Receitas de Família – bolo preguiçoso de laranja

bolo de laranja

Aqui em casa tenho uma boa quantidade de livros de receita – não tantos quanto alguns amigos blogueiros (alô Pat, alô VH!), mas com certeza mais que pessoas normais que não trabalham com cozinha.

Às vezes eu olho pra estante e penso que talvez se fizesse uma receita por dia pro resto da minha vida talvez eu conseguisse experimentar tudo que tem ali. Pra compensar o dinheiro que gastei com eles, né? Quem sabe um dia não me inspiro e mando um Julie e Julia nos livro tudo.

O problema é a preguiça.

Quando a preguiça domina nada mais me resta senão voltar para as origens e abraçar forte o conforto das receitinhas do caderno da mamãe. Quase tudo ali é fácil e rápido, sob medida para a mãe de 3 que trabalhava fora, e uma ou outra receita mais elaborada/chic/anos 80 (e pavês, muitos pavês).

Esse bolo de laranja estava meio escondido num canto de página. Sob o nome Bolo de Laranja Jô só uma lista de ingredientes e um modo de fazer meio mal explicado (dizia apenas bater tudo no liquidificador e assar), mas eu me lembrava dele muito bem, assado em tabuleiro retangular e cortado em losangos. A Jô eu não me lembro quem era, mas agradeço pela receita.

Me lembro que a laranja era batida no liquidificador com casca e tudo, e o bolo às vezes ficava com um leve amargor. Como não curto muito o sabor amargo em doces dei uma adaptada na receita – ele ficou bem fofinho, com um sabor suave de laranja, aquele bolo que abraça a gente pelo estômago.

Bolo Preguiçoso de Laranja

  • 3 ovos extra
  • 1 xícara de óleo de milho ou girassol
  • raspas da casca de uma laranja
  • 2 laranjas sem casca e sem sementes, cortada em pedaços
  • 300g (1 e 1/2 xícara) de açúcar refinado
  • 325g (2 e 1/2 xícara) de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Calda:

  • 200g (1 xícara)  de açúcar de confeiteiro
  • 2 colheres de sopa de suco de laranja
  • raspas de laranja (opcional)

Unte e polvilhe com farinha de trigo uma forma de buraco no meio (25cm de diâmetro) ou retangular de 20X30cm. Aqueça o forno a 180 graus.

Numa tigela grande misture a farinha de trigo e o fermento. Reserve.

Bata no liquidificador os ovos, óleo, raspas, laranjas e o açúcar até virar um creme liso. Passe essa mistura para a tigela com a farinha de trigo e misture muito bem com um fouet ou espátula, até ficar homogêneo. Passe para a forma preparada e asse por mais ou menos 40 minutos, ou até passar no teste do palito (na forma de furo no meio demora mais).

Desenforme morno.

Prepare a calda misturando todos os ingredientes numa tigela média e coloque sobre o bolo ainda morno. Se ficar muito grossa coloque mais suco, se ficar muito liquida coloque mais açúcar.

Sirva frio (minha vó falava que bolo quente dá dor de barriga).

bolo preguiçoso de laranja

55 gemas, como lidar? – Papos de Anjo

papos de anjo

O que fazer com 55 gemas?

Resumo da história: comprei algumas caixas de gemas pasteurizadas para uns pudins de encomenda, e sobrou uma. Um quilo inteirinho de gemas amarelinhas. Nada mais nada menos que 55 danadas com a data de validade chegando ao fim.

Jogar fora nem pensar. Arregacei as mangas, me transformei na confeiteira louca portuguesa e dei cabo de todas elas em duas tardes.

Agora vocês vão ter que aguentar a série de receitas que vem pela frente – já aviso que quem tiver problemas de colesterol alto melhor já ir ligando pro cardiologista.

Os papos de anjo foram uma sugestão da amiga Maria Pia – a mãe dela gentilmente me passou a receita, que é quase igual à uma que encontrei no site do programa da Palmirinha (minha referência quando preciso consultar doçaria brasileira, podem ir na dela que não tem erro). Eu, a bem da verdade, provei papos de anjo uma vez na vida, há muito tempo, mas nunca me esqueci da delícia daquele sabor. É daquelas sobremesas mágicas que levam poucos ingredientes e são tão fáceis de fazer que a gente nem acredita – ainda mais quando as gemas já vem separadas numa caixinha longa-vida, como foi o meu caso.

Facilita mais ainda se for utilizado um spray para untar as forminhas (comprei um importado, da Wilton, por 17,00 a latinha), aí é tipo fast food.

