando o Chaves – aquele do Kiko, seu Madruga e Dona Florinda. É, eu sei – sou uma criatura contaminada pela cultura pop e não levo nada a sério.

Eu bem que tentava usar a internet para ficar a par dos acontecimentos pelas agências de notícias e etc, mas fatalmente acabava passando uma boa parte do meu tempo olhando… blogs de comida. Aí que entra o NY Times, meu amigão – a página do jornal ficava ali, aberta o dia todo numa aba do meu navegador, e  no que chegava alguém, para todos os efeitos, era isso que eu estava lendo, interessadíssima.

Até que descobri que eles tem um ótimo caderno sobre comida, com receitas bem legais – dá pra ficar horas passeando por lá, e seu chefe ainda vai achar que você é super inteligente e informada.

Esse sorvetinho veio das páginas do jornal mais famoso do mundo – me chamou a atenção porque ele leva apenas 3 ingredientes, não precisa de sorveteira para prepará-lo e a textura fica incrível, sedosa  e totalmente sem cristais de gelo. Mas atenção: ele é beeem doce, vale servir com frutas ou acompanhando uma sobremesa menos açucarada para dar uma balanceada.

Sorvete de Leite Condensado Super Fácil (adaptado do NY Times)

  • 1 xícara de creme de leite fresco bem gelado
  • 1 lata de leite condensado gelada
  • 1/2 fava de baunilha (ou 2 colheres de chá de essência de baunilha)

Bata o creme de leite gelado na batedeira até obter picos moles. Vá adicionando o leite condensado gelado aos poucos, batendo em velocidade baixa. Junte a baunilha e bata mais um pouco, em velocidade média, até ficar cremoso.

Passe a mistura para um recipiente com tampa e leve ao freezer por 6 horas. Deixe na geladeira por uns 10 minutos antes de servir.

Picolé de nectarina e iogurte

Vou confessar uma coisa pra vocês: eu sou uma esnobe no que se trata de sorvetes. Sorvete de supermercado só se for daquelas marcas que custam um milhão de dólares e tem um milhão de calorias, se me vier com sorvete baratinho eu ignoro total. Se for sabor napolitano então, eu até me ofendo.

Não é minha culpa, gente: vocês repararam como os sorvetes de hoje não são mais iguais aos de antigamente? Dá pra sentir a gordura hidrogenex e o emulsificante de longe, fica difícil ser feliz assim.

Se o seu bolso está vazio como o meu e ainda não deu pra realizar o sonho da sorveteira própria, o negócio é se virar com um honesto picolezinho caseiro. Segura a minha mão e vem, gente, que vocês não vão se arrepender.

Esse sorvetinho foi adaptado de uma receita do site da Patricia Scarpin – se você tiver sorveteira, se joga. Senão, pode fazer picolé que fica perfeito, delicioso, maravilhoso, cremoso. Se não tiver os moldes, pode colocar a mistura em copinhos pequenos com um palitinho que também fica fofo e dá super certo.

Picolé de Nectarina e Iogurte (rende aproximadamente 12 picolés) – adaptado daqui

  • 6 nectarinas maduras (pode ser pêssego também)
  • 1/4 de xícara de água
  • 1/4 xícara de açúcar (pode colocar menos ou mais, a seu gosto)
  • 2 copinhos de iogurte natural
  • moldes para picolé ou copinhos pequenos
  • palitos de madeira para sorvete

Descasque as nectarinas e retire as sementes (para descascar, mergulhe as frutas em água fervente por 20 segundos e puxe a casca, que sairá com facilidade). Corte em cubos.

Numa panela, junte a fruta e a água e leve ao fogo baixo por 10 minutos, até a nectarina ficar macia. Mexa de vez em quando. Junte o açúcar e deixe esfriar bem.

Bata a mistura fria no liquidificador com o iogurte. Eu bati só um pouquinho para ficar com pedacinhos de fruta. Prove se está bom de açúcar e distribua a mistura entre os moldes de picolé ou copinhos. Leve ao freezer por 30 minutos e coloque os palitinhos de sorvete. Leve ao freezer por mais 4 horas.

Para soltar dos moldes, passe por água corrente com cuidado.

Fim de Férias – Picolé de Amoras

Se tem uma coisa que não te contam antes de você ter filhos é o trabalho que dá ficar com eles em casa pelos DOIS MESES de férias escolares.

Não estou reclamando, adorei cada segundo e provavelmente vou chorar copiosamente assim que os portões da escola se fecharem na próxima segunda-feira, mas haja imaginação para entreter essas criancinhas que se interessam pelas coisas por cinco minutos.

Pintamos maravilhosas obras de arte com os dedos, fizemos belíssimas jóias e  colares de macarrão, compramos um peixe que foi batizado com o nome de Hipopótamo, plantamos um feijão no algodão que já está enorme e agora vai mudar pra um vaso,  fizemos muitos bolinhos de aniversário de areia do parquinho e cantamos parabéns, vestimos maiô pra brincar no chuveiro, assistimos Branca de Neve, Rei Leão e Pequena Sereia mil vezes, assamos biscoitinhos, rabiscamos algumas paredes com giz de cera (bem, eu não participei dessa parte a não ser na hora de limpar…) e também fizemos picolé de amora.

Eu não tenho sorveteira e, apesar de sonhar todas as noites com uma, não consigo me conformar em pagar R$300,00 numa coisa que custa originalmente US$30,00. Então faço picolés, fazer o quê?

Picolé de Amora (rende 6 unidades pequenas)

Esses são muito fáceis de fazer, podem ser feitos com outras frutas (morango, manga, pêssego) e perfeitos pra criançada ajudar. Eu não tenho formas de picolé, então usei copinhos de cachaça. Dá pra usar também copinhos de plástico tamanho festa. Pro pessoal que está de dieta, é só substituir o açucar por adoçante culinário (adoce a gosto).

Ingredientes:

  • 2 1/2 xícaras de amoras congeladas
  • 1/3 xícara de açúcar (ou adoce a gosto)
  • 1/3 xícara de água quente
  • 6 copinhos pequenos
  • 6 palitos de sorvete

No processador ou no liquidificador, coloque as amoras (não precisa descongelar), o açúcar e a água quente. Bata até virar um purê. Prove se está bom de açúcar e passe por uma peneira para tirar as sementinhas, apertando bem para extrair o máximo de fruta possível.

Distribua a mistura nos copinhos, coloque os palitos e leve ao freezer ou congelador por pelo menos 4 horas. Para soltar dos copinhos, passe-os por água morna.

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