Papos de Anjo (rende aproximadamente 40 unidades pequenas)

  • 1 quilo de açúcar
  • 1,5l de água
  • 1 colher de chá extrato ou essência de baunilha
  • 12 gemas
  • 3 colheres de sopa de amido de milho
  • 1 colher de chá de fermento em pó

Comece fazendo a calda: Numa panela média, misture a água e o açúcar. Leve ao fogo forte e deixe ferver até o açúcar dissolver bem e formar uma calda rala. Desligue o fogo e misture a baunilha. Reserve.

Unte com manteiga e polvilhe farinha de trigo (ou use spray desmoldante) 40 forminhas de empadinha e as coloque sobre uma assadeira grande. Ou faça o mesmo com as cavidades de 2 formas para mini cupcakes (usei essas). Aqueça o forno a 200 graus.

Na batedeira, bata as gemas por cerca de 10 minutos, até ficarem claras, fofas e cremosas. Junte o amido de milho e o fermento e bata novamente para misturar.

Encha as forminhas até a metade e leve ao forno até firmar e dourar ligeiramente. Deixe amornar, desenforme e coloque os papos na calda ainda na panela. Quando esfriar completamente passe para uma compoteira e guarde em geladeira. Sirva depois de algumas horas, ou no dia seguinte.

papos de anjo 2

Brasil, mostra a sua cara – bolo de coco embrulhadinho

Escrevo estas maltraçadas linhas enquanto espero por mais um capítulo daquela que é a culpada pelo meu sono diurno: a reprise da novela Vale Tudo, que vai ao ar no canal Viva às quinze para uma da madrugada. Veja se isso é horário de uma mãe de família estar acordada pra ver novela, minhazamiga. Ou deveria dizer cherrí?

Não sou muito de novela, mas eu simplesmente não resisto às peripécias de Heleninha Roitman bebum, Maria de Fátima, César Ribeiro, Ivan Meireles e cia. É muita tensão, humor e sedução, tudo regado com o delicioso universo politicamente incorreto dos anos 80. Onde mais a gente pode ver um pai andando alegremente com sua criança no banco da frente do carro, SEM cinto de segurança, e fumando um marlborão na cara do moleque?

E não nego – Raquel Aciolly vencendo na vida vendendo sanduíche na praia e virando uma grande empresária do ramo da alimentação não deixa de me inspirar. ;)

E tem ela, a maior e pior vilã de todos os tempos. Ela te despreza, ela é cruel, ela é:

ODETE ROITMAN!

E hoje, no capítulo 193, ela vai morrer, cruelmente assassinada por uma das personagens da trama, que eu não vou contar porque vai que alguém não sabe ainda, né?

UPDATE: Não foi hoje, gente! Vamos acompanhar! ;)

Em homenagem à Odete nesse dia fatídico, fiz este docinho anos 80 bem CRASSE MÉDIA, que eu adoro. Se ela ainda estivesse viva morreria só de ver esses bolos embrulhadinhos. R.I.P. Odete.


Bolo Embrulhado – rende 32 pedaços (receita do saudoso blog Rainhas do Lar)

  • 4 gemas
  • 2 colheres de manteiga sem sal
  • 1 1/2 xícara de açúcar
  • 2 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1 xícara de leite
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 4 claras em neve
  • 1 vidro de leite de coco
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 pacote de coco ralado

Unte com manteiga e polvilhe farinha de trigo numa assadeira de 20x30cm. Preaqueça o forno a 180°C.

Na batedeira, bata bem as gemas, o açúcar e a manteiga, até virar um creme claro e fofo. Junte a farinha intercalando com o leite e bata mais um pouco. Junte o fermento e misture bem.

Incorpore delicadamente as claras em neve e transfira a massa para a assadeira preparada. Leve ao forno por mais ou menos 25 a 30 minutos, até passar no teste do palito.

Enquanto isso, misture o leite de coco e o leite condensado. Regue com um pouco da calda o bolo ainda quente. Deixe esfriar bem, corte em quadrados, e passe-os no restante da calda, e depois no coco.

Embrulhe em papel alumínio e deixe gelar.

Rocambole de Bombocado – Promoção União 100 anos

O primeiro livro de receitas que eu me lembro de ter visto na vida foi um do açúcar União, na casa da minha avó.

Quando passava o dia lá, eu ficava horas e horas folheando o livrinho, admirando as lindas fotos de doces e lendo as receitas – eu sei, olha como eu era uma criança fácil de entreter… :)

O mais interessante desse livro é que cada receita tinha sido mandada por uma consumidora, e abaixo do título vinha o nome completo e o endereço da dona de casa sortuda que tinha conseguido publicar seu docinho de família pra todo o Brasil.  Minha imaginação voava – lia todos os nomes, checava se morava perto, longe, em outra cidade, inventava quantos filhos ela tinha, até a cor do avental.

O tempo passou e um dia minha avó me deu o livrinho de presente – as receitas continuam ótimas, e vira e mexe eu me pego de novo olhando as fotos e imaginando qual a próxima receita que eu vou fazer (porque agora não preciso mais de ajuda pra acender o forno, né?)

Fiquei super feliz quando o pessoal do açúcar União entrou em contato comigo para contar que estão lançando um novo livro, resgatando as melhores receitas das publicações antigas e com muitas receitas novas, para comemorar os 100 anos da empresa. Quer saber como conseguir o seu?

A União está completando 100 anos e a comemoração vai ser uma delícia!
Preparamos um livro muito especial, com 100 receitas de dar água na boca. Todas elas resgatam memórias muito queridas, escolhidas com carinho.
E como não podia deixar de ser, acrescentamos uma pitada de receitas inéditas, para construirmos juntos as próximas lembranças.
Para conseguir o seu é fácil, junte os códigos de barras de dois produtos União diferentes, e com mais R$ 9,99 o livro é seu: basta trocar com uma revendedora Avon.
A festa vai começar e você é parte dessa história.
UNIÃO 100 anos.

http://www.ciauniao.com.br/promocoes

***


Aproveitei a oportunidade e fiz uma receita que estava de olho faz muito tempo, do livrinho da minha avó – esse rocambole de bombocado é absolutamente delicioso, de textura delicada e fácil de fazer. Eu usei coco ralado fresco, que fica mais gostoso ainda, mas pode usar coco de pacotinho que também dá certo.

Rocambole de Bombocado ( do livro 200 receitas do Açúcar União)

“Receita enviada por Da. Márcia Maria Zimpeck, residente na Rua General Glicério,  Santo André, S. P.”

Ingredientes:

  • 6 ovos grande (ou 7 pequenos)
  • 500g de açúcar União
  • 1 colher de sopa rasa de farinha de trigo pura
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 coco pequeno ralado (ou 2 pacotinhos de coco seco)
  • 100g de queijo parmesão ralado

Modo de fazer:

Unte uma assadeira de 30X40cm com manteiga, forre com papel manteiga, unte novamente e polvilhe bem com açúcar. Preaqueça o forno a 180°.

Bata as 6 claras em neve e junte as gemas, sem parar de bater. Adicione os demais ingredientes e misture levemente. Despeje a massa na assadeira e leve ao forno até dourar (para mim levou mais ou menos 25 minutos).

Desenforme sobre um pano úmido bem torcido e polvilhado com açúcar e enrole como rocambole, com o auxílio do próprio pano (ainda quente). Deixe esfriar, corte as pontas e sirva.

* Este post foi patrocinado pela União

É demodê? – Manjar branco com calda de jabuticaba

Sei lá porque, me deu uma vontade de comer manjar branco, e lá fui eu fazer um.

Daí pensei: será que manjar ainda é sobremesa que o povo gosta ou ficou fora de moda, hein? Fiquei curiosa e lancei a pergunta para os universitários amigos do Twitter. As respostas foram UÓTEMAS: manjar não é fora de moda, é vintage; na verdade, é sobremesa chic, porque é uma panna cotta rancheira; não existe comida fora de moda, existe comida boa e ruim.

E começou uma avalanche de lembranças de comidas que não se usam mais, ou que um dia foram chiquéeeeerrimas e hoje são totalmente demodê: coquetel de camarão, pavê, estrogonofe, sanduichinho de carne louca, gelatina salgada e a campeã, a melhor, a inesquecível…

BIRIBA!*

*foto gentilmente afanada da amiga Luciana Betenson

E como disse uma outra amiga virtual outro dia desses, você percebe que a idade está avançando quando é testemunha ocular da ascensão e queda do tomate seco e vê o petit gateaux passar de iguaria de luxo a sobremesa do Giraffa’s.

E vocês, se lembram de alguma comida que ficou demodê?

Manjar Branco com Calda de Jabuticaba (rende 5 pudinzinhos) - a calda foi inspirada pela receita de geléia do blog Panela de Cobre

Estava com vontade de comer manjar, mas não tinha ameixas pretas em casa. Mas tinha, graças à jabuticabeira carregada da minha cunhada Aniela, um sacão de jabuticabas bem maduras e gordinhas. Pra virar calda foi um pulo.

Ingredientes do manjar:

  • 1 vidro de 200ml de leite de coco
  • 300ml de leite integral
  • 2 colheres de sopa de maizena
  • 1/4 de xícara de açúcar refinado
  • 1/4 de xícara de coco fresco ralado (opcional)

Ingredientes da calda:

  • 500g de jabuticabas maduras
  • água
  • açúcar cristal

Prepare o manjar: Dissolva a maizena em um pouquinho do leite. Molhe forminhas de pudim, ramequins ou uma forma de muffins e reserve.

Misture todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo médio, mexendo sempre até ferver e engrossar. Deixe cozinhar por uns 5 minutos após a fervura, sem parar de mexer para não empelotar. Divida a mistura entre as forminhas previamente molhadas, deixe esfriar e leve à geladeira por pelo menos 4 horas. Desenforme nos pratinhos para servir.

Prepare a calda: Coloque as jabuticabas em uma panela e esmague com as mãos, para estourá-las. Adicione água suficiente apenas para cobrir as frutas e leve ao fogo alto. Ferva por 15 minutos, até obter um caldo bem roxo.

Retire do fogo e coe, sem apertar muito, reservando o caldo numa tigela. Descarte os sólidos.

Pese o líquido obtido e junte o mesmo peso em açúcar cristal. Volte para a panela e leve ao fogo até levantar fervura. Deixe cozinhar por mais ou menos 5 minutos, desligue o fogo e passe para um vidro limpo. Tampe ainda quente e guarde em geladeira, por até uma semana. Sirva sobre o manjar.

Quase tudo é mais legal espetado num palito – Mini Alfajores

Uma das coisas mais legais de ter blog de comida é o seguinte: suas amigas, e os familiares de suas amigas, mandam receitas pra você. Numa dessas, acabou chegando às minhas mãos uma verdadeira relíquia de família, um livro de receitas bem antigo, argentino, chamado “El Libro de Doña Petrona”, presente da minha amiga Caroline Figueiredo.

Não conhecia a tal Doña Petrona, e fui atrás de conhecer: verdadeiro fenômeno cultural, Petrona C. de Gandulfo começou sua carreira de culinarista nos anos 40 ensinando a Argentina a cozinhar nos “modernos” fogões a gás e conquistou rádio, televisão e revistas. Este livro que eu ganhei, com suas 701  páginas de receitas, é ainda um dos mais vendidos na terra do tango, mais de 70 anos depois de sua primeira publicação.

Me apaixonei pelo livro, principalmente depois que passei os olhos pela dedicatória, olha só:

“Com essa obra quero ajudar de todo coração às donas de casa, porque sei que desejam sempre brindar seus lares com as coisas mais deliciosas que puderem fazer para seus entes queridos.”

Fica aqui minha homenagem a ela na forma desses pequenos alfajores – e como quase tudo fica mais legal espetado num palito, espero que Doña Petrona não se importe de ter transformado a receita dela em pirulitos.

Alfajores (receita adaptada do “El Libro de Doña Petrona” e do site utilisima.com) – rende 30 mini alfajores

Para decorar os alfajores, eu usei transfers para chocolate, à venda em lojas especializadas para confeitaria – é só cortar um pedaço do papel com o transfer e aplicar sobre o alfajor com o chocolate ainda fluido. Retire quando endurecer. Para fazer os pirulitos, usei palitos próprios, mas podem ser de madeira também – basta introduzir no recheio de doce de leite antes de banhar.

Ingredientes para a massa

  • 90g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 70g de açúcar
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1/2 colher de sopa de raspas de casca de laranja
  • 1 ovo
  • 180g de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de cacau em pó
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó

Para o recheio

  • 1 xícara de doce de leite (se for argentino, melhor)

Para cobrir

  • 300g de chocolate ao leite

Faça a massa: Numa tigela grande, bata a manteiga, o açúcar, o mel e o ovo até virar um creme. Junte a casca de laranja e peneire os ingredientes secos sobre o creme. Misture muito bem (vai ficar uma massa firme, porém meio pastosa). Embrulhe em plástico filme e leve à geladeira por uma hora para firmar. Enquanto isso, preaqueça o forno a 200° e forre duas assadeiras com papel manteiga.

Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra a massa até fica com 0,5cm de espessura. Corte em rodelas com um cortador de 3cm de diâmetro, se for fazer mini alfajores, ou de 6cm se quiser dos grandes, e transfira para as assadeiras preparadas. Asse por 8 a 10 minutos, mas não é preciso deixar dourar. Os biscoitinhos ficam secos, porém macios. Deixe esfriar na assadeira.

Montagem: Aplique uma colher de café cheia de doce de leite em metade dos biscoitos. Se for fazer pirulitos, coloque os palitos sobre o doce de leite e cubra com a outra metade dos biscoitos que sobraram.

Forre uma superfície de trabalho com papel manteiga e corte a folha de transfer, se for usar.

Derreta e tempere o chocolate. Com a ajuda de um garfo, banhe os alfajores e escorra o excesso – não segure pelo palito do pirulito, pois nesse estágio somente o doce de leite não sustenta o doce o suficiente para banhar. Apóie os alfajores sobre o papel manteiga, aplique o transfer em cada um e deixe secar em temperatura ambiente por pelo menos 30 minutos para retirar. Guarde em recipiente vedado por até 4 dias.

Ganhei essa caixa linda em estilo provençal da artista plástica Célia Regina Freitas e achei que combinava perfeitamente com um presente para maternidade ou batizado – quem quiser o contato dela pode me mandar um email, ok?

Quindins da Vó Da Lena

Quindim, eu acho esse nome tão bonitinho… E é um dos meus doces favoritos, se é que isso existe.

Doce de festa, porque pra juntar trocentas gemas e ralar um coco fresco, só em ocasiões especialíssimas, né? É curioso pensar que dos trabalhosos doces de antigamente, o quindim seja um dos poucos que tenham sobrevivido e seja ainda corriqueiro hoje em dia. Deve ser porque é DELICIOSO, e nem a praticidade das receitas modernas conseguiu exterminar essa maravilha amarelinha.

Quando eu perguntei pazamiga do twitter o que fazer com uma montanha de gemas que estavam dando sopa na cozinha, tive 20 replies, e todos diziam quindim. Não precisava pedir duas vezes: eu já estava mega de olho na receita da @LenaGasparetto, receita da avó dela, D. Victória.

Quindins da Vó da Lena - como fiz a receita exatamente como a Lena manda, vou transcrever o texto dela aqui, com as minhas observações em negrito.

Tempo de preparo: 1 hora e 15 mais tempos de resfriamento
Porções: Dependo dos tamanhos das forminhas (usei forminhas grandes e obtive 14 quindins)

Ingredientes:

  • 2 xícaras de coco fresco ralado
  • ½ kg de açúcar
  • 1 1/2 xícara de água
  • 2 cravos
  • 1 pauzinho de canela
  • 1/3 de colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de manteiga (colheres-medidas, niveladas) (esqueci de colocar, mas deu certo também)
  • 2 colheres de chá de baunilha
  • 18 gemas passadas na peneira
  • Manteiga derretida e açúcar para untar as forminhas ou glucose de milho (vide “Dicas da Lena)

Preparo:

Numa panela, coloque ½ kg de açúcar, a água, os cravos, a canela e o sal.
Leve para ferver, sem mexer a calda (mas com um pincel de silicone molhado, pincelando as bordas internas da panela para não formar cristais de açúcar), até o ponto de “pano” (ou ponto de fio forte também dá certo) – cerca de 7 minutos de fervura.
Passe as gemas na peneira; acrescente a baunilha e reserve numa tigela.
Retire do fogo, coloque a manteiga e espere a calda amornar.
Descarte os cravos e a canela.
Junte o coco fresco ralado, e as gemas com a baunilha.
Mexa delicadamente com uma espátula de borracha até misturar.
Pré-aqueça o forno a 180°.
Leve uma chaleira ao fogo para ferver a água do banho-maria.
Unte com manteiga derretida e polvilhe com açúcar, cerca de 20 forminhas de quindins (mas atenção: a quantidade varia muito conforme o tamanho das forminhas)
Disponha-as numa assadeira, e com uma concha pequena, encha 2/3 de cada forminha com a mistura. (fique atento para distribuir igualmente o coco entre todos os quindins)
Leve ao forno pré-aquecido, e com muito cuidado, despeje 1 cm de altura de água fervente entre as forminhas para assá-las em banho-maria.
O tempo é cerca de 30 minutos para assar, mas depende muito da temperatura do forno e dos tamanhos das forminhas.
O certo é enfiar um palito, e quando sair limpo, estará pronto.
Retire as forminhas da assadeira e deixe amornar numa grade ou em outra superfície.
Quando estiverem quase frios, desenforme os quindins com a ajuda de uma faquinha de ponta, girando delicadamente com a ponta dos dedos para que ele não se danifique, ao retirar das forminhas.

Sirva gelados ou em temperatura ambiente

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DICAS DA LENA:

- Eu prefiro untar as forminhas com glucose de milho, para dar mais brilho.
– Pode usar a glucose transparente e mais firme, à venda em lojas de artigos para confeitaria ou o Karo.
– No primeiro caso, dilua num pouquinho de água e leve ao microondas apenas para aquecer e misture com uma colher, para dar ponto de espalhar.
– No caso do Karo, aqueça numa tigelinha do micro cerca de 1/15 segundos no micro, para dar consistência de pincelar.
– Nesses ambos casos, a manteiga derretida não é necessária.
– Se não tiver coco fresco, pode usar um pacote de 100 grs., de coco seco, hidratado em 1/3 de xícara de água, aguardando uns 10 minutos para a hidratação. Mas sempre lembrando que coco fresco dá um resultado mais macio!
– Quindins são deliciosos, mas requerem um pouco de prática.
E é pra isso que estamos aqui, não? Para experimentarmos até o nosso resultado ideal!

Promoção Aniversário The Cookie Shop – Bolo Chiffon para momentos chics da mamãe

Engraçado como o tempo passa e as coisas mudam tanto: quando eu era criança, a gente andava de carro sem cadeirinha de bebê, ou até no banco da frente; engasgava com bala Soft e o tio virava a gente de cabeça pra baixo pra desengasgar como se fosse a coisa mais normal; bebia coca-cola e guaraná na mamadeira e comia cigarrinhos de chocolate .

As receitas de bolo também mudaram demais – essa receita de bolo chiffon, que minha mãe fazia sempre nos aniversários e momentos “chics” da vida familiar, leva ovos crus no glacê, coisa impensável nos dias de hoje, e muuiiita manteiga.  Mas pra mim, ele tem o gostinho delicioso da infância, e eu aproveitei pra realizar meu sonho dourado e fazer um bolo de dois andares, ainda que bem pequenino. A receita está no final deste post.

Aqui estão as fotos das leitoras que fizeram a versão delas do bolo da infância – os bolos e histórias são super divertidos, e você pode votar no seu preferido pelo número, deixando um comentário neste post *VOTAÇÃO ENCERRADA*

O bolo mais votado vai ganhar uma cópia do livro  Martha Stewart’s Cupcakes: 175 Inspired Ideas for Everyone’s Favorite Treat, e o resultado vai ser anunciado no sábado, dia 24/04 - boa sorte e obrigada por terem participado!

* clique nas fotos para aumentar

1. Adriana Oliveira, Belo Horizonte – MG

Esse pão de ló de laranja com recheio e cobertura de chocolate e café era devorado, admirado e copiado pela galera. Para as festas, ele era lindamente decorado com pêssegos em calda e uvas – a Dri foi caçar o antigo caderno da mãe, modernizou a receita e fez seu bolo preferido bem lindinho em forma de coração. A receita está no blog dela.

2. Ana Maria, Osasco – SP

Ana conta que esse é um bolo que costuma fazer desde sempre para a criançada em casa, que é muito simples, chocolate com recheio de brigadeiro e cobertura de chantilly de chocolate, daqueles prontos mesmo. Parece que a garotada ama o bolo, e não sobra pedaço sobre pedaço.

3. Ana Matusita, Campinas – SP

A Ana conta que a mãe dela não era assim uma beleza no quesito organização de festas infantis, e sempre fazia ela passar por momentos embaraçosos com os amiguinhos. O aniversário que mais ficou marcado foi o que mamãe decorou seu bolo com nada mais nada menos que… brasões de times de futebol! E ela resolveu fazer não só o bolo, como a festa toda. A receita e história completa estão no blog dela.

4. Andrea Sguizzardi Hirschheimer, São Paulo – SP

A Andrea fez esse bolo para a festa de uma amiga, para relembrar o delicioso bolo de coco gelado, daqueles molhadinhos,  embrulhados em papel alumínio, tão comuns nas festinhas dos anos 80. Foi ela mesma quem decorou a caixa – da Pucca – personagem preferida da aniversariante.  O Palácio dos Enfeites que se cuide!!!

5. Anna Paula Leal, Rio de Janeiro – RJ


Passeando por um brechó,  a Anna Paula encontrou uma edição dos anos 80 de um livro de receitas do açúcar União, e escolheu a receita da capa para fazer pra gente. É uma receita beeem à moda antiga, desde o nome (Legítimo Bolo Papo de Anjo) até os ingredientes, raros de ser ver nos dias de hoje – a massa é feita com TRINTA GEMAS!

O bolo parece delicioso, e a receita está no blog dela.

5 (esse fica sendo o 5B, tá pessoal? – erro de digitação!). Laila Costa, Belo Horizonte – MG

Laila conta: “Eu me lembrei de um bolo, do meu aniversáro de 04 anos que, quando partido, aparecia meu nome lá dentro! Era quase mágica!!! (…) Como este não tinha sido feito por nenhum parente e não fazia a mínima ideia de sua montagem, lembrei de um “Bolo Xadrez” e, como ele também fez parte de aniversários quando eu era criança e a “ideia” era mais ou menos a mesma do meu bolo de 04 anos, resolvi fazer.”
A receita está no blog dela.
6.  Rosana Marangoni, Sorocaba – SP
A Rosana reproduziu, com a receita original, o bolo inesquecível do seu aniversário de 8 anos – um sensacional bolo-piscina! Ela conta que construiu inclusive o escorregador, feito com papelão, palitos de churrasco e pasta americana. Repare que os bonequinhos estão também de trajes de banho de pasta americana. A receita está no blog dela.
7. Rosana Sperotto, São Leopoldo – RS
A Rosana foi boleira/ doceira (hoje não exerce mais a profissão), e teve a oportunidade de relembrar vários bolos marcantes da infância dela nas festas de clientes, e também nos aniversários do filho, que hoje é chef de cozinha. Ela manda a foto de um com decoração bem vintage, com babadinhos de glacê e flores – me lembrou das festas de 15 anos dos anos 80!
8. Sandra Bylaardt, Niterói – RJ

A Sandra batizou esse bolo de “Bolo Cafona”, e fez para o aniversário da mãe. Na verdade, foi uma homenagem aos bolos que a mãe fazia para ela e as 5 irmãs, um bolo branco com recheio de doce de leite e coco, sempre decorado com muitas florezinhas e folhinhas. Saiba mais no blog dela.
9. Sandra Peres, São Paulo – SP
A Sandra fez o bolo preferido dela desde o seu primeiro aniversário! Ela conta que essa massa, um pound cake,  é super versátil, só mudando os recheios e coberturas ao longo dos anos. No blog dela tem todo o passo a passo para fazer um igual, e também umas fotos incríveis de rótulos do Leite Moça antigas.
10. Talita Antunes

A Talita relembrou a infância fazendo esse lindo bolo de ursinho para o aniversário da priminha – o urso e a colméia foram esculpidos a mão pelo marido dela! O bolo base é de chocolate, e o urso e colméia são bolo branco recheados com doce de leite, e para a cobertura, ganache de chocolate branco tingido com corante e ganache de chocolate escuro.
É isso! Boa sorte a todas, e parabéns pelos lindos bolos!
Bolo Chiffon de Chocolate (do livro Bom Apetite, da Abril Cultural)
Massa:
  • 50g de chocolate em pó
  • 220g de açúcar
  • 80g farinha de trigo
  • 5 ovos
  • 3/4 xícara de água quente
  • 1/2 xicara de óleo de amendoim (usei de milho)
  • 3 colheres de chá de fermento em pó
  • 1 colher de chá de essencia de baunilha
Cobertura (atenção: o consumo de ovos crus pode ser perigoso, então é recomendado o uso de ovos pasteurizados para esta receita)
  • 260g de açúcar
  • 2 ovos
  • 100g de chocolate em pó
  • 120g de manteiga
  • 3 a 4 cálices de rum
Massa:
Desmanche o chocolate na água quente e deixe esfriar. Bata as gemas com o açúcar até obter um conjunto liso e homogêneo. A seguir, junte a farinha de trigo, o óleo, 2 colheres de chá do fermento, a baunilha e o chocolate desmanchado.
A parte, bata as claras em neve bem firme. Enquanto estiver batendo, acrescente aos poucos o fermento restante. Junte tudo a primeira mistura.
Despeje numa forma desmontável untada e enfarinhada. leve ao forno moderado. Deixe assar, tendo o cuidado de que a massa não queime. Deixe esfriar e desenforme.
Recheio e cobertura:
Bata bem os ovos. Junte o açúcar aos poucos, sem parar de bater. Adicione o chocolate em pó, a manteiga amolecida e o rum, batendo por mais uns minutos até que o conjunto fique bem cremoso e leve.
Corte o bolo em 2 ou 3 discos. Espalhe um pouco de creme no primeiro, arrume por cima outro disco e assim até o último. Por fim cubra o bolo com o resto do creme. Decore com o saco de confeiteiro e enfeite com granulado.

Receitas de Antigamente – Cupcakes Formigueiro

CUPCAKES-FORMIGUEIRO

Quando minha mãe faleceu,  acabei herdando dela alguns livros de receitas antigos, dos anos 60 e 70, e também o velho caderno de receitas.

Ele já era meu velho conhecido, tem até receitas ali com a minha letra, mas a maioria delas foi minha mãe quem coletou.  Eu tenho um verdadeiro fascínio por receitas antigas, ainda mais quando elas tem história. Então resolvi que ia testar as receitas que minha mãe deixou ali. Algumas eu já provei pelas mãos da mamãe, outras, principalmente recortes de revistas, acho que ela colou ali porque achou interessantes, não sei.

Resolvi começar por essa – uma releitura do bolo formigueiro que a Conceição, empregada de uma amiga da mamãe, fazia. Ela já tinha uma certa idade – diziam que ela era freira e tinha largado o convento, e acabou indo trabalhar como doméstica, daquelas que moram na casa.

A Conceição sempre fazia quando íamos à casa da amiga o tal bolo formigueiro: um bolo de coco bem úmido, cheinho de granulados de chocolate derretidos no meio da massa, super saboroso. Como eu não tinha granulado de chocolate em casa, resolvi fazer com um cor-de-rosa que tinha sobrado e estava dando mole na despensa. Aproveitando a ocasião, resolvi fazer também uma tal “cobertura cor-de-rosa”, recorte de revista não identificada dos anos 80. Ela é como um marshmallow, só que com gelatina do sabor que vc quiser.

pink-cupcakes

*************MENSAGEM IMPORTANTE*********

O concurso “VAMOS ENTRETER A HELENINHA” continua! O vencedor ou vencedora será anunciado no próximo post, em algum dia da semana que vem. A juíza será ela, a inigualável Heleninha – vamos testar as idéias que forem deixadas nos comentários até segunda-feira, 6 de julho.

*******FIM DA MENSAGEM IMPORTANTE*********

Bolo Formigueiro (Conceição) – rende 24 cupcakes

  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 200g manteiga em temperatura ambiente
  • 2 xícaras de açúcar
  • 4 gemas
  • 100g de coco ralado seco (um pacotinho)
  • 1 xícara de leite
  • 50g chocolate granulado (ou granulados coloridos)
  • 4 claras batidas em neve

Para o bolo

Preaqueça o forno a 180°C. Coloque forminhas de papel em duas formas para muffins de 12 buraquinhos. Reserve.

Em uma tigela grande, peneire a farinha e o fermento. Misture Bem. Reserve

Na batedeira, bata as claras em neve. Reserve.

Bata a manteiga e o açúcar até formar um creme branco e fofo. Junte as gemas, uma a uma, batendo bem a cada adição. Junte o coco ralado e bata para misturar. Junte a mistura de farinha, alternado com o leite (farinha/leite/farinha/leite/farinha). Misture o granulado.

Tire da batedeira. Junte as claras em neve, envolvendo cuidadosamente com uma colher grande para incorporar.

Encha as forminhas com a massa até 2/3 cheias. Asse por mais ou menos 20 a 25 minutos. Um palito deve sair seco quando espetado nos bolinhos.

Cobertura Cor-de-Rosa (fonte não identificada)

  • 1 xícara de água
  • 2 xícaras de açúcar
  • 3 colheres de sopa de gelatina de sabor morango, cereja, framboesa, etc
  • 2 claras batidas em neve
  • 1 colher de chá de baunilha (não usei)

Misture muito bem a água com o açúcar e a gelatina e leve ao fogo para levantar fervura, e até que o açúcar esteja dissolvido. Adicione esta mistura lentamente às claras batidas em neve, batendo na batedeira em velocidade máxima, até obter a consistência de suspiro (levei uns 10 minutos, na Kitchen-Aid). Acrescente a baunilha e misture bem.

Na decoração desses cupcakes, usei um saco de confeitar com bico perlê bem largo, formando montinhos de cobertura, e polvilhei com açúcar cristal colorido.

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